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Análise: Hidden Through Time 2: Myths & Magics (Multi) — Procure itens escondidos por cenários fantásticos

Mesmo com pouco conteúdo até o momento, Hidden Through Time 2 se apresenta como uma excelente opção para passar o tempo.


Hidden Through Time 2: Myths & Magics
é o segundo jogo da franquia que foi produzida e publicada pela Rogueside. Desta vez, estamos vasculhando cenários baseados em diferentes mitologias e ambientes fantasiosos para encontrar diversos itens escondidos pelos mapas. Dentro de sua simplicidade,  Myths & Magics se mostra como uma boa opção para passar o tempo, seja procurando pequenos elementos em ambientes ricos em detalhes ou criando seu próprio estágio para compartilhar com o mundo.

Onde está Wally?

A proposta de Hidden Through Time 2: Myths & Magics é bem simples: o jogo nos dá uma lista de elementos e devemos procurá-los em uma área específica. Para quem é das antigas, vai lembrar de Onde está Wally, em que precisamos encontrar nosso amigo de camisa e touca alvirrubras em páginas de livros repletos de ilustrações. Aqui a dinâmica é a mesma, no entanto temos a possibilidade de interagir com o cenário para revelar segredos e encontrar itens escondidos.

O jogo é dividido em dois modos. O primeiro é a campanha, dividida em quatro temas e no qual temos a liberdade de jogar em qualquer ordem. Como o título induz, as fases seguem temas baseados em histórias fantásticas. A primeira é 1001 Noites, baseada no livro homônimo, mas focada nas aventuras do marinheiro Simbad. Seus mapas seguem as temáticas árabe e de marinheiro, com alguns arquipélagos para explorarmos, e os jardins suspensos da Babilônia como desafio.




Em seguida temos Os Mágicos Anos 80, ambientado em uma tradicional área urbana dos Estados Unidos oitentista. Os destaques desse conjunto de fases são os inúmeros elementos que fazem referência à cultura pop, como Harry Potter, De Volta Para o Futuro, Michael Jackson, filmes da Disney, entre outros.

Em terceiro lugar temos Mitologia Grega, centrada em personagens como os deuses do Olimpo, Dédalo e seu labirinto, Circe e sua ilha misteriosa, Odisseu, entre outros. Suas fases são construídas em ilhas e possuem residências com a tradicional arquitetura grega.




Por fim temos A Idade Média, com mapas inspirados em histórias medievais e que contam com a presença de monarcas, guerreiros, dragões, goblins, entre outros personagens. Dentre os ambientes que exploramos, temos florestas, cavernas e ilhas com poderosos feiticeiros.

Mesmo que todas as histórias sirvam apenas como um plano de fundo para a temática, elas ajudam a compor bem a ambientação com pequenos trechos narrados antes de cada uma delas. Para aumentar ainda mais a imersão, é possível ver que os mapas estão repletos de easter eggs e detalhes animados. É tudo tão bem-feito que muitas vezes eu deixava meu objetivo de lado apenas para ficar vasculhando cada cantinho das residências.

No entanto, acredito que a campanha seja muito curta e que haja poucas fases para jogar. Com apenas algumas horas é possível completá-las e você passa a ficar dependente do editor de fases, que explicarei posteriormente. Se Myths & Magics seguir o modelo de seu antecessor, alguns DLCs devem ser lançados no futuro, o que acredito que seja essencial para melhorar a experiência dos jogadores.



Jogabilidade simples e intuitiva

Todos os quatro grupos citados possuem a mesma estrutura:  estão divididos em oito fases, contendo seis itens na primeira e dezessete na penúltima, tendo aumento gradativo entre si. Na última fase de cada mundo, temos apenas sete itens escondidos. Um ponto em comum é que em cada uma delas há um item misterioso escondido.

Em cada fase, os itens escondidos estão expostos na parte de baixo da tela com uma dica. Em muitos casos, essas são essenciais para que você consiga direcionar sua atenção para uma área específica do mapa, pois as últimas fases são enormes e é fácil ficar perdido em meio a tanta informação.




A partir de nossa visão isométrica do mapa, podemos movimentá-lo, dar zoom e interagir com alguns elementos até encontrarmos os itens necessários. Para desbloquear a fase seguinte, precisamos encontrar um número mínimo de objetos. Toda a jogabilidade é simples e super intuitiva e os cenários coloridos e animados com poucos comandos o tornam um excelente jogo para passar o tempo e relaxar.

Uma das principais mecânicas do jogo envolve a troca de estações, que modifica o clima e altera o cenário. Cada fase possui duas opções: ensolarado, chuvoso, nevando e noturno. Para cada estação há itens únicos que só podem ser encontrados nelas e podemos alternar entre eles a qualquer momento durante o jogo.




Um dos pequenos problemas que senti foi em relação à trilha sonora. Os loops das músicas são curtos e como gastamos um bom tempo em uma mesma fase (principalmente nas maiores) ela se torna enjoativa por conta da repetição excessiva. Como a trilha não é um elemento essencial,  pode ser substituída por um podcast ou playlist própria.

Outro ponto que vale destacar é em relação à interação com os cenários. Funciona da seguinte forma: quando temos uma casa, por exemplo, podemos clicar para ver o que há dentro. Da mesma forma ocorre com armários, lixeiras, capôs de carros e algumas portas. No entanto, há tantas coisas mais interessantes com as quais não podemos interagir, e senti que essa mecânica foi subutilizada nas fases. Os desenvolvedores poderiam ter pensado em formas mais criativas de interação do que apenas abrir coisas.



Compartilhando o seu mapa com o mundo

O segundo modo de jogo disponível é o Editor. Nele, podemos criar nosso próprio mapa e compartilhar com os demais jogadores. Mesmo com muitos elementos e informações, o editor de fases é intuitivo e extremamente divertido de utilizar, principalmente se você for um jogador que gosta de criar coisas.

Com poucos cliques e arrastes, podemos criar cenários com os mais variados níveis de complexidade dentro dos temas presentes no jogo, além de esconder os itens que queremos e escrever as dicas. Esse modo de jogo se torna fundamental, uma vez que há pouco conteúdo na campanha. E mesmo que você não tenha paciência para criar um mapa, pode aproveitar os criados pela comunidade.



Um passatempo divertido e relaxante

Hidden Through Time 2: Myths & Magics aproveita  uma jogabilidade simples para criar um jogo divertido e ótimo para passar o tempo. A sua proposta de procurar itens escondidos em cenários não é nova, mas é bem executada ao trazer mapas coloridos, bem animados e com um certo nível de interação, mesmo que não seja o ideal. O seu modo de criação é um excelente complemento para melhorar a experiência, visto que a campanha pode ser finalizada em poucas horas. Mesmo com algumas pequenas limitações, Myths & Magics é uma excelente recomendação para quem procura um passatempo para relaxar.

Prós

  • Os mapas da campanha são divertidos e bem elaborados;
  • O editor de fases é intuitivo e fácil de dominar;
  • O compartilhamento de fases é excelente para manter a vida útil do jogo;

Contras

  • A interação com o cenário é limitada;
  • A trilha sonora se torna enjoativa com o tempo;
  • Há poucos mapas na campanha.
Hidden Through Time 2: Myths & Magics — PS5/XSX/Switch/PC/Android/iOS — Nota: 7.5
Versão utilizada para análise: PC
Revisão: Juliana Piombo dos Santos
Análise feita com cópia digital cedida pela Rogueside


é engenheiro geólogo, entusiasta de novas tecnologias e apenas mais um mineiro que não vive sem café e pão de queijo. Costuma procurar jogos de qualidade duvidosa no Steam e não dispensa uma partida de CS:GO ou uma viagem pelas estradas europeias no Euro Truck.
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