Balanço Blast: confira as principais notas das nossas análises de janeiro de 2022

Os destaques de janeiro são God of War, Nerf Legends, Windjammers 2, Gear.Club Unlimited 2, Monster Hunter Rise e Alfred Hitchcock — Vertigo.


Aqui, no Balanço Blast, trazemos a você, leitor, uma curadoria com as nossas principais análises do mês que se passou e, de quebra, te convidamos a ler e conhecer mais sobre os games que analisamos, sejam eles grandes AAA que decepcionaram (ou não), jogos independentes de exímia qualidade que poderiam passar batido ou ainda nosso aviso para fugir de alguns títulos de qualidade extremamente questionável — além de compilar uma tabela completa com todas as notas que publicamos ao longo do período. Confira:

God of War

Autoria: Alan Murilo
Data da Publicação: 21 de janeiro
Plataforma: PC
Nota: 10.0

Prós

  • Narrativa esplendorosa, que não requer envolvimento anterior com a série;
  • Sistema de combate divertido e viciante, com destaque para a mecânica do machado Leviatã;
  • Uma aula de direção artística em todos os aspectos;
  • Envelheceu como um ótimo vinho;
  • Adaptação para PC se destaca pela otimização, contando ainda com inúmeros recursos exclusivos à plataforma, como escala de resolução, suporte a resoluções ultrawide, DLSS e FSR;
  • New Game Plus e diversos níveis de dificuldade permitem ao jogador moldar a sua experiência como preferir;
  • Dublagem impecável.

Contras

  • Ausência de cross-save com a versão de PlayStation.
  • Ausência de opção de tela cheia dedicada até o momento.


God of War é um dos melhores jogos de todos os tempos, e um dos poucos que eu classificaria como essencial para qualquer gamer que se preze. A adaptação impecável para os computadores pessoais faz desta a versão definitiva deste clássico moderno e o aperitivo perfeito para um certo Ragnarök que se aproxima este ano. Imperdível. Confira a análise completa.

Nerf Legends

Autoria: Alexandre Galvão (com a participação de Maurício Katayama)
Data da Publicação: 22 de janeiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series, Xbox One, Switch
Versão utilizada para análise: PlayStation 4
Nota: 1.0

Prós

  • Nenhum.

Contras

  • Controles imprecisos e com poucas opções de ajustes;
  • Modo single player com ritmo lento e personagens genéricos sem personalidade;
  • Opções de customização muito básicas;
  • Level design ruim, com puzzles malfeitos e atividades repetitivas;
  • A inteligência artificial dos inimigos é bem lerda, deixando o desafio bem pobre;
  • Otimização ruim, com constante queda na taxa de quadros;
  • O ambiente online funciona, mas já está morto.


Nerf Legends falha de forma colossal como produto, jogo ou qualquer outra coisa que tenha tentado ser. Não consegue nem mesmo ser divertido ou tosco o suficiente para ser, pelo menos, engraçado. Não prestaria nem mesmo se fosse gratuito para jogar. E se fosse, talvez tivesse alguma chance por causa do multiplayer. É, inclusive, uma propaganda ruim para um brinquedo legal que existe no mundo real. Em vez de comprar isto, compre um lançador Nerf baratinho para brincar com seu filho ou irmãozinho, ou dar uma atazanada no seu colega de trabalho. Valorize seu tempo e seu dinheiro. Confira a análise completa.

Windjammers 2

Autoria: Alexandre Galvão
Data da Publicação: 20 de janeiro
Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One, Switch
Versão utilizada para análise: PlayStation 4
Nota: 9.5

Prós

  • Arte e trilha sonora fenomenais;
  • Experiência arcade autêntica;
  • Jogabilidade simples e ao mesmo tempo muito desafiante;
  • Gameplay renovado e revitalizado graças a novas mecânicas.

Contras

  • Cross-play parcial no modo online, contemplando apenas PC e Xbox One;
  • Ausência de modos para treinamento e desafios.


Uma sequência perfeita. É isso que melhor define Windjammers 2. Ao mesmo tempo que homenageia suas origens, renova e revitaliza uma experiência arcade que continua sendo extremamente divertida, competitiva e empolgante. Principalmente para quem teve a oportunidade de experimentar o jogo original de 1994 ou está conhecendo a série só agora. Mais um excelente trabalho da Dotemu ao resgatar um jogo que não sabíamos que precisávamos tanto. Confira a análise completa.

Gear.Club Unlimited 2 - Ultimate Edition

Autoria: Carlos França Jr.
Data da Publicação: 27 de janeiro
Plataformas: PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series, Xbox One, 
Versão utilizada para análise: PlayStation 4
Nota: 3.0

Prós

  • Quantidade bacana de carros, alguns com pinturas exclusivas;
  • Multiplayer local para quatro pessoas;
  • Montar os carros na oficina é bem bacana;
  • Customização com diversas opções;
  • As Corridas de Resistência são bastante desafiadoras.

Contras

  • As pistas são idênticas e repetitivas;
  • Os ambientes renderizam no meio da corrida;
  • O menu de seleção de carros faz o jogo fechar;
  • O desempenho sonoro dos veículos é pavoroso;
  • As músicas ficam falhando;
  • IA inconsistente;
  • Os oponentes somem durante a corrida;
  • Não é possível trocar o idioma do jogo sem alterar o sistema do console;
  • Grinding excessivo;
  • A direção não responde bem aos comandos.


Gear.Club Unlimited 2 - Ultimate Edition tinha boas intenções e vinha impulsionado por seu sucesso, parecendo até que poderia ter um bom destaque. Entretanto, sua execução horrorosa mostra que para brigar com os grandes, é necessário mais atenção. Não se coloca um jogo desses em um nicho que conta com nomes pesados como GRID, Forza e Gran Turismo. Se não for lançado um patch de correção urgente para pelo menos minimizar a dor de cabeça de quem comprou essa bomba, nada vai tirar o gosto amargo dessa derrota. Confira a análise completa.

Monster Hunter Rise

Autoria: Alan Murilo
Data da Publicação: 28 de janeiro
Plataformas: PC 
Nota: 9.5

Prós

  • Número praticamente infinito de combinações de equipamentos e armas;
  • Altamente viciante;
  • Novidades como o Cabinseto tornam a aventura ainda mais dinâmica; 
  • Recursos como escala de resolução e suporte à diversas taxas de quadros por segundo fazem desta versão de PC a rendição definitiva do título;
  • Trilha sonora cativante;
  • O sempre divertido multiplayer da saga estende a longevidade do jogo;
  • Suporte a português brasileiro (legendas).

Contras

  • A história ainda não é o ponto forte da franquia;
  • Novatos podem sentir-se confusos com a abundância de conteúdo e informações;
  • Sem cross-save e cross-play com a versão de Switch.


Fazendo jus ao seu nome, Monster Hunter Rise eleva a longeva franquia da Capcom a novos patamares. Embora o cerne da proposta não tenha sofrido alterações drásticas quando comparado com os títulos anteriores da saga, as novas adições como o Cabinseto e os Amicães fazem deste o Monster Hunter mais ágil e mais prazeroso que já existiu, de modo que esta bem-vinda adaptação para os computadores só ressalta a qualidade geral de um dos melhores RPGs de ação dos últimos anos. Confira a análise completa.

Alfred Hitchcock — Vertigo

Autoria: João Pedro Boaventura
Data da Publicação: 17 de janeiro
Plataforma: PC 
Nota: 3.5

Prós 

  • Atmosfera até que emula bem o estilo do Hitchcock;
  • A ideia de fazer uma história “baseada em” é positivamente ousada;
  • Ser fácil de alcançar 100% das conquistas pode ser visto como um pró?
  • É curto em duração.

Contras

  • Não parece tão curto em duração;
  • História inverossímil e previsível;
  • Carência de bifurcações narrativas de escolha do jogador;
  • Personagens de escrita constrangedora;
  • Atuações de voz pessimamente dirigidas e de tom amador;
  • Modelos feios de doer;
  • Otimização inexistente;
  • Consumo exagerado de memória de armazenamento;
  • Não é bem um jogo, né?


Dá um pouco de pena de escrever esta análise, sabe? A despeito de todos os pesares, lá no fundo, dá para ver alguma paixão e vontade no trabalho da Pendulo Studios com Alfred Hitchcock — Vertigo. Pegar a licença do nome Hitchcock não deve ter sido algo nem um pouco barato também. A questão é que, se houvesse menos pretensão e um pouco mais de otimização do software (e, provavelmente, de tempo para lapidar e ampliar as possibilidades oferecidas pelo produto à audiência), dava para pegar mais leve. Talvez teria sido uma ideia bem melhor se tivessem refinado as cutscenes a ponto de transformá-las em episódios de uma série animada e tentassem vendê-la para algum serviço streaming. A experiência permaneceria inalterada. Confira a análise completa.

Listão de Análises GameBlast — Janeiro/2022


Data do Review Autor Jogo Nota
06/jan Carlos França Jr. Black Widow: Recharged 7.5
13/jan Maurício Katayama In My Shadow 5.0
15/jan Alexandre Galvão RPGolf Legends 7.5
17/jan João Pedro Boaventura Alfred Hitchcock - Vertigo 3.5
20/jan Alexandre Galvão Windjammers 2 9.5
20/jan Maurício Katayama Halo Infinite 8.5
21/jan Alan Murilo God of War 10.0
22/jan Alexandre Galvão Nerf Legends 1.0
24/jan Ivanir Ignacchitti Dimension Tripper Neptune: TOP NEP 7.5
25/jan Alexandre Galvão Demoniaca: Everlasting Night 6.0
26/jan Farley Santos Blade Assault 6.5
27/jan Carlos França Jr. Gear.Club Unlimited 2 3.0
28/jan Farley Santos Nobody Saves the World 8.0
28/jan Alan Murilo Monster Hunter Rise 9.5
29/jan Matheus Senna de Oliveira Yu-Gi-Oh! Master Duel 8.0
30/jan Camila Berka Wytchwood 9.5
31/jan Vítor M. Costa Final Fantasy VII Remake Intergrade 8.5
Total de Análises 17
Média Geral 7.0
Moda (nota que mais se repete) 7.5
Nota mais alta 10 (God of War)
Nota mais baixa 1.0 (Nerf Legends)
Ressaltamos que as análises e as notas aqui atribuídas variam de acordo como critério e justificativas aplicadas pelos próprios analistas, sendo elas de total responsabilidade de seus autores.

É jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Tem um blog particular onde escreve um monte de groselha e também é autor de Comunicação Eletrônica, (mais um) livro que aborda história dos games, mas sob a perspectiva da cultura e da comunicação.


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