Aqui, no Balanço Blast, trazemos a você, leitor, uma curadoria com as nossas principais análises do mês que se passou e, de quebra, te convidamos a ler e conhecer mais sobre os games que analisamos, sejam eles grandes AAA que decepcionaram (ou não), jogos independentes de exímia qualidade que poderiam passar batido ou ainda nosso aviso para fugir de alguns títulos de qualidade extremamente questionável — além de compilar uma tabela completa com todas as notas que publicamos ao longo do período.
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Dragon Quest VII Reimagined
Autoria: Lucas OliveiraRevisão de Texto: Thomaz Farias
Data de Publicação: 02 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series, Switch, Switch 2
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.0
Prós
- Narrativa extremamente agradável, formada por arcos bem estruturados e potencializada por um elenco carismático, visuais acolhedores, novas cenas que aprofundam alguns personagens e uma ótima dublagem em japonês;
- Campanha muito mais acessível que a obra original, com localização dos fragmentos facilitada e progressão mais intuitiva;
- Como em outros jogos da franquia, a exploração é constantemente incentivada e recompensadora, com a obra dando uma atenção especial em facilitar a visualização dos tesouros;
- Sistema de combate por turnos clássico e divertido, readaptado aos padrões atuais, com destaque para a possibilidade de eliminar monstros frágeis diretamente no mapa;
- A repaginação do sistema de vocações torna cada classe única, simplifica o acesso a especializações avançadas e reduz a poluição do menu com habilidades pouco utilizadas;
- Reformulação dos corações de monstros amplia as possibilidades de personalização e mantém esses itens relevantes ao longo de toda a jornada;
- Devido às mudanças em elementos tradicionais que poderiam ser considerados rígidos por pessoas que não apreciam a franquia, o título se torna, provavelmente, o capítulo numerado mais convidativo para esse público.
Contras
- Apesar da ótima dublagem em japonês, muitas cenas importantes não contam com vozes, gerando certa inconsistência na apresentação;
- Embora traga um sistema de dificuldade customizável, o título impõe algumas facilidades obrigatórias que não podem ser desativadas (como a ressurreição automática, que esvazia a tensão típica da gestão de recursos), o que acaba tornando a experiência consideravelmente menos desafiadora em comparação ao jogo original e à série como um todo;
- Ausência de legendas em português.
Dragon Quest VII Reimagined consegue revisitar um clássico com eficácia. A estrutura episódica, os dramas interessantes e o sentimento de aventura e descoberta permanecem intactos, enquanto a interface mais amigável e as mudanças no combate tornam a jornada mais convidativa. Ainda que certas decisões, como a recuperação automática de aliados derrubados, diluam parte da tensão e do desafio tradicionais da franquia, o resultado final é uma versão moderna e acessível de uma das aventuras mais ambiciosas da série. Leia a análise completa.
Nioh 3
Autoria: Matheus Oliveira
Revisão de Texto: Vitor Tibério
Data de Publicação: 04 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 5
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.5
Revisão de Texto: Vitor Tibério
Data de Publicação: 04 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 5
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.5
Prós
- Narrativa envolvente que casa contextualmente com as novidades mecânicas;
- Transição bem feita para o mundo aberto, oferecendo campos abertos em diferentes eras do Japão, com uma excelência contínua de level design;
- O equilíbrio entre atividades clássicas e novidades, como os acampamentos de inimigos e segredos ocultos, garante que a magia da descoberta não se perca ao longo da jornada;
- Sistema de troca entre Samurai e Ninja dobra as possibilidades estratégicas e o dinamismo do combate;
- Trilha sonora excepcional, com instrumentações grandiosas que elevam a imersão histórica;
- O ápice do combate agressivo, recompensando o domínio técnico do jogador.
Contras
- Simplificação da árvore de maestria de armas remove parte do senso de especialização;
- A estrutura de mundo aberto torna o "fator replay" menos imediato do que nos jogos anteriores.
Ao expandir sua estrutura para campos abertos, aprofundar sistemas de combate e construir uma narrativa verdadeiramente envolvente, a Team Ninja entrega um jogo que evolui sem romper com suas raízes. Cada decisão de design, seja na cadência da narrativa ou na complexidade mecânica, converge para fortalecer a experiência hardcore que sempre definiu a franquia. Trata-se de uma obra que entende sua identidade, respeita seu legado e olha para frente. Nioh 3 não é apenas mais um capítulo na trilogia, é o ápice técnico e artístico da saga, consolidando-se como um clássico instantâneo do gênero de ação. Leia a análise completa.
Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties
Autoria: Hiero de Lima
Revisão de Texto: Thomaz Farias
Data de Publicação: 09 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series, Switch 2
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 5.0
Revisão de Texto: Thomaz Farias
Data de Publicação: 09 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series, Switch 2
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 5.0
Prós
- Mesmo imperfeito, o combate é inegavelmente melhor do que o do Yakuza 3 remasterizado;
- Destaque maior às crianças do Glória da Manhã e à comunidade a seu redor beneficia a narrativa;
- Localização em português, apesar de eventuais tropeços, segue com padrão de qualidade altíssimo;
- Em Dark Ties, a dinâmica entre Mine e Kanda é primorosa.
Contras
- Novos designs de personagem diminuem a força do jogo original;
- Conteúdo adicional forçado como parte da campanha;
- Remoção dos momentos mais introspectivos da história;
- Muitas das cenas novas não agregam à trama;
- Até mesmo os ditos novos modos de gameplay são reusados descaradamente de outros jogos;
- Personagens amados presentes durante toda a franquia foram removidos sem explicação;
- Regresso terrível na escrita de personagens femininas em geral;
- Duração pífia de Dark Ties deixa a desejar em matéria de enredo;
- Repaginação, de maneira geral, só vem a mostrar que Yakuza 3 não bate com a visão atual da série.
Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties não tem interesse algum no material-fonte que não seja tentar adequá-lo à fórmula cansada de apelo em massa que Masayoshi Yokoyama aperfeiçoou quando subiu à liderança do Ryu Ga Gotoku Studio. No processo, o game se esquece de tudo que fez a história original um marco da franquia e o substitui com uma grossa demão de verniz corporativo. Associações infelizes, certas decisões narrativas e um spinoff curto demais para valer a pena também tornam a experiência difícil de engolir. Uma verdadeira decepção na franquia, do tipo que vem, infelizmente, se tornando mais comum ao longo do tempo — talvez seja a hora do fim do formato anual. Leia a análise completa.
Romeo is a Dead Man
Autoria: João Pedro Boaventura
Revisão de Texto: Juliana Piombo dos Santos
Data de Publicação: 10 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.0
Revisão de Texto: Juliana Piombo dos Santos
Data de Publicação: 10 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.0
Prós
- Narrativa ambiciosa, cheia de camadas e com storytelling em múltiplos formatos;
- Características técnicas de alto nível, da apresentação gráfica e menus à trilha sonora e qualidade de animação das cutscenes;
- Mecânicas de combate versáteis e fluidas, com variabilidade tática devido à possibilidade de alternância entre as armas corpo a corpo e à distância;
- Sistema de bastardos é uma inclusão interessante e ajuda a personalizar ainda mais a experiência do combate;
- Fases com estruturas mais exploráveis do que o padrão linear histórico do estúdio;
- Cada recorte do espaço-tempo de Deadford traz uma história própria para contar e a traduz na própria jogabilidade;
- Mecânica de Subespaço traz uma quebra positiva no ritmo com puzzles, exploração e variedade de jogo;
- Evolução natural da jogabilidade ao longo da campanha devido ao potencial de aprimoramento do DeadGear;
- Grinding integrado ao loop de progressão e não como uma barreira artificial a fim de impedir o progresso;
- Agrada aos fãs antigos com easter eggs e autorreferências enquanto também consegue funcionar como uma porta de entrada sólida graças a uma abordagem contida e quase autossuficiente.
Contras
- Embora contribuam para a experiência de jogo como um todo, alguns dos mini-games são bem bobinhos;
- A câmera é o maior oponente de Romeo em sua jornada;
- Os ambientes do Palácio de Atenas poderiam contar com mais assets gráficos e, assim, apresentar maior variabilidade estética;
- Às vezes, os inimigos parecem esponjas de dano, especialmente no começo do jogo;
- O sistema de combate poderia contar com alguns combos mais longos e distintos.
Suda51 é um baita escritor. Não só isso, é claramente um romântico incorrigível. O resultado dessa combinação é mais uma impressionante carta de amor aos jogos e à cultura pop em seu portfólio, ainda que seus últimos anos tenham passado sem esse mesmo brilho em suas produções. Carente das regalias das superproduções AAA modernas à sua disposição, Romeo is a Dead Man é mais uma verdadeira aula de como criar um videogame, abraçando a modernidade sem deixar de lado o DNA histórico que torna os trabalhos da Grasshopper Manufacture tão únicos. É, tranquilamente, a melhor entrega do estúdio em pelo menos uns quinze anos, e certamente um postulante digno do panteão integrado por nomes como Killer7, No More Heroes e The Silver Case. Leia a análise completa.
Resident Evil Requiem
Autoria: Victor Vitório
Revisão de Texto: Thomaz Farias
Data de Publicação: 25 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series, Switch 2
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.0
Revisão de Texto: Thomaz Farias
Data de Publicação: 25 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series, Switch 2
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.0
Prós
- Sendo um retorno à história da série principal, o foco duplo na novata Grace e no veterano Leon atende simultaneamente ao público novo e ao antigo em que pouco conhecimento pregresso é necessário para começar a jogar;
- Como uma soma dos ótimos trabalhos nos remakes de RE2 e RE4, Requiem mescla duas formas distintas de sentir a gameplay, revezando medo e empoderamento sem cair na superficialidade;
- Há opção de escolher entre terceira e primeira pessoa a qualquer momento;
- Legendado e dublado em português brasileiro.
Contras
- Vários elementos são familiares demais, evitando surpresas tanto na história quanto na ambientação;
- O enredo é bem contado no começo, enquanto arma o mistério, entretanto, depois seu desenvolvimento fica esparso e demorado.
Resident Evil Requiem traz muita familiaridade, mas também dinamismo ao encarnar na novata Grace e no veterano Leon duas abordagens diferentes em uma mesma campanha, alternando entre o medo do horror de sobrevivência e o empoderamento que nos convida a entrar na ação direta e confiante. Essas duas facetas distintas já são conhecidas, contudo , juntas, formam um todo digno tanto de retomada da história principal da série quanto de porta de entrada. Leia a análise completa.
Listão de Análises GameBlast — Fevereiro/2026
| Data do Review |
Autor | Jogo | Nota |
|---|---|---|---|
| 02/fev | Lucas Oliveira | Dragon Quest VII Reimagined | 9.0 |
| 03/fev | Thiago da Silva e Silva | I Hate This Place | 6.5 |
| 04/fev | Farley Santos | Lovish | 7.0 |
| 04/fev | Matheus Oliveira | Nioh 3 | 9.5 |
| 04/fev | Alecsander Oliveira | My Hero Academia: All's Justice | 6.0 |
| 05/fev | Alexandre Galvão | Dynasty Warriors: Origins - Visions of Four Heroes | 8.0 |
| 06/fev | Gustavo Souza | Cozy Caravan | 7.0 |
| 06/fev | Matheus Senna de Oliveira | Dead by Daylight: Stranger Things Chapter 2 | 7.5 |
| 07/fev | Matheus Bigai Ferreira | Dead Pets: A Punk Rock Slice of Life Sim | 8.5 |
| 09/fev | Matheus Senna de Oliveira | Fighting Force Collection | 7.5 |
| 09/fev | Hiero de Lima | Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties | 5.0 |
| 09/fev | Thiago da Silva e Silva | BlazBlue Entropy Effect X | 7.5 |
| 10/fev | João Pedro Boaventura | Romeo is a Dead Man | 9.0 |
| 10/fev | Windsor Santos | Crisol: Theater of Idols | 8.5 |
| 10/fev | Carlos França Jr. | JDM: Japanese Drift Master | 7.0 |
| 12/fev | Carlos França Jr. | Lil Gator Game: In the Dark | 7.5 |
| 16/fev | Thiago da Silva e Silva | Ys X: Proud Nordics | 7.5 |
| 16/fev | Victor Vitório | Under the Island | 8.0 |
| 17/fev | Hiero de Lima | PARANORMASIGHT: The Mermaid’s Curse | 9.5 |
| 17/fev | Alexandre Galvão | Hamstermind | 8.0 |
| 17/fev | Gustavo Souza | Aerial_Knight's DropShot | 7.0 |
| 18/fev | Matheus Oliveira | REANIMAL | 7.5 |
| 19/fev | Alecsander Oliveira | Demon Tides | 8.0 |
| 19/fev | Thiago da Silva e Silva | High on Life 2 | 8.0 |
| 20/fev | João Pedro Boaventura | No Sleep For Kaname Date — From AI: The Somnium Files | 6.5 |
| 20/fev | Carlos França Jr. | Hidden Cats in Christmas | 8.0 |
| 21/fev | Matheus Senna de Oliveira | Overwatch (2026) | 9.5 |
| 23/fev | Matheus Senna de Oliveira | Super Bomberman Collection | 8.5 |
| 25/fev | Victor Vitório | Resident Evil Requiem | 9.0 |
| 25/fev | Thiago da Silva e Silva | Avowed | 8.5 |
| 26/fev | Lyon Saluchi | WiZmans World Re;Try | 7.5 |
| 26/fev | Carlos França Jr. | Rayman 30th Anniversary Edition | 8.0 |
| 27/fev | Matheus Bigai Ferreira | Diablo II: Resurrected - Reign of the Warlock | 8.0 |
| 27/fev | Carlos França Jr. | Centipede Gun | 7.0 |
| Total de Análises | 34 | ||
| Média Geral | 7.7 | ||
| Nota mais alta | 9.5 (Nioh 3, PARANORMASIGHT: The Mermaid’s Curse, Overwatch) | ||
| Nota mais baixa | 5.0 (Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties) | ||
Ressaltamos que as análises e as notas aqui atribuídas variam por conta do critério e justificativas aplicadas pelos próprios analistas, sendo elas de total responsabilidade de seus autores.







