Balanço Blast: confira as principais notas das nossas análises de dezembro de 2023

Entre as principais análises de dezembro estão o DLC de God of War: Ragnarok, KOF XIII, Avatar: Frontiers of Pandora e Laika: Aged Through Blood.



Aqui, no Balanço Blast, trazemos a você, leitor, uma curadoria com as nossas principais análises do mês que se passou e, de quebra, te convidamos a ler e conhecer mais sobre os games que analisamos, sejam eles grandes AAA que decepcionaram (ou não), jogos independentes de exímia qualidade que poderiam passar batido ou ainda nosso aviso para fugir de alguns títulos de qualidade extremamente questionável — além de compilar uma tabela completa com todas as notas que publicamos ao longo do período. 

Confira também outros destaques de meses anteriores

The King of Fighters XIII Global Match 

Autoria: Carlos França Jr.
Data de Publicação: 5 de dezembro
Plataforma: PlayStation 4, Switch
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 4
Nota: 9.0

Prós

  • A jogabilidade continua muito boa para os padrões atuais;
  • É um jogo completo, sem a necessidade de conteúdos extras;
  • Diversos modos de jogo e a Galeria aumentam o fator replay;
  • Customização de cores;
  • Modo Arcade com interação única entre lutadores;
  • O modo online tem ótima estabilidade e conexões rápidas contra oponentes da mesma região.

Contras

  • Gráficos datados e travados em 720p;
  • Variações bruscas de ping durante as partidas online;
  • Não é possível escolher uma região específica para buscar adversários online.


The King of Fighters XIII Global Match é um título competente por si só e vale muito a pena tê-lo em sua biblioteca, mesmo com algumas marcas do seu tempo. Por mais que a experiência online tenha suas falhas também, é interessante como um jogo de quase uma década ainda pode funcionar tão bem com as devidas atualizações, mantendo-se dinâmico e divertido. Leia a análise completa.

Laika: Aged Through Blood

Autoria: Victor Vitório
Data de Publicação: 14 de dezembro
Plataforma: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series, Switch
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 8.5

Prós

  • A mistura de metroidvania com pilotagem de moto baseada em física funciona muito bem e dá identidade única ao jogo;
  • O combate sobre duas rodas passa uma sensação de impacto e urgência, repleto de momentos empolgantes em câmera lenta em que sobrevivemos por pouco em meio a piruetas no ar;
  • O visual desenhado à mão como o de histórias em quadrinhos de contornos limpos é sempre atraente;
  • A trilha sonora no estilo playlist é excelente, destacando-se pelas muitas músicas cantadas que aprofundam a melancolia da ambientação a um ponto quase pacífico, em contraponto à violência do tema e da gameplay.

Contras

  • Algumas mecânicas tornam a jogatina mais trabalhosa e repetitiva que o necessário;
  • A gameplay de moto é oito ou oitenta: ou brilha com sua agilidade e manobras circulares hipnotizantes, ou quebra o fluxo nos levando à tentativa e erro;
  • Sem tradução para português brasileiro.


Mesmo com algumas mecânicas que deixam a gameplay mais trabalhosa, Laika: Aged Through Blood deixa um rastro de emoções intensas ao manobrar uma moto pelo deserto contra um exército implacável. O contraste entre a violência crua e a beleza dos cenários desenhados e, especialmente, das músicas cantadas, converge para a representação de tragédias humanas na luta pela sobrevivência neste metroidvania único, sangrento e lindamente melancólico. Leia a análise completa.

Avatar: Frontiers of Pandora

Autoria: João Pedro Boaventura
Data de Publicação: 19 de dezembro
Plataforma: PC, PlayStation 5, Xbox Series, 
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 4.0

Prós

  • O ambiente explorável de Pandora é realmente muito bonito e bem-feito;
  • Pilotar o Ikram até que é divertido;
  • Bases da RDA são as únicas missões que não matam o jogador de tédio.

Contras

  • História risível, nem sequer tentaram aqui;
  • Temas do jogo, como a dualidade entre os humanos e os na’vi, foram apenas pincelados, nenhum trabalhado com a devida propriedade;
  • Missões pouco inspiradas e burocráticas;
  • Fauna e flora de diversidade enganosa;
  • Distribuição sofrível de recursos gerenciáveis;
  • Sistema de sinergia entre os medidores de vida e energia é um fardo que mais prejudica do que colabora na imersão;
  • Falta de opções interessantes de personalização do na’vi;
  • Jogabilidade ultrapassada em pelo menos uns dez anos.


O todo o tempo de desenvolvimento parece ter sido só resultado de um péssimo planejamento, como se tivessem se perdido demais no escopo do título e, na hora de lançar, não conseguiram trabalhar o suficiente para torná-lo algo mais do que outro jogo estigmatizado pela estrutura quase patenteada de jogabilidade da Ubisoft, mas com uma aplicação tão precária que não consegue conquistar nem mesmo os fãs desse formato de game design. Avatar: Frontiers of Pandora é o que se espera de um game licenciado sem alma como os da era do PlayStation 2 e começo do PlayStation 3. A diferença principal é que ele é um produto corrigido pela inflação, atualizado para corresponder ao que se espera de um título de mundo aberto produzido na indústria de jogos moderna. Leia a análise completa.

God of War Ragnarök: Valhalla

Autoria: Alexandre Galvão
Data de Publicação: 20 de dezembro
Plataforma: PlayStation 4, PlayStation 5 
Plataforma utilizada para análise: PlayStation 5
Nota: 9.5

Prós

  • Surpreende com conteúdo de alta qualidade, superando as expectativas iniciais;
  • Disponível gratuitamente para os jogadores, sem restrições de acesso baseadas em habilidades ou dificuldade;
  • Oferece opções de ajuste de dificuldade para diferentes tipos de jogadores;
  • Aprofunda a história de Kratos, revelando camadas inéditas de seu passado e sua complexidade como personagem;
  • Introduz novos inimigos e mecânicas que enriquecem significativamente a experiência de combate;
  • As recompensas estimulam a jogatina mesmo depois da conclusão da narrativa de Valhalla.

Contras

  • A ausência de um sistema mais diversificado de modificadores pode reduzir a variedade da experiência;
  • Os aprimoramentos permanentes não oferecem flexibilidade, pois não podem ser revertidos uma vez adquiridos.


God of War Ragnarök: Valhalla representa um extraordinário acréscimo ao universo de God of War Ragnarök, transcendendo as expectativas ao oferecer uma experiência envolvente e repleta de desafios. Sua qualidade excepcional não apenas amplia a narrativa de Kratos, mas também proporciona uma jornada emocionante e rica em detalhes, tornando-se essencial para os fãs da saga. Em sua abordagem como conteúdo adicional, transcende seu propósito original, proporcionando uma imersão profunda na jornada do icônico Kratos e, embora apresente alguns pontos a serem considerados para melhorias, indiscutivelmente enriquece o legado da franquia God of War. Leia a análise completa.

Listão de Análises GameBlast — Dezembro/2023


Data do
Review
Autor Jogo Nota
01/dez Matheus Senna de Oliveira Naruto X Boruto Ultimate Ninja Storm Connections 7.0
05/dez Alexandre Galvão A Highland Song 8.0
05/dez Carlos França Jr. IREM Collection Volume 1 5.5
05/dez Carlos França Jr. The King of Fighters XIII Global Match 9.0
08/dez Alexandre Galvão Backpack Hero 8.5
12/dez Victor Vitório Rising Dusk 8.0
13/dez Alexandre Galvão The Cursed Crew – O Ritual de Zagan | O Desejo de Yuki 8.5
15/dez Victor Vitório Laika: Aged Through Blood 8.5
19/dez João Pedro Boaventura Avatar: Frontiers of Pandora 4.0
19/dez Carlos França Jr. GranBlue Fantasy Versus: Rising 8.0
20/dez Alexandre Galvão God of War Ragnarök: Valhalla 9.5
20/dez Juliana Paiva Zapparoli UsoNatsu ~The Summer Romance Bloomed From A Lie~ 8.0
21/dez Farley Santos Darkest Dungeon II: The Binding Blade 7.0
21/dez Victor Vitório Cookie Cutter 8.0
22/dez Gustavo Souza Trinity Fusion 8.0
22/dez Carlos França Jr. Raccoo Venture 8.0
28/dez Alexandre Galvão Loot River 6.5
Total de Análises 17
Média Geral 7.6
Nota mais alta 9.5 (God of War Ragnarök: Valhalla)
Nota mais baixa 4.0 (Avatar: Frontiers of Pandora)

Ressaltamos que as análises e as notas aqui atribuídas variam de acordo como critério e justificativas aplicadas pelos próprios analistas, sendo elas de total responsabilidade de seus autores.

É jornalista formado pelo Mackenzie e pós-graduado em teoria da comunicação (como se isso significasse alguma coisa) pela Cásper Líbero. Tem um blog particular onde escreve um monte de groselha e também é autor de Comunicação Eletrônica, (mais um) livro que aborda história dos games, mas sob a perspectiva da cultura e da comunicação.
Este texto não representa a opinião do GameBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


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