Balanço Blast: confira as principais notas das nossas análises de janeiro de 2026

Ninja Gaiden 4, MIO: Memories in Orbit, Pathologic 3, Code Vein II e Cairn são as análises em destaque do mês de janeiro.

em 31/01/2026


Aqui, no Balanço Blast, trazemos a você, leitor, uma curadoria com as nossas principais análises do mês que se passou e, de quebra, te convidamos a ler e conhecer mais sobre os games que analisamos, sejam eles grandes AAA que decepcionaram (ou não), jogos independentes de exímia qualidade que poderiam passar batido ou ainda nosso aviso para fugir de alguns títulos de qualidade extremamente questionável — além de compilar uma tabela completa com todas as notas que publicamos ao longo do período. 
Confira também outros destaques de meses anteriores

Ninja Gaiden 4

Autoria: João Pedro Boaventura
Revisão de Texto: Vitor Tibério
Data de Publicação: 11 de janeiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 6.5

Prós

  • Sistema de combate fluido, sanguinário, preciso e altamente refinado;
  • Variedade considerável de técnicas que colaboram com a sensação de evolução do personagem principal;
  • Execução técnica sólida durante o gameplay ativo, com taxa de quadros estável e fluida enquanto o jogo roda;
  • O soft-reboot da história, sem correlação direta com os antecessores, torna-a convidativa para novos jogadores;
  • Combates contra os chefes se apresentam como o ponto alto de cada capítulo da campanha. 

Contras

  • Falta de variedade de inimigos, fases e situações diversas a cada capítulo;
  • Ritmo mal distribuído no decorrer de uma campanha que parece longa demais;
  • As sequências de missões secundárias e fases de desafio são desestimulantes;
  • Design de fases pouco inspirado;
  • Problemas menores que se acumulam, como transições lentas, tutoriais pouco didáticos, câmera imprecisa e tradução inconsistente.


De uma forma direta e objetiva, Ninja Gaiden 4 faz jus à trilogia original. A questão é que o último jogo dela foi lançado há mais de dez anos. É bacana que a Platinum tenha enfim seguido com um projeto de forma mais segura, até burocrática, porque às vezes é isso que é necessário para retomar a boa forma. Ainda assim, mesmo que competente, é notável que a falta de diversidade durante a campanha prejudique o produto final. Tudo o que o título entrega, é entregue de forma violenta. E violência é algo que, quando você exagera na dose, deixa de provocar o impacto pretendido. Leia a análise completa.

MIO: Memories in Orbit

Autoria: Victor Vitório
Revisão de Texto: Ives Boitano
Data de Publicação: 19 de janeiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 8.0

Prós

  • O visual é uma mistura de 2.5D com cel shading e tons aquarelados, fazendo do jogo uma obra admirável e incessantemente bela;
  • O design de mundo é minuciosamente planejado, demonstrando grande entendimento de como construir um metroidvania rico em exploração e segredos;
  • As lutas contra os chefes são empolgantes e exigem aprendizado;
  • Ainda que limitadas, as opções de Assistência fornecem ajuda; 
  • Textos em português brasileiro.

Contras

  • O limitadíssimo repertório de ataques de MIO impede que o combate como um todo aproveite melhor seu potencial;
  • As corridas de volta para os chefes duram de 30 a 45 segundos, se tornando incômodas quando precisamos tentar as batalhas várias vezes;
  • Diversas ideias questionáveis aumentam o peso da dificuldade punitiva e causam frustração que pode atrapalhar o andamento da experiência, chegando ao absurdo de diminuir a vida máxima de MIO permanentemente em momentos avançados nos quais a campanha eleva seu desafio.
Mesmo que o desafio elevado seja parte da essência de MIO: Memories in Orbit, há muito  mais do que isso: um dos mais belos visuais em jogos do tipo, excelente design de mundo, locais secretos que exigem atenção viva, ambientação bem construída e empolgantes lutas de chefes a enfrentar. No entanto, a ambição de criar uma experiência punitiva pode até ser coerente com o contexto narrativo, mas acaba se colocando como um possível obstáculo para o aproveitamento do que o jogo verdadeiramente tem de melhor a nos dar. Leia a análise completa.

Pathologic 3

Autoria: João Pedro Boaventura
Revisão de Texto: Johnnie Brian
Data de Publicação: 22 de janeiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series
Plataforma utilizada para análise: PC
Nota: 8.0

Prós

  • Estrutura mais organizada do que os jogos anteriores da série, ainda que pouco convencional e beirando o experimental;
  • Identidade sólida que assume a própria estranheza sem tentar diluí-la;
  • Execução bem-sucedida da construção de uma atmosfera tão perturbadora quanto instigante;
  • Narrativa multiforme que consegue incorporar suas mecânicas e temas de maneira sinérgica.

Contras

  • Problemas de otimização e polimento técnico ainda perceptíveis;
  • Excesso de telas de carregamento no trânsito as seções da cidade por fast travel e ausência de minimapa durante a jogabilidade prática;
  • O caráter pouco tradicional da produção, bem como seu ritmo pouco simpático, pode afastar alguns públicos.


Embora Pathologic 3 seja bem mais acessível do que seu antecessor, com sistemas mais organizados, ele ainda está longe de consistir em uma experiência acolhedora ou minimamente simples, já que aposta na hostilidade e no desconforto como seus principais atributos — e sua otimização a desejar tem sua influência não intencional nisso. Obviamente, é uma escolha que com certeza pode afastar boa parte de seu público, mas é também o que o torna uma jornada única capaz de, com sua peculiaridade deliberada, agradar seu nicho. Leia a análise completa.

Code Vein II

Autoria: Lucas Oliveira
Revisão de Texto: Johnnie Brian
Data de Publicação: 26 de janeiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series
Plataforma utilizada para análise: PS5
Nota: 8.0

Prós

  • Embora siga alguns clichês típicos de animes infantojuvenis, o drama pessoal dos heróis e o carisma do elenco de personagens mantêm o jogador engajado com a narrativa;
  • O sistema composto por Códigos de Sangue, Células, Formaes, Aumentos e Traços oferece ampla liberdade para criar, alternar e adaptar diferentes tipos de builds, complementada por um editor visual extremamente detalhado para o protagonista;
  • Combate ágil, divertido e desafiador, que equilibra a punição e o gerenciamento de estamina típicos dos soulslikes com a fluidez e velocidade de um hack and slash;
  • Chefes memoráveis, com visuais impressionantes, padrões de ataque distintos e grande relevância narrativa;
  • A despeito da simplicidade, a transição para o mundo aberto e as mudanças de cenário causadas pela viagem no tempo aumentam a sensação de escala e variedade, trazendo frescor especialmente às missões secundárias;
  • O sistema de parceria é bem executado dentro da proposta do jogo e essencial para equilibrar a alta letalidade dos chefes;
  • Legendado em português.

Contras

  • A nova estrutura não traz novidades relevantes em exploração, limitando-se ao básico esperado de RPGs de ação em mundo aberto;
  • O mapa continua falhando em representar a verticalidade das masmorras, dificultando a orientação entre os andares;
  • Oscilações na taxa de quadros e carregamento de texturas podem incomodar jogadores mais exigentes;
  • Enquanto os chefes são memoráveis, os inimigos regulares carecem de diversidade.


Code Vein II consegue expandir e refinar a fórmula de seu antecessor, oferecendo um combate ágil, desafiador e altamente personalizável, além de uma narrativa envolvente. A inclusão da mecânica de viagem no tempo e a transição para um mundo aberto adicionam variedade à exploração, embora este último aspecto não vá muito além do básico esperado para jogos dessa escala. No fim, apesar de beber da fonte de títulos cultuados, o jogo se firma como um RPG de ação com identidade própria. Leia a análise completa.

Cairn

Autoria: Farley Santos
Revisão de Texto: Heloísa D'Assumpção Ballaminut
Data de Publicação: 29 de janeiro
Plataformas: PC, PlayStation 5
Plataforma utilizada para análise: PC
Nota: 8.0

Prós

  • Escalada baseada em controles intuitivos, mas com muitas nuances a serem dominadas;
  • Ritmo suave e meditativo, com forte sensação de risco e conquista a cada avanço;
  • Atividades paralelas interessantes, como pequenos puzzles e locais com segredos;
  • Ambientação elaborada e imersiva que reforça a solidão da jornada;
  • Temas bem explorados de superação, perseverança e sacrifício;
  • Opções de acessibilidade permitem customizar o desafio.

Contras

  • Estrutura de escalada com poucas variações se torna repetitiva ao longo da campanha;
  • Inconsistências ocasionais nas mecânicas de escalada trazem momentos desagradáveis;
  • Certos trechos são longos ou com pouco espaço para erros, tornando a experiência frustrante.


Ao longo de sua ascensão, Cairn constrói uma experiência centrada na escalada como eixo central da jornada. [...] A repetição estrutural da escalada, a lentidão de alguns trechos e a dificuldade elevada podem tornar a experiência desgastante em certos momentos. Ainda assim, esses pontos não anulam o impacto da proposta: Cairn se mantém fiel à ideia de retratar uma conquista árdua e pessoal, oferecendo uma jornada marcante para quem aceita seu ritmo e suas exigências. Leia a análise completa.

 Listão de Análises GameBlast — Janeiro/2026


Data do
Review
Autor Jogo Nota
01/jan Matheus Oliveira Avatar: Frontiers of Pandora – From the Ashes 7.5
05/jan Victor Vitório Alruna and the Necro-Industrialists 7.0
11/jan João Pedro Boaventura Ninja Gaiden 4 6.5
12/jan Victor Vitório Leap Year 8.0
15/jan Farley Santos Kotama & Academy Citadel 7.5
16/jan Carlos França Jr. Hidden Cats in Istanbul 7,5
19/jan Victor Vitório MIO: Memories in Orbit 8.0
19/jan Matheus Senna de Oliveira Cats Around Us: Giant Cat 7.0
20/jan João Pedro Boaventura Pathologic 3 8.0
23/jan Lucas Oliveira The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon 7.5
24/jan Windsor Santos Philna Fantasy 7.5
26/jan Alexandre Galvão Ghetto Zombies: Graffiti Squad 7.0
26/jan Hiero de Lima Cult of the Lamb: Woolhaven 8.0
26/jan Lucas Oliveira Code Vein II 8.0
27/jan Victor Vitório Big Hops 8.0
27/jan Matheus Oliveira DETECTIVE – Rainy Night 5.5
27/jan Alecsander Oliveira Quarantine Zone: The Last Check 6.0
29/jan Farley Santos Cairn 8.0
29/jan Matheus Oliveira Dungeons and Ducklings 7.0
29/jan João Pedro Boaventura Dragon Ball Z: Kakarot – DAIMA: Aventura Pelo Reino dos Demônios (Parte 2) 6.5
30/jan Thiago da Silva e Silva Escape from Ever After 7.0
Total de Análises 21
Média Geral 7.2
Nota mais alta 8.0
Nota mais baixa 5.5

Ressaltamos que as análises e as notas aqui atribuídas variam por conta do critério e justificativas aplicadas pelos próprios analistas, sendo elas de total responsabilidade de seus autores.
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João Pedro Boaventura
É jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Tem um blog particular onde escreve um monte de groselha e também é autor de Comunicação Eletrônica, (mais um) livro que aborda história dos games, mas sob a perspectiva da cultura e da comunicação.
Este texto não representa a opinião do GameBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Você pode compartilhar este conteúdo creditando o autor e veículo original (BY-SA 4.0).