Os melhores jogos de 2025 segundo o GameBlast

Confira nosso compilado com as melhores notas atribuídas pela redação do GameBlast ao longo do ano.

em 30/12/2025


Depois de um ano de muita jogatina, chegou a hora de revisitarmos o melhor que 2025 nos ofereceu em termos de experiência de jogo. De clássicos instantâneos a verdadeiras surpresas que vão do AAA ao indie, foram sete jogos que receberam a mais alta honraria do GameBlast no ano que se encerrou, além de vários outros que se destacaram durante o período. Vamos relembrá-los?

Everlasting Flowers


A primeira nota perfeita de 2025 veio para uma Visual Novel. Juliana Paiva Zapparoli destaca como o Everlasting Flowers usa o formato “cinematográfico” para contar uma história sensível sobre trauma, crescimento e superação. Sem economizar nos elogios à apresentação audiovisual e à caracterização das personagens, ela comenta sobre a forma como elementos simbólicos, como as flores, permeiam a obra e pondera sobre a recepção que diferentes públicos podem ter da experiência.
Everlasting Flowers não é um projeto grande ou ambicioso, mas entrega com esmero e maestria tudo aquilo que propõe em sua sinopse. Baseando-se na transigência da vida, sobretudo a efemeridade das flores, temos aqui uma história profunda e tocante sobre a importância de procurar caminhos para superar nossos obstáculos.

Pode não ser um romance que muitas pessoas esperam, mas, com certeza, é uma poderosa mensagem para quem precisa de um empurrãozinho para seguir em frente. E, acima de tudo, um lembrete de que podemos aprender — e crescer — com nossas adversidades e experiências. (análise publicada em 16/01/2025)

Split Fiction



Em Split Fiction, a Hazelight Studios retorna ao jogo cooperativo narrativo após o sucesso de It Takes Two, apostando em uma aventura que mistura ação, quebra-cabeças e uma história guiada pela relação entre duas protagonistas contrastantes. Em sua análise, Alec Oliveira ressalta como o estúdio refina suas ideias ao apresentar uma experiência constantemente mutável, cheia de mecânicas criativas e momentos surpreendentes, sem perder o foco na cooperação e no vínculo entre os personagens. 

A Hazelight acertou novamente em Split Fiction. Fui fisgado pela aventura do começo ao fim, repleta de momentos divertidos, criativos e impactantes, tudo com uma polidez impressionante. Cada nova ideia apresentada me deixava empolgado para continuar e descobrir até onde o jogo iria, sempre acompanhada por uma apresentação gráfica e sonora impecáveis. 

Estamos apenas no terceiro mês de 2025, e já tenho um forte candidato ao meu jogo do ano — e talvez, um dos meus favoritos de todos os tempos. Split Fiction vai ficar na minha cabeça por muito tempo, sendo uma daquelas experiências únicas que me lembram por que eu amo tanto videogames. (análise publicada em 04/03/2025)

Wanderstop



Sobre Wanderstop, Hiero de Lima entrega uma análise que vai além da avaliação das mecânicas principais para também discorrer sobre os temas centrais do jogo — especialmente com sua reflexão a respeito da cultura do crunch e o valor dos cozy games —, mostrando como a proposta aparentemente tranquila do título serve de pano de fundo para discutir o impacto da ultravalorização de uma produtividade constante a um nível pouco saudável. Assim, a combinação dos elementos audiovisuais e o estilo de humor apresentado contribuem para essa reflexão e apontam o título como um exemplo fascinante de narrativa e design que pode ressoar tanto com fãs quanto com críticos do gênero.

Wanderstop é um jogo que pura e simplesmente vale a pena. Seja você amante da calmaria ou alguém que quer morrer quando vê um monte de “jogos de fazendinha” em uma Nintendo Direct da vida, a casa de chá de Alta e Boro é uma parada imperdível. Quem sabe você não passa, assim como a protagonista, a entender algo mais sobre si mesmo(a)? (análise publicada em 20/03/2025)

Promise Mascot Agency



Hiero aparece novamente para celebrar Promise Mascot Agency como uma mistura inventiva de mundo aberto, gerenciamento de mascotes e narrativa que satiriza a ideia de yakuza como tema ao frisar o tom bizarro e divertido do título, a dinâmica cativante entre protagonista e parceira, sua arte, humor e progressão envolvente. Um verdadeiro exemplo de como ideias excêntricas podem ser amarradas com sucesso em uma experiência coesa e memorável, cumprindo com perfeição (quase) tudo aquilo a que se propõe.

Promise Mascot Agency traz nova vida ao gênero yakuza, conforme sua história busca novos caminhos para a organização, enquanto se utiliza de muitas das artimanhas dos clássicos, entre a pura bizarrice e o amor pela honra. Não é tão esotérico quanto seu irmão mais velho, mas quem quiser visitar Kaso-Machi, conhecer seu povo e se comprometer com seu renascimento com certeza não se arrependerá do tempo que por aqui passar. (análise publicada em 07/04/2025)

Trails in the Sky 1st Chapter



Em Trails in the Sky 1st Chapter, o clássico da Falcom retorna em uma nova versão completamente refeita que faz um impecável serviço na hora de atualizar a experiência para novas audiências sem abrir mão de sua identidade. Em sua análise, Ivanir Ignacchitti salienta como o jogo consegue preservar o peso da narrativa e o desenvolvimento cuidadoso de seus personagens enquanto introduz melhorias visuais, ajustes no ritmo e um sistema de combate completamente renovado, metodicamente pensado para dialogar com o público atual. 
Trails in the Sky 1st Chapter é um remake que respeita o RPG original e consegue elevar a experiência com suas mudanças sem deixar de lado a sua essência. É um exemplo louvável de como reimaginar um jogo que alcança um equilíbrio inacreditável entre fidelidade e modernização. (análise publicada em 22/09/2025)

Dispatch (episódios 5 e 6; 7 e 8)



Dispatch é um jogo narrativo de super-heróis desenvolvido pela AdHoc Studio e lançado episodicamente entre outubro e novembro de 2025. Constituído em oito capítulos que foram chegando de dois em dois ao longo de três semanas, o formato foi pensado para simular a experiência de uma série de TV e manter o engajamento dos jogadores enquanto a história se desenrola. Dessa forma, o título recebeu uma cobertura exemplar do GameBlast, encabeçada por Thiago da Silva e Silva, que acompanhou toda a trajetória da temporada ao longo do tempo. 

Em suas análises, ele aponta que o jogo, que já havia começado muito bem, atinge um nível próximo da perfeição a partir dos episódios 5 e 6, quando a narrativa passa a intensificar seus temas centrais e o envolvimento emocional do jogador se aprofunda de forma decisiva. Nesses episódios, Thiago destaca como as missões ganham mais peso dramático, as decisões passam a ter consequências narrativas claras e as relações entre os personagens se tornam o verdadeiro motor da história, funcionando como o núcleo que prepara o terreno para o clímax. 

Dispatch chegou em seus penúltimos episódios entregando mais adições ao hackeamento, dificultando um pouco a coordenação dos heróis. O jogador precisa aplicar tudo que aprendeu até o momento, e a história avança de forma excelente, com mais escolhas importantes disponíveis e um final que deixa qualquer um ansioso pelo que está por vir nos últimos capítulos. (análise publicada em 07/11/2025)

Já nos episódios 7 e 8, a conclusão da primeira temporada é descrita como uma entrega sólida e recompensadora, com os últimos capítulos intensificando os desafios narrativos e mecânicos, testando tudo o que o jogador aprendeu e oferecendo dois finais distintos que reforçam o impacto das decisões tomadas ao longo da jornada. O texto ainda elogia o elenco do voice acting e a narrativa marcante, considerando o encerramento uma forma primorosa de concluir a temporada, mesmo com seus pequenos problemas técnicos pontuais.

Dispatch encerra sua primeira temporada de uma forma primorosa, entregando dois últimos episódios que ressaltam o elenco de dublagem de peso — que conta com vozes como a de Laura Bailey — uma história marcante com algumas escolhas difíceis e dois finais diferentes. A jogabilidade se mostra um verdadeiro desafio no final, testando o jogador em uma última coordenação da equipe. Mesmo tendo um bug na legenda, isso não tira o brilho do jogo. (análise publicada em 15/11/2025)

MARVEL Cosmic Invasion 



Thiago da Silva e Silva retorna com a última nota máxima do ano ao analisar MARVEL Cosmic Invasion, um beat ’em up que homenageia a essência clássica do gênero. A análise destaca como o jogo aposta em ação direta, ritmo frenético e valoriza a cooperação, aliando um elenco carismático de heróis da Marvel a fases bem construídas e um combate prazeroso, sem excessos ou desvios desnecessários. 
MARVEL Cosmic Invasion é um jogo simples, com enredo divertido e um Modo Arcade completo. O título traz um elenco diverso de quinze heróis únicos em aparência e jogabilidade. Tudo isso acompanhado de fases em locais icônicos, em cores vivas, com fundos animados e uma ótima trilha sonora. Golpes adicionais aos heróis diversificariam o combate, porém isso não ofusca o brilho do jogo, que se mostra ser o videogame em sua forma mais pura: extremamente divertido. (análise publicada em 01/12/2025)

O Clube do 9.5

Enquanto as notas 10 são a maior honraria que um jogo pode receber de seu analista, é válido ressaltar que ainda existem aquelas que chegam muito perto desse objetivo supremo. Assim, confira também nosso recorte (em ordem de publicação) com os games quase perfeitos que, infelizmente, deixaram de alcançar a glória eterna por meros detalhes e acabaram ficando com 9.5 de nota.

Lost Records: Bloom & Rage Tape 1 (Hiero de Lima)

Lost Records: Bloom & Rage Tape 1 planta as sementes de mais um excelente drama teen e mistério da Don’t Nod: autêntico, divertido, intimista e intrigante, o título navega naturalmente por temas complexos e conversas de adolescente, mostrando uma tremenda evolução do estúdio. Se as coisas continuarem assim na Tape 2, com certeza teremos um novo clássico do gênero de aventura nas mãos.

Clair Obscur: Expedition 33 (Victor Vitório)



Clair Obscur: Expedition 33 é um RPG de turnos exemplar que acerta em tudo que se propõe. Da bela apresentação visual à construção de mundo, das batalhas dinâmicas e ativas aos profundos sistemas de personalização, é uma obra que sabe aproveitar as estruturas clássicas de JRPG e se destaca por levá-las além em uma abordagem única.

Bionic Bay (Carlos França Jr.)



Desde suas primeiras impressões, Bionic Bay já trazia a promessa de um desafio de alto nível e a entrega final confirmou sua competência. Cada salto, morte e explosão tem um aprendizado fundamental que nos leva ao final da jornada e ela compensa cada minuto gasto na sua conclusão.

to a T (Hiero de Lima)



to a T é uma carta de amor à humanidade e às diferenças que nos fazem tão especiais. Seu senso de humor absurdo anda de mãos dadas com essa paixão pelo distinto e embala uma experiência de fazer sorrir de orelha a orelha. É, sem dúvida, um exemplo perfeito do porquê a visão de mundo onírica de Keita Takahashi é tão amada mundialmente; vale mais do que a pena conhecer o mundo em formato de T de Jovem, Cão e companhia.

Final Fantasy Tactics: The Ivalice Chronicles (Ivanir Ignacchitti)



Final Fantasy Tactics: The Ivalice Chronicles é uma ótima forma de revisitar o clássico jogo tático da franquia da Square Enix. Fiel ao lançamento original, mas realmente preocupado em oferecer uma experiência confortável para uma nova geração, o título continua sendo um RPG tático de altíssima qualidade e uma opção indispensável para fãs do gênero.

S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl (Thiago da Silva e Silva)



S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl é uma obra-prima do estúdio GSC Game World, que chegou ao PlayStation 5 em sua melhor versão, trazendo inimigos desafiadores e uma excelente otimização com Unreal Engine 5. A história permite que o jogador faça escolhas que têm impacto, e o mapa recompensa o jogador por explorar com seu clima dinâmico. Mesmo que alguns bugs ainda existam, eles não ofuscam o trabalho incrível do jogo.

Detective Instinct: Farewell, My Beloved (Hiero de Lima)



Detective Instinct: Farewell, My Beloved bebe de ricas fontes e entende perfeitamente seus valores nutricionais, trazendo suas próprias contribuições ao gênero de mistério e não se limitando apenas a copiar o que deu certo. É uma graduação de fã para autor que poderia muito bem ter se perdido no fascínio; graças às próprias fortes crenças, evita graciosamente esse destino.

Menções Honrosas

Ficando um pouco mais longe dos scores referentes à perfeição ou à quase-perfeição, os jogos que alcançaram 90 pontos em 100 possíveis não são de se jogar fora, ainda sendo universalmente recomendados e verdadeiras referências para seus respectivos gêneros. Confira, então, nossas menções honrosas de 2025 (em ordem de publicação). 

Data Autor Jogo
22/jan Farley Santos Final Fantasy VII Rebirth
06/fev Matheus Senna de Oliveira Kingdom Come: Deliverance II
25/fev Alan Murilo Two Point Museum
14/mar Ivanir Ignacchitti Atelier Yumia: The Alchemist of Memories & the Envisioned Land
26/mar Juliana Paiva Zapparoli Your House
27/mar Carlos França Jr. MLB The Show 25
27/mar Luan Gabriel de Paula Look Outside
07/abr Alexandre Galvão Blue Prince
18/abr Carlos França Jr. The Talos Principle: Reawakened
29/abr Farley Santos StarVaders
07/mai Luan Gabriel de Paula The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered
15/mai Matheus Senna de Oliveira DOOM: The Dark Ages
20/mai Ivanir Ignacchitti Sea of Stars: Throes of the Watchmaker
21/mai Carlos França Jr. Duck Detective: The Secret Salami
26/mai Ivanir Ignacchitti Bloodless
28/mai Farley Santos Pipistrello and the Cursed Yoyo
05/jun Alexandre Galvão F1 25
06/jun Gustavo Souza Fuga: Melodies of Steel 3
24/jun Matheus Senna de Oliveira Stellar Blade x Goddess of Victory: Nikke
07/jul Ivanir Ignacchitti Juufuutei Raden's Guide for Pixel Museum
10/jul Farley Santos Death Stranding 2: On the Beach
22/jul Alexandre Galvão Hell Clock
25/jul Gustavo Souza Two Point Museum: Fantasy Finds
03/ago Alexandre Galvão 8BitDo Ultimate 2C Wireless Controller
07/ago Ivanir Ignacchitti Chained Echoes: Ashes of Elrant
09/ago Alecsander Oliveira Earthion
22/ago Alexandre Galvão Metal Gear Solid Delta: Snake Eater
25/ago Farley Santos Shinobi: Art of Vengeance
08/set Ivanir Ignacchitti Super Robot Wars Y
16/set Farley Santos Hollow Knight: Silksong
18/set Carlos França Jr. Sonic Racing: CrossWorlds
24/set Vincenzo Augusto Zandoná Hades II
27/set Alexandre Galvão 8BitDo USB Wireless Adapter 2
01/out Ivanir Ignacchitti Digimon Story Time Stranger
09/out Farley Santos Absolum
13/out Matheus Oliveira Battlefield 6
14/out Victor Vitório Ghost of Yotei
25/out Matheus Senna de Oliveira Overwatch 2 - Temporada 19
28/out Hiero de Lima PowerWash Simulator 2
06/nov Matheus Oliveira Jurassic World Evolution 3
11/nov Farley Santos Lumines Arise
14/nov Matheus Bigai Ferreira 1000xRESIST
27/nov Carlos França Jr. VIDEOVERSE
09/dez Alan Murilo Two Point Museum: Zooseum
09/dez Gustavo Souza Master Lemon: The Quest for Iceland
22/dez Victor Vitório Zexion
29/dez Victor Vitório Auridia
29/dez Thiago da Silva e Silva Inazuma Eleven Victory Road

Confira também os melhores do GameBlast em anos anteriores:

Siga o Blast nas Redes Sociais
João Pedro Boaventura
É jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Tem um blog particular onde escreve um monte de groselha e também é autor de Comunicação Eletrônica, (mais um) livro que aborda história dos games, mas sob a perspectiva da cultura e da comunicação.
Este texto não representa a opinião do GameBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Você pode compartilhar este conteúdo creditando o autor e veículo original (BY-SA 4.0).