Balanço Blast: confira as principais notas das nossas análises de março de 2022

Os destaques de março são Horizon Forbidden West, The King of Fighters XV, Elden Ring, Babylon's Fall, TUNIC, Stranger of Paradise e Ghostwire: Tokyo.


Aqui, no Balanço Blast, trazemos a você, leitor, uma curadoria com as nossas principais análises do mês que se passou e, de quebra, te convidamos a ler e conhecer mais sobre os games que analisamos, sejam eles grandes AAA que decepcionaram (ou não), jogos independentes de exímia qualidade que poderiam passar batido ou ainda nosso aviso para fugir de alguns títulos de qualidade extremamente questionável — além de compilar uma tabela completa com todas as notas que publicamos ao longo do período. 

Horizon Forbidden West

Autoria: Maurício Katayama
Data da Publicação: 1 de março
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5
Versão utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.0

Prós

  • Excelente gameplay, que se adapta aos gostos do jogador;
  • Trama envolvente e misteriosa;
  • Quantidade imensa de conteúdo;
  • Maior verticalidade e possibilidade de exploração subaquática;
  • Gráficos belíssimos;
  • Ótima dublagem, tanto em português quanto em inglês.

Contras

  • Roteiro tem algumas barrigas desnecessárias;
  • A mecânica de escalada continua ruim;
  • Bugs pontuais, como texturas que demoram pra carregar e personagens flutuando no ar.


Horizon Forbidden West é um jogo graficamente lindo, amplo, com história marcante, e jogabilidade extremamente divertida. Apesar de algumas barrigas no roteiro e bugs pontuais, a riqueza e o detalhamento em sua ambientação fazem com que o jogador se sinta genuinamente envolvido com este universo. Assim como nossa heroína Aloy, Horizon Forbidden West pode não ser perfeito, mas é absurdamente bom. Confira a análise completa.

The King of Fighters XV

Autoria: Carlos França Jr.
Data da Publicação: 4 de março
Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series
Versão utilizada para análise: PlayStation 4
Nota: 8.5

Prós

  • Elenco variado;
  • Ótima trilha sonora, com remixes de músicas clássicas da série;
  • Jogabilidade fácil de aprender e dominar;
  • Diversos segredos que aumentam a vida útil do jogo;
  • Visual cartunizado bastante competente;
  • Modo Online com diversas categorias e variações;
  • O DJ Station é uma adição muito bem vinda.

Contras

  • Alguns efeitos sonoros estão em baixa qualidade;
  • As cutscenes do modo História são repetidas para a maioria das equipes;
  • As animações finais não possuem dublagem;
  • A maioria dos personagens possui as mesmas animações para seus golpes especiais do jogo anterior;
  • Ryo Sakazaki não tem pescoço.


The King of Fighters XV não faz uma revolução à franquia, mas é competentíssimo no que se propõe, trazendo sua jogabilidade característica de uma maneira que agrada a novatos e veteranos, além de ter uma vasta quantidade de segredos, um competente modo online e um elenco de primeira. Se você gosta de jogos de luta, este é um título obrigatório à sua biblioteca. Confira a análise completa.

Elden Ring

Autoria: Alan Murilo
Data da Publicação: 4 de março
Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series
Versão utilizada para análise: PC
Nota: 10.0

Prós

  • Universo fantástico e completamente imersivo;
  • Mundo aberto que recompensa a exploração com surpresas e desafios constantes;
  • História cativante;
  • Direção de arte impecável;
  • Sistemas de RPG que conferem liberdade ao jogador;
  • Nível alto de desafio, mas não injusto;
  • Combates com o cavalo são um destaque à parte;
  • Adaptação elogiável ao português brasileiro.

Contras

  • Possui um número considerável de similaridades com Dark Souls, minando em parte a sensação de novidade do título;
  • Provavelmente não irá converter quem não gosta do gênero;
  • Problemas consideráveis de performance no PC.


Se eu precisasse usar uma só palavra para definir Elden Ring, seria “espetacular”. Em diversos aspectos, esta é a magnum opus da FromSoftware e o jogo que o estúdio sempre pareceu querer criar. O fato de que nem mesmo seus problemas atuais de performance são o suficiente para evitar uma recomendação genuína é um testamento da qualidade de um dos mais influentes estúdios de todos os tempos. Assim como Dark Souls anteriormente, Elden Ring crava o seu nome na história e deve merecidamente influenciar incontáveis obras nos anos e décadas que se seguirão. Quem se beneficiará, no fim, somos nós, os jogadores. Confira a análise completa.

Babylon's Fall

Autoria: João Pedro Boaventura
Data da Publicação: 16 de março
Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5
Versão utilizada para análise: PlayStation 4
Nota: 2.5

Prós

  • Há alguns lapsos de diversão, especialmente contra chefões;
  • Decisão acertada de implementar um sistema crossplatform;
  • Multiplayer até que facilita a vida.

Contras

  • Necessidade de ter uma conta da Square Enix atrelada, que é chata de se criar e atrelar;
  • Eleva a definição de genérico a um novo patamar;
  • Gráficos feios até se fosse lançado no PlayStation 3 ou no Xbox 360;
  • Câmera completamente desregulada;
  • Identidade visual vergonhosa;
  • História desinteressante contada por painéis estáticos;
  • Design de fases preguiçoso;
  • Utilização ostensiva dos mesmos assets ao longo dos ambientes;
  • Mecânicas formam uma colcha de retalhos de outros títulos da Platinum;
  • Repetição tediosa de tarefas inerente à jogabilidade;
  • Falta de equilíbrio de acordo com a quantidade de jogadores em um mesmo estágio;
  • Matchmaking podre e netcode idem;
  • Impossibilidade de jogar com amigos;
  • Sistema ofensivo e predatório de microtransações;
  • Se fosse free to play, talvez funcionasse, mas não é o caso, e custa o mesmo preço que poderia ser gasto em um AAA minimamente decente.

O produto final que é Babylon’s Fall passa a impressão de que os desenvolvedores desistiram no meio do caminho. Sabe quando você começa algo, vê que a ideia é impraticável, besta ou simplesmente chata de se levar adiante, e aí larga a mão, concluindo-a sem vontade alguma? É a impressão deixada pelo título. Fala-se muito sobre Elden Ring, mas Babylon’s Fall é com certeza o game mais difícil de 2022. É complicadíssimo se manter atento e imerso nisso aqui por mais de dez minutos ininterruptos. Confira a análise completa.

TUNIC

Autoria: Farley Santos
Data da Publicação: 16 de março
Plataformas: PC, Xbox Series, Xbox One
Versão utilizada para análise: PC
Nota: 9.0

Prós

  • Jornada variada com ótimo equilíbrio entre exploração, combate e puzzles;
  • Embates intensos e variados;
  • Mundo complexo repleto de conteúdo e segredos;
  • Atmosfera instigante com informações que precisam ser inferidas e inúmeros enigmas;
  • Ambientação charmosa com visual e trilha sonora bem trabalhados.

Contras

  • Alguns passos e dicas são obscuros demais a ponto de atrapalharem o andamento da aventura
TUNIC evoca clássicos de aventura com o seu mundo intrincado e repleto de segredos. Na superfície, este título indie parece mais um simples misto de ação e exploração. No entanto, ele nos instiga com informações crípticas e inúmeros quebra-cabeças complexos — experimentação e comunicação com outros jogadores se mostra essencial para avançar. O resultado é uma experiência sem igual repleta de momentos deslumbrantes, mas também com parcelas de frustração. Confira a análise completa.

Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin

Autoria: Alexandre Galvão
Data da Publicação: 22 de março
Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series
Versão utilizada para análise: PlayStation 4
Nota: 8.0

Prós

  • Jack Garland;
  • Excelente para quem não curte o RPG convencional da franquia;
  • O combate é bastante satisfatório e conta com estilos bem distintos para vários perfis de jogadores;
  • O sistema de Jobs engaja o jogador para desbloquear e fortalecer todas as classes;
  • Dezenas de combinações de armas, habilidades e técnicas permitem a criação de personagens únicos e extremamente poderosos;
  • O sistema de missões e o multiplayer cooperativo adicionam um fator replay altíssimo.

Contras

  • A história demora para ficar realmente boa;
  • O excesso de mecânicas de combate pode desmotivar quem não está muito acostumado com ARPGs;
  • O comportamento limitado da IA dos companheiros, sem opção de ajustes, deixa a campanha em modo single player mais difícil;
  • O modo resolução tem péssimo desempenho e o modo performance possui instabilidades no PS4 base;
  • A ausência de anti-aliasing deixa o visual com qualidade ruim;
  • Sem localização para o português.


Sim, Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin é estranho, diferente de tudo que já foi feito com a franquia e tem seus motivos para ser um jogo que de Final Fantasy só tem o nome na capa. Mas deixar que isso desmereça um título que conseguiu ser exatamente, até mais, que outros ARPG recentes, eu já acho injusto. Este jogo foi feito do seu próprio jeito, sendo audacioso para sair da zona de conforto que a franquia tem. Um novo Final Fantasy feito à sua maneira que deu certo. Confira a análise completa.

Ghostwire: Tokyo

Autoria: Matheus Senna de Oliveira
Data da Publicação: 31 de março
Plataformas: PC, PlayStation 5
Versão utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.0

Prós

  • FPS com forte influência japonesa traz uma aventura dinâmica, divertida e com boa dose de desafio;
  • História principal interessante e com boas reviravoltas casa bem com os colecionáveis, as missões secundárias e os desafios disponíveis;
  • Visuais de ótima qualidade, com destaque para a cidade de Tóquio e os efeitos durante os combates;
  • Jogabilidade e mecânicas de jogo únicas e muito bem implementadas;
  • Efeitos e trilha sonora são ótimos, seja nos gritos de monstros, seja nas dublagens em inglês, japonês ou português brasileiro;
  • Produção técnica excelente, com carregamentos rápidos, configurações fartas e execução suave.

Contras

  • Sistema de combate perde o fôlego com o passar do tempo;
  • Mais elementos de terror poderiam ter sido utilizados.


Com uma proposta única e repleta de boas ideias, Ghostwire: Tokyo consegue entregar uma aventura instigante, divertida e muito bem produzida. Explorar a capital japonesa é um deleite visual e prático, pois sempre temos missões, combates e explorações para enfrentar e curtir. Se não fossem os combates um pouco repetitivos e o uso modesto do terror, o jogo seria um forte concorrente a GOTY. Ainda assim, temos uma excelente e peculiar sugestão para a biblioteca de quem curte games de ação e aventura. Confira a análise completa.

Listão de Análises GameBlast — Março/2022

 
Data do
Review
Autor Jogo Nota
01/mar Maurício Katayama Horizon Forbidden West 9.0
02/mar Carlos França Jr. Beat Souls 7.0
03/mar Ivanir Ignacchitti Atelier Sophie 2: The Alchemist of the Mysterious Dream
9.0
04/mar Carlos França Jr. The King of Fighters XV 8.5
04/mar Alan Murilo Elden Ring 10.0
05/mar João Pedro Boaventura Voice of Cards: The Forsaken Maiden 7.5
07/mar Alexandre Galvão Mages and Treasures 7.0
07/mar Maurício Katayama Gran Turismo 7 9.0
11/mar Farley Santos FAR: Changing Tides 7.5
14/mar Ivanir Ignacchitti Phantom Breaker: Omnia 7.5
15/mar Matheus Senna de Oliveira Grid Legends 8.0
15/mar Carlos França Jr. Music Racer: Ultimate 5.5
16/mar João Pedro Boaventura Babylon's Fall 2.5
16/mar Farley Santos TUNIC 9.0
16/mar Matheus Senna de Oliveira Shadow Warrior 3 7.5
18/mar Farley Santos Young Souls 7,5
18/mar Carlos França Jr. WWE 2K22 8,5
22/mar Alexandre Galvão Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin 8.0
23/mar Ivanir Ignacchitti Syberia: The World Before 9.0
25/mar Carlos França Jr. Dawn of the Monsters 7.5
26/mar Alexandre Galvão Relayer 7.0
29/mar Carlos França Jr. Persona 4 Arena Ultimax 7.5
30/mar Farley Santos Orbital Bullet 6.5
30/mar Carlos França Jr. Monster Energy Supercross - The Official Videogame 5 8.0
31/mar Alexandre Galvão Weird West 8.0
31/mar Matheus Senna de Oliveira Ghostwire: Tokyo 9.0
Total de Análises 26
Média Geral 7.73
Moda (nota que mais se repete) 7.5
Nota mais alta 10 (Elden Ring)
Nota mais baixa 2.5 (Babylon's Fall)

Ressaltamos que as análises e as notas aqui atribuídas variam de acordo como critério e justificativas aplicadas pelos próprios analistas, sendo elas de total responsabilidade de seus autores.

É jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Tem um blog particular onde escreve um monte de groselha e também é autor de Comunicação Eletrônica, (mais um) livro que aborda história dos games, mas sob a perspectiva da cultura e da comunicação.


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