Balanço Blast: confira as principais notas das nossas análises de fevereiro de 2022

Os destaques de janeiro são Gnosia, Sifu, Blue Fire e OlliOlli World.


Aqui, no Balanço Blast, trazemos a você, leitor, uma curadoria com as nossas principais análises do mês que se passou e, de quebra, te convidamos a ler e conhecer mais sobre os games que analisamos, sejam eles grandes AAA que decepcionaram (ou não), jogos independentes de exímia qualidade que poderiam passar batido ou ainda nosso aviso para fugir de alguns títulos de qualidade extremamente questionável — além de compilar uma tabela completa com todas as notas que publicamos ao longo do período. Confira:

Gnosia

Autoria: Maurício Katayama
Data da Publicação: 8 de fevereiro
Plataformas: PC (versões de PlayStation Vita e Switch lançadas anteriormente)
Nota: 9.5
Prós
  • Consegue trazer a intriga do multiplayer para um jogo single player;
  • História misteriosa, envolvente e intrigante;
  • Personagens inesquecíveis;
  • Estilo artístico belíssimo;
  • Altíssimo fator de rejogabilidade.
Contras
  • Não há suporte para cloud save;
  • Não possui localização para português;
  • Mecânica repetitiva.
Gnosia é uma obra única, com jogabilidade e estilo originais, sem paralelos. Uma verdadeira pérola, infelizmente desconhecida, que merece ser jogada por todos que apreciam um jogo simples, que valoriza a inteligência, com uma história sensacional e personagens inesquecíveis. Se você quer experimentar a adrenalina de um jogo de impostor, mas não gosta das inconveniências do multiplayer, esse jogo é feito para você. Confira a análise completa.

Sifu

Autoria: Carlos França Jr.
Data da Publicação: 8 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5
Versão utilizada para análise: PlayStation 4
Nota: 9.0
Prós
  • Sistema de combate bastante completo e adaptável ao estilo do jogador;
  • Excelente ambientação;
  • Ótima trilha sonora;
  • Exploração simples sem exigir que o jogador revire todo o cenário;
  • Mecânica de envelhecimento é uma ótima sacada para o gênero;
  • Sequências de ação muito bem elaboradas.
Contras
  • Os estágios e inimigos encontrados neles são sempre iguais;
  • Grinding um pouco agressivo para se obter habilidades permanentes;
  • A dificuldade pode afastar um pouco jogadores novatos.


Sifu foi feito declaradamente como uma carta de amor aos filmes de artes marciais, mas ele consegue ultrapassar esse rótulo e ser atrativo para um público muito mais abrangente. Mesmo com seus momentos de repetição e grinding um pouco agressivos, seu sistema de combate preciso é divertidíssimo e criativo, além de trazer ao jogador toda uma sensação de realmente estar na pele do protagonista. É um título indispensável para quem gosta de se desafiar e quer sentir na pele o que um aspirante das artes marciais tem que passar para atingir seu maior objetivo. Confira a análise completa.

Blue Fire

Autoria: Tiago R. Herrmann
Data da Publicação: 25 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, PlayStation 4
Versão utilizada para análise: PlayStation 4
Nota: 5.5
Prós
  • História/lore satisfatória;
  • Atividades extras e missões secundárias com boas recompensas;
  • Conjunto de habilidades interessantes que tornam a exploração ainda mais dinâmica;
  • Níveis de plataforma desafiadores;
Contras
  • Problemas de física fazem com que o personagem jogável fique escorregadio demais;
  • Exigência de saltos extremamente exatos em alguns momentos;
  • Combates monótonos com inimigos e chefes que sempre utilizam os mesmos padrões de ataque;
  • Backtraking necessário causa problemas de ritmo;
  • Ausência de viagem rápida entre ambientes;
  • Poucos e afastados checkpoints;
  • Alguns ambientes e níveis são confusos e você não sabe como prosseguir, ainda mais sem o auxílio de um mapa.



Blue Fire é uma experiência estranha, fácil de amar e odiar simultaneamente. Às vezes você acha incrível, outras vezes terrível, tudo depende da sua paciência. Com referências de vários clássicos, como Zelda e Dark Souls, o título da Robi Studios até tem uma história de mundo interessante, ambientes tridimensionais variados e níveis de plataforma que clamam por ser explorados por meio de mecânicas criativas e combinações de movimento divertidas. Entretanto, essas mesmas características que o tornam agradável até certo ponto logo são ofuscadas por conta de problemas de física, exigência de saltos exatos demais, backtracking necessário, combates extremamente monótonos e design de nível confuso. O que resta é um jogo duvidoso, que se torna bom em um segundo e ruim no outro. Confira a análise completa.

OlliOlli World

Autoria: Farley Santos
Data da Publicação: 8 de fevereiro
Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One, Switch
Versão utilizada para análise: PC
Nota: 9.0
Prós
  • Mecânicas principais simples, mas repletas de nuances avançadas para dominar;
  • Opções de jogo flexíveis, capazes de agradar tanto a quem quer relaxar quanto a quem busca grandes desafios;
  • Estágios repletos de elementos variados de dificuldade crescente;
  • Vasta quantidade de conteúdo espalhado em fases e desafios, alguns deles opcionais;
  • Ambientação charmosa com cores em tom pastel, música lo-fi hip-hop e universo exótico.
Contras
  • Alguns trechos são demasiadamente complicados, exigindo memorização e muita tentativa e erro;
  • Trama e diálogos sem muito impacto.



OlliOlli World mistura plataforma e skate em uma aventura sem igual. Os comandos são bastante simples, mas não se deixe enganar: o desafio é crescente e com fortes elementos competitivos. Os títulos da franquia são conhecidos por exigir precisão brutal do jogador, e  World muda isso ao amenizar algumas regras e ao introduzir recursos de auxílio. O resultado é um jogo mais acessível, mas que ainda tem apelo para aqueles em busca de complexidade. Essas alterações, em conjunto com vasto conteúdo e uma nova direção de arte, tornam esta uma experiência estonteante. Confira a análise completa.

Listão de Análises GameBlast — Fevereiro/2022

Data do Review Autor Jogo Nota
01/fev Carlos França Jr. Shadow Man Remastered 5,5
02/fev Matheus Senna de Oliveira Tom Clancy’s Rainbow Six Extraction 8
03/fev Farley Santos Please, Touch The Artwork 7
07/fev Carlos França Jr. Breakout: Recharged 7
08/fev Farley Santos OlliOlli World 9
08/fev Maurício Katayama Gnosia 9,5
08/fev Carlos França Jr. Sifu 9
09/fev Nycolas Medeiros Uncharted: Legacy of Thieves 7
10/fev Farley Santos Grapple Dog 8
10/fev Maurício Katayama Edge of Eternity 7,5
11/fev Matheus Senna de Oliveira Tiny Tina's Assault on Dragon Keep: A Wonderlands One-Shot Adventure 8
14/fev Alexandre Galvão Maglam Lord 7
15/fev Alexandre Galvão Infernax 8,5
16/fev Ivanir Ignacchitti Monark 8,5
17/fev Nycolas Medeiros Dying Light 2: Stay Human 7,5
17/fev Matheus Senna de Oliveira Cake Invaders 6
21/fev Alexandre Galvão Dynasty Warriors 9 Empires 6
24/fev Carlos França Jr. KungFu Kickball 7
25/fev Thiago R. Herrmann Blue Fire 5,5
Total de Análises 17
Média Geral 7.4
Moda (nota que mais se repete) 7
Nota mais alta 9,5 (Gnosia)
Nota mais baixa 5.5 (Shadow Man Remastered, Blue Fire)
Ressaltamos que as análises e as notas aqui atribuídas variam de acordo como critério e justificativas aplicadas pelos próprios analistas, sendo elas de total responsabilidade de seus autores.

É jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Tem um blog particular onde escreve um monte de groselha e também é autor de Comunicação Eletrônica, (mais um) livro que aborda história dos games, mas sob a perspectiva da cultura e da comunicação.


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