PS5

Meus jogos favoritos de 2025 — Thiago da Silva e Silva

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.

em 10/12/2025


Boa noite, leitor(a). 2025 está chegando ao fim! Sim, já vai começar a passar a famosa "Hoje a Festa é Sua" na Globo. Espero que tenha sido um bom ano para vocês, caros leitores. Para mim, este ano está sendo difícil em alguns aspectos, mas também especial, já que consegui entrar no GameBlast, jogar jogos incríveis, produzir análises sobre eles e, além de tudo, aprender muito com a equipe.

Sendo assim, para finalizar 2025 da melhor forma possível, nada melhor do que compartilhar os meus jogos favoritos do ano. Este foi um ano incrível para a indústria de videogames, com lançamentos muito aguardados e surpresas que me marcaram.

Ghost of Yōtei

Após platinar a jornada de Jin Sakai, tanto no PS4 quanto no PS5, e me apaixonar pelo jogo da Sucker Punch, eu não poderia estar mais animado para Ghost of Yōtei.

Todas as minhas expectativas em relação ao combate e à exploração foram superadas em muitos níveis — seja pela variedade impressionante de armas divertidas de usar, como lança, odachi, katana dupla e até rifles; seja por um mundo aberto lindo, que dá mais liberdade ao jogador e recompensa muito quem é curioso.


No entanto, sendo bem sincero, a história — a do primeiro jogo já não era inovadora, e a de Yōtei muito menos — não é ruim, mas poderia ter sido melhor escrita em vários momentos. Mesmo assim, a jogabilidade supera esse problema com tranquilidade.

Dispatch

Acho que ninguém esperava que os jogos narrativos episódicos à la Life is Strange fossem ressuscitados com Dispatch, que misturou uma história engraçada e comovente de um herói liderando uma equipe disfuncional de ex-supervilões.

Para mim, essa foi uma das maiores surpresas desta lista. Fazia tempo que não jogava algo tão engraçado e divertido — e melhor ainda com tema de super-herói, algo que já está ficando cansativo pela exaustão. Mas o jogo soube contornar tudo isso e finalizou entregando uma ótima primeira temporada.

Embora eu quisesse que tivesse mais escolhas importantes e dedicasse mais tempo ao desenvolvimento de alguns personagens, quem sabe isso não acontece numa segunda temporada, que espero que seja anunciada durante o The Game Awards. Caros leitores, joguem Dispatch: vale muito a pena.

 Hell is Us

Talvez esse seja um dos jogos mais esquecidos deste ano, o que é uma pena, pois Hell is Us é uma jornada incrível por uma guerra civil entre duas nações. O título tem uma ambientação fenomenal, que transmite a sensação de caos, solidão e brutalidade de uma situação dessas, além de apresentar ótimas missões secundárias.

O jogo ainda se destaca pela exploração sem marcadores, desafiando o jogador a usar apenas seus instintos para se aventurar pelo mapa, recheado de inimigos misteriosos, e com um combate cadenciado, composto por golpes simples e pesados. Por outro lado, o maior ponto fraco do jogo é o final esquisito de sua história e a luta contra o chefão, decepcionante.

Mesmo com esses deslizes, ainda acho que o estúdio foi bem corajoso ao fazer um jogo de guerra com uma temática tão atual. Em algum momento, tenho que voltar ao universo de Hell is Us para buscar sua platina.

 Clair Obscur: Expedition 33

O favorito ao título de Melhor Jogo do Ano não poderia ficar de fora desta lista. Todos os elogios e conquistas que Clair Obscur: Expedition 33 vem recebendo ao longo do ano são merecidos. Embora não inove na sua jogabilidade — sim, outros jogos já tinham um sistema de turnos similar —, ela é muito divertida e faz valer a pena aprender a dominar a aparagem.

Entretanto, ainda não consegui zerar o jogo, tendo parado na metade. Até agora, porém, sua história é fenomenal, e o grupo de personagens apresentados transborda carisma, graças às suas personalidades tão diferentes e ao ótimo elenco de voz por trás deles, como Ben Starr (no papel de Verso). Além disso, ele é minha aposta para a premiação de Melhor Ator.

Dying Light: The Beast

Como fã de Dying Light, que adorou o primeiro jogo — um dos meus favoritos de zumbis, só atrás de Resident Evil — e se decepcionou com o segundo por ter uma abordagem muito diferente do seu antecessor, fiquei muito feliz ao ver que a Techland optou por apostar nos elementos que consagraram o primeiro título em Dying Light: The Beast.

Trazendo o protagonista Kyle Crane de volta, o jogo aposta em noites mais escuras do que nunca e, claro, faz os temíveis Voláteis voltarem a colocar medo no jogador, além da adição do Modo Besta, que dá título ao jogo. É muito satisfatório perceber que Dying Light voltou com tudo.

Como é costume do estúdio, o jogo está recebendo vários conteúdos novos e melhorias de qualidade de vida em seu pós-lançamento para prolongar sua longevidade. Assim, espero apenas que, se existir uma sequência, consigam entregar um vilão que realmente imponha ameaça, já que o Barão não consegue transparecer perigo.

Digimon Story Time Strange

Mesmo não tendo conseguido zerar a entrada mais recente da franquia — e como alguém que cresceu vendo Digimon na TV (principalmente  Frontier, o melhor deles!) —, eu não poderia deixar de incluí-lo nesta lista. É o melhor jogo dos monstros digitais em muito tempo, seja por ter tradução em português (que, embora apresente alguns erros, é um ponto positivo), seja por um combate por turnos divertido, visual colorido e uma história muito interessante, que mistura viagem no tempo e Titãs.

Minha maior crítica é que o elenco de Digimon apresenta algumas ausências de personagens que já estavam em jogos anteriores e, novamente, não traz o elenco de Digimon Frontier completo. Mas, para fazer uma DLC só de Omnimon, a Bandai é rápida! Mesmo assim, estou me divertindo muito com o jogo, adorando cada minuto digievoluindo meus monstrinhos digitais favoritos.

Marve Cosmic Invasion

“Videogame na sua forma mais pura" foi o que usei para descrever Marvel Cosmic Invasion na análise, e mantenho a mesma opinião. Esse beat 'em up cósmico com 15 super-heróis é simples e muito divertido, ainda mais por permitir uma experiência cooperativa local, já que, assim, posso jogar com a família ou amigos.

Stalker 2: Heart of Chornobyl

Não esperava que este título fosse entrar na lista. Eu conhecia a franquia Stalker de nome e por suas qualidades — como universo rico e elementos de sobrevivência —, mas fui surpreendido ao jogar S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl e perceber tamanha qualidade em vários aspectos, principalmente na inteligência dos inimigos.

Fazia tempo que não via adversários que realmente armavam armadilhas, tentavam cercar o jogador, sabiam pegar cobertura e agiam como o esperado em um jogo de tiro. Talvez isso seja esperado de um FPS, mas títulos como Call of Duty, até hoje, não sabem como fazer inimigos que prestem.

Mas Stalker não se resume apenas ao combate. O jogo ainda oferece uma exploração muito satisfatória, que recompensa a curiosidade com missões secundárias, armas e armaduras lendárias, além de uma história muito divertida, com personagens carismáticos e quatro finais possíveis. Espero que, em 2026, o estúdio traga mais informações sobre a futura DLC que o jogo deverá receber.

A.I.L.A

Esse quase não entrou, pois eu não curti muito o combate presente em A.I.L.A. Acabei achando os inimigos meio atrapalhados e seus chefes sem graça; porém, seus cenários incríveis, sua história com sete finais surpreendentes e a excelente dublagem me agradaram muito e fizeram dele um dos meus jogos favoritos do ano. 
Além disso, é sempre bom ver como o mercado brasileiro está evoluindo em relação aos jogos, Fobia já era legal, e A.I.L.A só mostrou que o estúdio evoluiu muito. Eles só precisam dar uma melhorada no combate mesmo, porque ficar correndo em círculos ao redor dos chefes foi chato.

Menções honrosas 









  • Bounty Star: Sendo uma mistura de robôs e gerenciamento de fazenda, Bounty Star foi uma surpresa, principalmente por unir a calmaria de alimentar galinhas ao combate frenético de mechas explodindo tudo.
  • Little Nightmares 3 Mesmo parecendo mais um spin-off do que propriamente uma sequência direta ao segundo jogo, o novo capítulo das desventuras das crianças perseguidas por criaturas grotescas ainda é divertido, principalmente em co-op.
  • The Knightling: As aventuras do jovem escudeiro valente não poderiam ficar de fora das menções. O jogo é divertido, frenético, tem gráficos cartunescos lindos e uma história surpreendente. Pena que não recebeu legendas em português.
  • Echoes of the End: O primeiro jogo que analisei não poderia faltar, ainda mais após receber uma baita atualização gratuita que adicionou armaduras, reformulou o combate e corrigiu alguns outros problemas. Ou seja, oportunidade perfeita para rejogar.
  • Death Stranding 2: On The Beach: Ainda não zerei o jogo, por isso ele não entrou nos meus favoritos. Mas, por tudo que consegui jogar até agora, o título mantém a qualidade narrativa do primeiro e apresenta uma jogabilidade muito mais refinada.

Muitos mais estão por vir em 2026

Esses foram os jogos que mais me marcaram em 2025. De resto, desejo, de forma adiantada, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. 2026 promete muitos outros títulos incríveis. Alguns dos que mais quero ver são: Onimusha: Way of the Samurai, Exodus, Crimson Desert, Monster Hunter Stories 3, Wolverine e, quem sabe, se não for sonhar muito, o novo Mass Effect.

Revisão: Mariana Marçal

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Thiago da Silva e Silva
É um universitário se formando em engenharia na UFRRJ,apaixonado por jogos desde a infância, principalmente RPGs.
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