Balanço Blast: confira as principais notas das nossas análises de julho de 2023

Entre as principais análises de julho estão Ghost Trick, The Legend of Heroes: Trails into Reverie, Final Fantasy XVI e Nogunaga's Ambition: Awakening



Aqui, no Balanço Blast, trazemos a você, leitor, uma curadoria com as nossas principais análises do mês que se passou e, de quebra, te convidamos a ler e conhecer mais sobre os games que analisamos, sejam eles grandes AAA que decepcionaram (ou não), jogos independentes de exímia qualidade que poderiam passar batido ou ainda nosso aviso para fugir de alguns títulos de qualidade extremamente questionável — além de compilar uma tabela completa com todas as notas que publicamos ao longo do período. 
Confira também outros destaques de meses anteriores

Ghost Trick: Phantom Detective

Autoria: João Pedro Boaventura
Data de Publicação: 4 de julho
Plataforma: PC/PS4/XBO/Switch
Plataforma utilizada para análise: PC
Nota: 8.0

Prós

  • Trabalho de remasterização tão impecável quanto a própria direção de arte geral do game;
  • Jogo que não tem vergonha de ser um jogo;
  • Trama tão imersiva quanto inventiva;
  • Embora não revolucione o gênero puzzle, a maneira como ele os tematiza é brilhante;
  • Possibilidade de jogar exclusivamente com o mouse evoca o sentimento clássico de aventuras point-and-click.

Contras

  • Diálogos e outras animações são um pouco lentas dentro de certas filosofias de game design mais modernas;
  • Sendo um puzzle-solver em essência, ele não contempla múltiplas formas de solucionar um enigma;
  • Por conta disso, o fator replay acaba sendo reduzido.


A sétima geração de consoles ficou marcada por um pico criativo da indústria, que começou a se aproveitar com as novas formas de jogar que nela se popularizaram, como é o caso tanto dos sensores de movimento do Wii quanto da tela de toque do Nintendo DS. Ghost Trick: Phantom Detective é mais um inventivo título consequente dessa época e que finalmente conseguiu se livrar de suas amarras para alcançar um público mais amplo. Ademais, com personagens carismáticos, visual marcante e jogabilidade singular, o jogo é uma daquelas experiências fascinantes que vez ou outra surgem para nos lembrar dos motivos que nos fazem gostar de videogames, em primeiro lugar. Leia a análise completa.

The Legend of Heroes: Trails into Reverie 

Autoria: Ivanir Ignacchitti
Data de Publicação: 5 de julho
Plataforma: PC/PS4/PS5/Switch
Plataforma utilizada para análise: PC
Nota: 8.5

Prós

  • Uma boa conclusão para os desafios que os personagens da série enfrentaram até aqui;
  • Batalhas em turno dinâmicas e com vários elementos estratégicos interessantes;
  • Trilha sonora de alta qualidade;
  • O menu de configurações permite ajustes gráficos e de controle com alto nível de detalhamento;
  • O modo turbo ajuda a agilizar a exploração consideravelmente.

Contras

  • Contraindicado a quem não jogou todos os nove títulos anteriores devido à perda de valor de alguns elementos da trama;
  • Bugs que deixaram as cutscenes travadas na build pré-lançamento.


The Legend of Heroes: Trails into Reverie é uma conclusão digna para os arcos de Crossbell e Erebonia. Embora seja contraindicado a quem não experimentou os jogos anteriores, o título oferece uma bela catarse emocional simbólica dos desafios vivenciados pelos personagens até então. Resta aos fãs esperar agora pelo arco de Calvard para começar mais uma história no continente de Zemuria. Leia a análise completa.

Final Fantasy XVI

Autoria: Alexandre Galvão
Data de Publicação: 13 de julho
Plataforma: PS5
Nota: 8.5

Prós

  • Enredo primoroso, com personagens bem desenvolvidos em uma trama envolvente e marcante;
  • Jogabilidade com foco na ação, com combates cheios de adrenalina e aspectos cinematográficos de encher os olhos;
  • Trilha sonora esbanja capricho e emoção;
  • Árvore de habilidades maleável, permitindo uma constante experimentação de combinações de técnicas de combate;
  • Performance no PlayStation 5 satisfatória, com tempos de carregamento super rápidos, gráficos ricos em detalhes e funcionalidades do DualSense bem aproveitadas.

Contras

  • A ilusão de mundo aberto possui uma exploração bem limitada;
  • Algumas missões secundárias são pouco desenvolvidas, tornando essa atividade maçante;
  • Limitação do número de habilidades eikônicas para uso em combate pode ser um incômodo;
  • Queda na taxa de quadros em situações pontuais, mesmo em modo performance.


Final Fantasy XVI se arrisca ao trazer uma abordagem nova para uma franquia com mais de três décadas de existência, reinventando parte de sua mitologia para oferecer uma experiência única e revolucionária, atendendo às necessidades da nova geração de consoles e jogadores. É exatamente o que a franquia precisava para se manter relevante nos dias de hoje em termos de narrativa, jogabilidade e méritos técnicos. Embora os fãs nostálgicos possam discordar, este jogo é um digno sucessor do legado dos cristais que começou em 1987. Leia a análise completa.

Nobunaga's Ambition: Awakening

Autoria: Lucas Oliveira
Data de Publicação: 27 de julho
Plataforma: PC/PS4/Switch
Plataforma utilizada para análise: PS4
Nota: 9.0

Prós:

  • A ambientação se passa durante um momento fascinante da história japonesa e fornece muitas informações sobre esse período, apresentando personagens e eventos reais;
  • A liberdade para escolher entre os diversos daimiôs e períodos fazem com que tenhamos muitas formas diferentes de se iniciar uma nova campanha;
  • As mecânicas de gerenciamento são profundas, ricas e complexas, permitindo que o jogador tenha um leque infindável de opções para desenvolver suas regiões;
  • De igual modo, a vasta quantidade de oficiais com talentos diferentes permitem que tenhamos inúmeras alternativas estratégicas, tanto em combate quanto em administração;
  • A possibilidade de selecionar a dificuldade e de alterar configurações que mudam efetivamente a experiência pode ser um aspecto convidativo para as pessoas de fora da bolha da franquia;
  • A interface é efetiva em englobar de maneira prática e intuitiva todas as mecânicas disponíveis;
  • O sistema de moral e as batalhas de cerco fazem com que a vitória em uma guerra não seja reduzida à “simplicidade” de um exército ser maior que o outro.

Contras:

  • Pode ser muito intimidante para iniciantes, e os tutoriais são um pouco maçantes, sendo bem mais prático aprender através da tentativa e erro;
  • Os troféus estão todos descritos em japonês;
  • Ausência de legendas em português;
  • A falta da dublagem em japonês é, no mínimo, estranha, já que o jogo foi desenvolvido e se passa inteiramente no Japão.


Nobunaga’s Ambition: Awakening cumpre com excelência a missão de reverenciar os 40 anos da série, apresentando inúmeras possibilidades estratégicas dentro de todos os seus sistemas. Para os amantes do gênero, há aqui conteúdo suficiente para se aproveitar por dezenas, se não centenas, de horas. Já para os novatos, é preciso ter ciência de que muitas tentativas podem ser necessárias para se dominar as mecânicas; no entanto, uma vez compreendidas, o difícil será largar o controle. Leia a análise completa.

Listão de Análises GameBlast — Julho/2023

Data do
Review
Autor Jogo Nota
01/jul Alexandre Galvão Aliens: Dark Descent 7.5
01/jul Juliana Paiva Zapparoli Loopers 9.0
03/jul Carlos França Jr. Crash Team Rumble7.5
03/jul Gustavo Souza Valthirian Arc: Hero School Story 25.0
04/jul Gustavo Souza Yomi 2 7.5
04/jul João Pedro Boaventura Ghost Trick: Phantom Detective 8.0
05/jul Ivanir Ignacchitti The Legend of Heroes: Trails into Reverie 8.5
06/jul Ivanir Ignacchitti Sludge Life 2 8.0
07/jul Farley Santos Voidigo 8.5
07/jul Matheus Senna de Oliveira Sonic Origins Plus 8.0
08/jul Yuri Hupsel The Bookwalker - Thief of Tales 7.0
11/jul Victor Vitório Buddy Simulator 1984 8.0
11/jul Juliana Paiva Zapparoli With Eyes of Ice 8.0
12/jul Ivanir Ignacchitti Atelier Marie Remake: The Alchemist of Salburg 8.0
12/jul Ivanir Ignacchitti Front Mission 1st Remake 8.0
12/jul Carlos França Jr. PowerWash Simulator 7.5
13/jul Alexandre Galvão Final Fantasy XVI 8.5
13/jul Carlos França Jr. Gimmick! Special Edition 6.5
14/jul Lucas Oliveira Gylt 8.0
14/jul Carlos França Jr. Ray'z Arcade Chronology 8.0
17/jul Victor Vitório Viewfinder 7.5
17/jul Alexandre Galvão Scarf 6.5
18/jul Farley Santos Let's! Revolution! 8.0
18/jul Ivanir Ignacchitti Touhou: New World 8.0
19/jul Farley Santos Gravity Circuit 9.0
19/jul Carlos França Jr. Beat 'Em Up Archives 6.0
20/jul Farley Santos Might & Magic: Clash of Heroes Definitive Edition 8.5
21/jul Alexandre Galvão Lost in Play 9.0
21/jul Gustavo Souza VanillaBeast: Retro Knock-Out! 7.5
21/jul Lucas Oliveira Cross Tails 7.0
22/jul Juliana Paiva Zapparoli All Idleness and Ephemera 8.0
23/jul Ivanir Ignacchitti Dungeon Travelers 2 7.5
24/jul Carlos França Jr. Mr. Run and Jump 8.5
24/jul Ivanir Ignacchitti From Madness with Love 8.0
25/jul Farley Santos Invector: Rhythm Galaxy 8.0
25/jul Victor Vitório Koa and the Five Pirates of Mara 7.5
26/jul João Pedro Boaventura Lakeburg Legacies 5.0
27/jul Carlos França Jr. Sephonie 7.5
27/jul Farley Santos Hyper Meteor 8.5
27/jul Lucas Oliveira Nobunaga's Ambition: Awakening 9.0
28/jul Alexandre Galvão Exoprimal 6.5
28/jul Gustavo Souza Sticky Business 7.0
28/jul Ivanir Ignacchitti Dragon Quest Treasures 8.5
31/jul Farley Santos Venba 8.0
Total de Análises 44
Média Geral 7.7
Nota mais alta 9.0 (Loopers, Lost in Play, Gravity Circuit, Nobunaga's Ambition: Awakening)
Nota mais baixa 5.0 (Valthirian Arc: Hero School Story 2, Lakeburg Legacies)
Ressaltamos que as análises e as notas aqui atribuídas variam de acordo como critério e justificativas aplicadas pelos próprios analistas, sendo elas de total responsabilidade de seus autores.

É jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Tem um blog particular onde escreve um monte de groselha e também é autor de Comunicação Eletrônica, (mais um) livro que aborda história dos games, mas sob a perspectiva da cultura e da comunicação.
Este texto não representa a opinião do GameBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.