Meus jogos favoritos de 2021 — Carlos França Jr.

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.

Saudações, meus queridos! Tudo beleza por aí? Pois bem, por aqui está dentro do possível, com este segundo ano enclausurado devido à pandemia, mas vamos levando. 2021 foi um ano atípico, no qual experimentei gêneros com os quais não sou tão familiarizado e também joguei uma quantidade exagerada de remasters e remakes. Porém, isso não chega a ser uma coisa ruim, já que, às vezes, vale a pena relembrar alguns clássicos.

Sendo assim, fiz uma listinha com meus 10 favoritos desse ano, lembrando que, diferentemente das análises, nas quais eu tenho que ser crítico e profissional, este texto aqui será mais pessoal e totalmente passional (para o bem ou para o mal né… rsss). Vamos ao meu ranking!

10 - Sonic Colors Ultimate

Estava na cara que a justificativa dos parágrafos de entrada serviram como desculpa para eu colocar alguns jogos que não me agradaram tanto, e esse é o caso de Sonic Colors Ultimate. Tudo bem, o jogo tem sua penca de defeitos e não é lá um port muito competente, mas ainda assim eu gostei muito. Não tive a oportunidade de jogar o original no Wii, então até me diverti bastante com o jogo. Entretanto, nada justifica atrelar um troféu a assistir aos quase 20 minutos de crédito sem pular. Que sacanagem, hein!

9 - Space Elite Force 2 in 1

Uma sorte que eu dei em 2021 foi de aproveitar diversos joguinhos bacanas feitos por estúdios brasileiros. Dos que passaram pelas minhas mãos, a diversão que eu tive com Space Elite Force 2 in 1 foi enorme. Viciado em shooters como sou, foi impossível não gastar umas boas horas até conseguir o troféu de platina dessa beleza de título.

8 - Os Smurfs - Missão Florrorosa

Quem me acompanhou aqui no GameBlast nesses últimos anos já notou que eu tenho um ponto fraquíssimo por coisas nostálgicas. Um jogo dos Smurfs mexe muito com esse lado e eu confesso que estava esperando algo mais infantil, mas tive uma bela surpresa. Os Smurfs - Missão Florrorosa é um excelente jogo de aventura, ideal para quem quer gastar algumas horas com boa exploração, mas sem ter que se preocupar tanto com ação.

7 - Wonder Boy: Asha in Monster World

Como disse, joguei muitos ports, remasters e remakes este ano, inclusive a maioria deles sendo de títulos da Sega que eu já manjava de longa data. Wonder Boy: Asha in Monster World é um remake de Monster World IV, que eu não conhecia. Por isso, a aventura me pareceu bastante nova e divertida. O melhor é que eu ainda pude curtir o jogo original e ver o quanto a equipe de desenvolvimento teve carinho com o material que tinha em mãos, fazendo um remake muito competente, com belos visuais e ótimas mixagens das músicas originais. Vale bastante a pena.

6 - Virtua Fighter 5 Ultimate Showdown

Nas minhas listas sempre vai ter espaço para jogos de luta, ainda mais quando se trata de um clássico desses. A primeira vez que joguei um Virtua Fighter foi em 1995, logo que foi lançada a versão para 32x, aquele periférico que fazia parte da construção de um megazord em torno do Mega Drive. 

Bom, lembranças à parte, Virtua Fighter 5 Ultimate Showdown é um baita título bacana para jogar com os amigos, pois é gostoso de usar todos os lutadores em diversas partidas, sem contar que esse remaster está beeeeeem bonito. Mais um ponto para a Sega!

5 - Flynn: Son of Crimson

Um excelente jogo de plataforma que traz os elementos clássicos do gênero e ainda mescla com um esquema bacana de habilidades e um visual 16-bit lindíssimo. Sério, não tem como não devorar Flynn: Son of Crimson logo de cara. Ele é viciante e tem a medida certa para iniciantes e veteranos.

4 - Asteroids: Recharged

Outro revival que mexeu com o meu sentimento este ano, e de maneira bem mais certeira que os demais, foi Asteroids Recharged. Meu pai tinha um Atari (da CCE) e esse foi um dos jogos que eu mais curti na época. Ver que aqueles borrões coloridos em uma tela preta viraram um jogo minimalista com visual vibrante em neon realmente foi um deleite, sem contar que os desafios são muito criativos e poder jogar em dupla só aumenta a nostalgia do título. 

3 - Guilty Gear -Strive-

Desde o seu anúncio, durante a EVO 2019, eu acompanhei cada notícia, cada trailer, cada “qualquer coisa” publicada sobre Guilty Gear -Strive-. Sou fã da série desde o primeiro jogo e um novo título me jogou no trem da hype logo de cara. Mesmo com um ano de adiamento, valeu totalmente a espera. É um dos melhores da franquia e um dos melhores jogos de luta atuais sim, e quem discordar é porque não jogou direito. A trilha sonora desse jogo não ser sequer citada no TGA, ou em qualquer outra premiação, é de uma injustiça sem tamanho (é meu lado fanboy falando? Sim, totalmente, mas não estou errado, hein).
Esse poderia ser fácil meu jogo favorito do ano, se não tivessem pintado outras duas gratas surpresas…

2 - Hot Wheels Unleashed

Eu coleciono carrinhos em miniatura há muito tempo. OK, minha coleção é meio relaxada e se resume somente a alguns modelos que eu gosto. Um jogo sobre isso, ainda mais da marca mais famosa do mercado, tinha cara que ia ser infantil. Só que vale lembrar que, se eu queimei a língua com Smurfs e Marsupilami em 2021, tudo começou subestimando Hot Wheels Unleashed, que de infantil não tem nada.

O título é um jogo de corrida muito bem feito, lindo, desafiador e com um acervo de modelos sensacional. Os desenvolvedores superaram qualquer tipo de expectativa negativa. Quem gosta de colecionar, de jogos de corrida ou que só está de passagem por este planeta, precisa jogar Unleashed (e sim, a sensação de conseguir o Batmóvel após abrir mais de 200 caixas-surpresa é indescritível).

1 - Far Cry 6

Quem me conhece sabe que minha intimidade com títulos em primeira pessoa é simplesmente zero. Logo, foi um desafio analisar Far Cry 6 (Multi), pois eu só sabia o básico sobre a franquia e que Giancarlo Esposito, ator que eu passei a admirar após ter participado de uma das minhas séries favoritas, seria o antagonista.

Acontece que eu fiquei totalmente imerso e encantado na ilha de Yara, seja ajudando os rebeldes, caçando crocodilos ou participando de rinhas de galo (não me julguem, é divertido no jogo). Não me recordo de ter passado tanto tempo assim de uma vez em um jogo, pois fiz a análise com base nas 60 horas que joguei. Depois, ainda gastei mais umas 20 para platinar e valeu a pena cada segundo investido.

Valeu, Nycolas, por ter enchido minha paciência para pegar essa belezura. Te devo uma! (Inclusive não deixem de conferir a lista de jogos dele também)

Menção desonrosa - Balan Wonderworld

Vocês com certeza pensaram “como raios o cara meteu Balan Wonderworld (Multi) na capa de um texto sobre os melhores do ano, e ainda com uma foto com aquele sorrisinho safado?”. Eu realmente precisava reforçar que esse jogo foi a pior decepção que eu já tive nessa geração, e olha que não tive poucas. Pelo menos as outras foram divertidas, essa foi sofrida do primeiro ao último minuto de jogo. 

Os camaradas da redação me avisaram. Amigos que jogaram a demo me avisaram. Até o universo me avisou em sonho. Mas não, eu ignorei e assumi o dever de analisar essa bomba. Não vou me alongar nas críticas, pois já fiz isso na análise, mas vou deixar o questionamento sincero para vocês: 

O QUE PASSA NA CABEÇA DO PROGRAMADOR QUE MANTÉM SEIS BOTÕES FAZENDO A MESMA COISA!?

Expectativas para 2022

Para variar, estarei de olho em tudo que tiver socos, pontapés e magias. Logo, no meu radar, logo de cara estão The King of Fighters XV e DNF Duel. Acompanho as novidades de ambos atentamente e, a cada trailer que passa, a vontade só aumenta. Outros dois que também chegarão, esses numa vibe mais retrô, são Breakers Collection  e Rage of Dragons, clássicos do NeoGeo que a QUByte vai trazer para as plataformas atuais. Por fim, Phantom Breaker: Omnia é mais um que eu desconhecia e também tem chamado minha atenção.
Agora, fora desse gênero, eu tenho sim outros para acompanhar. Como fã de corridas também, Gran Turismo 7 e GRID Legends estão quase me levando a cometer loucuras financeiras, de tão atrativos que me pareceram. Eu não jogo GT faz um bom tempo, inclusive GT Sport nunca me pareceu tão chamativo como o 7 está sendo agora. Quanto ao GRID, bom, sou adepto de uma corrida mais arcade e eu praticamente virei o último do avesso. Não tem como não querer embarcar em Legends também.

Talvez eu vá atrás de Horizon Forbidden West. Pasmem, eu só vim jogar Horizon Zero Dawn agora, no final deste ano, pois tinha esquecido que o peguei gratuitamente no começo da pandemia (uau, já vai fazer dois anos, hein) e o número de jogos para analisar deu uma reduzida. Mesmo ainda no começo do jogo, ele tem me divertido e quem sabe, até a sua conclusão, eu não entre para a legião de fãs da Aloy?

Por fim, mais por uma questão de meta pessoal, eu nunca dei uma nota 10. Já são 4 anos analisando jogos aqui no GameBlast e até agora nada conseguiu minha pontuação máxima, mesmo com alguns títulos passando bem perto. Será que em 2022 eu desencanto? 
 
Essa foi minha listinha de 2021, com mais nostalgia do que novidades, mas foi um ano no qual me diverti bastante. E vocês, leitores, experimentaram alguns desses títulos que citei? Deixem suas impressões nos comentários e que venham os lançamentos (e bombas) de 2022. Até lá!

Revisão: Juliana Paiva Zapparoli

é amante de joguinhos de luta, corrida, plataforma e "navinha". Também não resiste se pintar um indie de gosto duvidoso ou proposta estranha.
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