Meus jogos favoritos de 2021 — Ivanir Ignacchitti

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.

Assim como o ano passado, 2021 não foi fácil. Mesmo assim, em termos de jogos, o ano foi excelente, contando com vários títulos que considero entre os meus favoritos de todos os tempos. Infelizmente, dois deles não estarão nesta lista por serem visual novels cujo único formato é proibido para menores de 18 anos. Também precisei restringir a lista a apenas dez títulos que estarão dispostos em ordem alfabética, então vários jogos serão listados nas menções honrosas. Sem mais delongas, estes são alguns dos meus jogos favoritos de 2021.

Atelier Ryza 2

A Gust é uma empresa que consegue criar jogos bem interessantes, sendo Atelier a sua série mais tradicional. Pessoalmente, considero Atelier Ryza um dos melhores jogos da franquia, mas Ryza 2 consegue ir além em absolutamente todos os aspectos. Continuando a jornada da jovem Reisalin Stout, o título leva a personagem à grande capital Ashra-am Baird.

Lá ela tem a oportunidade de não só reencontrar velhos amigos, como também fazer novas amizades. Enquanto investiga lendas locais, ela irá descobrir verdades secretas e ter a chance de se aproximar mais dos outros personagens através de sidequests. O combate novamente explora um sistema ativo no estilo ATB e, como já é tradicional da série, é fundamental criar itens frequentemente. A exploração das áreas também se tornou mais detalhada, sendo possível adquirir memórias das ruínas para aprender mais sobre as localidades e ganhar pontos para melhorar as habilidades de Ryza.

Bravely Default II

Bravely Default é uma franquia com a qual tenho um relacionamento conturbado. Odeio o primeiro título da série lançado no 3DS, apesar de achar a sua história bem competente. Enquanto isso, Bravely Second resolve todos os meus problemas com o seu gameplay, mas ao mesmo tempo a história fica aquém de sua proposta. Nesse sentido, Bravely Default II consegue demonstrar muito bem o talento do Team Asano e sua capacidade de aprender com o passado.

A jornada de Seth, Gloria, Elvis e Adelle em busca dos cristais representa muito bem o que Bravely Default se propõe a fazer. Bravely Default II é um RPG clássico que nasce moderno oferecendo ferramentas próprias para que o jogador brinque com as opções do gameplay e uma narrativa instigante, apesar de ser facilmente tratada como algo já padrão do gênero.

Heaven’s Vault

Um título de aventura riquíssimo lançado este ano é Heaven’s Vault. Nele, assumimos o papel de Aliya, uma arqueóloga que viaja pela Nebula em busca de ruínas em planetas e luas. Trata-se de uma jornada bem aberta e o jogador vai aprendendo mais sobre uma língua antiga enquanto desvenda mistérios do que aconteceu no passado, ao mesmo tempo que descobre mais sobre outros personagens e o que deve ocorrer no futuro.

Um detalhe que chama a atenção em particular é que o jogador vai desvendando as línguas antigas conforme avança. Cada novo artefato obtido e inscrição lida é uma nova peça de um grande quebra-cabeça com palavras novas que aos poucos vão fazendo sentido.

Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin

Tenho que confessar que não gosto de Monster Hunter. A franquia nunca me agradou pois títulos focados em multiplayer raramente me interessam e os títulos que joguei anteriormente sempre me pareceram lentos. Eis que Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin surge e fiquei bem curioso já que a proposta era bem diferente.

Utilizando elementos tradicionais da franquia, MonHun Stories é na verdade um RPG baseado em turnos focado em colecionar monstros. Com uma pegada mais infantil, a história pode ser um pouco simples, mas o gameplay é simplesmente viciante. Dá vontade de ficar horas e mais horas explorando e coletando ovos de criaturas para criar um time mais poderoso.

Shin Megami Tensei V

Após anos de espera, Shin Megami Tensei V finalmente está entre nós. O RPG é definitivamente um dos melhores do gênero disponíveis no Switch. Com um mundo de ampla escala, o título incentiva bastante a exploração, assim como é importante que o jogador adquira bastante conhecimento sobre os inimigos.

Taisho x Alice Episode 3 e Epilogue

Lançado de forma episódica, o otome game Taisho x Alice finalmente recebeu sua conclusão este ano. Como um todo, trata-se de uma visual novel bem sólida cujas reviravoltas justificam aspectos variados da trama. O Episódio 3 e o Epílogo são excelentes fechamentos para a história como um todo, deixando claro tudo o que ocorreu e motivou a narrativa até ali e dando mais peso aos episódios 1 e 2.

The Great Ace Attorney Chronicles

A franquia Ace Attorney é um dos grandes clássicos das aventuras e uma das maiores influências que o Ocidente teve para a popularização de visual novels. Apesar dos jogos terem iniciado no GBA no Japão, a série se tornou sinônimo do DS e sua tela de toque, tendo posteriormente recebido jogos também para 3DS. Infelizmente, nem todos os títulos foram lançados no Ocidente devido a uma variedade de circunstâncias.

Dois jogos que haviam ficado apenas no Japão eram os Great Ace Attorney de 3DS. Contando a história de um antepassado de Phoenix Wright, eles mostravam um cenário intimamente vinculado a um contexto social de época do Japão e da Inglaterra. Felizmente, uma coletânea com ambos os jogos foi lançada no Ocidente este ano e, sem dar spoilers, vale dizer que são inegavelmente dois dos melhores títulos da franquia.

The House in Fata Morgana: Dreams of the Revenants Edition

Originalmente lançada para PC em 2013 no Japão e 2016 no Ocidente, Fata Morgana chegou ao Switch neste ano em um pacote bem completo. Já conhecia a obra há alguns anos, mas só fui jogar agora. Devo dizer que é uma visual novel que claramente merece todo o carinho que os fãs têm por ela. Extremamente sensível e bem polida, Fata Morgana é um dos clássicos do gênero que absolutamente todo mundo deveria aproveitar. O pacote Dreams of the Revenants também inclui A Requiem for Innocence, histórias curtas e um epílogo.

The Legend of Tianding

Desde o anúncio, estava interessado no plataforma de ação The Legend of Tianding, mas o título ainda assim me surpreendeu bastante. Extremamente elegante, a sua representação de época de Taiwan é mágica e cativante. Além disso, o próprio gameplay com várias armas e habilidades ligadas à movimentação implica em combates fluidos e extremamente divertidos.

Ys IX: Monstrum Nox

Apesar de pequena comparada a outras empresas do ramo, a Falcom é uma das desenvolvedoras mais tradicionais de RPGs. Dentre suas séries ainda ativas, Ys é uma das mais famosas junto com a subsérie Trails, da franquia de RPGs baseados em turnos The Legend of Heroes. Neste ano tivemos o lançamento de Ys IX: Monstrum Nox, que considero um dos melhores da série.

A história se passa na cidade de Balduq, tendo o jovem Adol Christin recebido poderes misteriosos de Monstrum. Preso a essa cidade do Império Romnun, ele contará com a ajuda de outras pessoas em situação similar e seus Gifts para explorar a cidade e enfrentar uma variedade de criaturas. Com um port de PC muito competente, o título é uma parada obrigatória para fãs de RPGs de ação.

Menções honrosas

Além dos dez títulos mencionados acima, gostaria de destacar outros que fiquei muito feliz em jogar este ano. Apesar de ter escolhido os que estão acima, a lista poderia muito bem ter trocado praticamente qualquer um deles por Bustafellows (PC/Switch), a versão de PC de Kingdom Hearts III + Re Mind, MAMIYA (PC), Root Film (PS4/Switch), Toodee and Topdee (PC), Super Robot Wars 30 (PC), Dandy Ace (PC), Wolfstride (PC) ou Anodyne 2: Return to Dust (Multi).

Além deles, fiquei verdadeiramente encantado com vários outros jogos e deixo aqui uma lista alfabética com várias recomendações deste ano:

Em dezembro de 2020, também tivemos Brigandine: The Legend of Runersia chegando ao PS4, Root Double -Before Crime * After Days- Xtend Edition no Switch, Call of the Sea (Multi), Cyberpunk 2077 (Multi) e Autumn’s Journey para PS4, Switch e Xbox. Em particular, os três primeiros são títulos excelentes e que valem muito a pena. Optei por não colocá-los na lista por tecnicamente terem sido lançados no ano passado, mas definitivamente mereciam um espaço nela.

Dos títulos lançados em 2021 que não joguei ainda, gostaria de destacar que estive tão ocupado este ano que ainda nem encostei em Deltarune Chapter 2 (Multi). Também estou bastante curioso para um dia jogar NEO: The World Ends With You (Multi), Persona 5 Strikers (Multi), Disgaea 6: Defiance of Destiny (Switch), Guilty Gear Strive (Multi), Lost Judgment (Multi), Psychonauts 2 (Multi), Metroid Dread (Switch), Scarlet Nexus (Multi), Tales of Arise (Multi) e muitos outros jogos.

Expectativas para 2022

O ano ainda nem acabou, tendo ainda bastante coisa pela frente, mas 2022 promete vir quente. Todo ano eu menciono ele, mas continuo com hype máximo para Digimon Survive (Multi) e a expectativa é de que o jogo finalmente seja lançado em 2022 ou até 2023, tendo em vista que ele já está passando por avaliações etárias no mundo todo.

Fora essa figura já carimbada das minhas expectativas, vai aqui uma listinha de títulos que quero muito jogar em 2022:

  • 13 Sentinels: Aegis Rim no Switch;
  • A sequência de The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Switch);
  • A Space for the Unbound (Multi);
  • AI: The Somnium Files – Nirvana Initiative (Multi);
  • Atelier Sophie 2: The Alchemist of the Mysterious Dream (Multi);
  • Azure Striker Gunvolt 3 (Multi);
  • Birushana: Rising Flower of Genpei (Switch);
  • BROK the InvestiGator (Multi);
  • Card Shark (PC/Switch);
  • Chronicles of Refugia (PC);
  • Coffee Talk Episode 2: Hibiscus & Butterfly (PC);
  • Crystar no Switch;
  • Demon Gaze Extra (PS4/Switch);
  • Eiyuden Chronicle: Rising (Multi);
  • even if Tempest (Switch);
  • Ghostwire: Tokyo (PC/PS5);
  • God of War no PC;
  • Goodbye Volcano High (Multi);
  • Gunvolt Chronicles: Luminous Avenger iX 2 (Multi);
  • .hack//G.U. Last Recode no Switch;
  • Kirby and the Forgotten Land (Switch);
  • Maglam Lord (PS4/Switch);
  • Monark (Multi);
  • Phantom Breaker: Omnia (Multi);
  • Piofiore: Episodio 1926 (Switch);
  • Pokémon Legends: Arceus (Switch);
  • Prinny Presents NIS Classics Vol. 2 (PC/Switch);
  • Read Only Memories: Neurodiver (Multi);
  • River City Girls 2 (Multi);
  • Rune Factory 5 (Switch);
  • Star Ocean: The Divine Force (Multi);
  • Stray (Multi);
  • The Cruel King and the Great Hero (PS4/Switch);
  • The Dark Pictures Anthology: The Devil in Me (Multi);
  • The King of Fighters XV (Multi);
  • The Legend of Heroes: Trails from Zero (Multi);
  • Touken Ranbu Warriors (Switch);
  • Triangle Strategy (Switch);
  • Variable Barricade (Switch);
  • World of Horror (Multi);
  • Yurukill: The Calumniation Games (Multi).

Espero que 2021 tenha sido bem proveitoso para outras pessoas também e que 2022 seja um ano melhor de todas as formas possíveis. E você, caro leitor? Conseguiu aproveitar muitos jogos este ano?

Revisão: Ives Boitano


é formado em Comunicação Social pela UFMG e costumava trabalhar numa equipe de desenvolvimento de jogos. Obcecado por jogos japoneses, é raro que ele não tenha em mãos um videogame portátil, sua principal paixão desde a infância.


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