Cyberpunk 2077: O que há para se saber até agora

O próximo título da CD Projekt Red está rodeado de ansiedade e promessas, então por que não damos uma olhada em como pode ser tudo isso



Há muitos anos atrás, em 2012 para ser mais exato, antes mesmo do lançamento do The Witcher 3 Wild Hunt (Multi), a CD anunciou um novo RPG por meio de um curto CG, e seu título era Cyberpunk 2077. Imediatamente as teorias e sobre o que se tratava o título começaram a surgir, e agora, com o estúdio focado em seu desenvolvimento, temos várias informações bem interessantes. Para atiçar a sua ansiedade e curiosidade, aqui está o que há para se saber sobre esse promissor RPG cyberpunk.

Nada vem do nada

Para começar, a CD não está criando o conceito desse jogo do zero. O estilo cyberpunk existe há muito tempo, e foi usado no RPG de mesa Cyberpunk 2020 criado pelo escritor Mike Pondsmith. Usando esse material como base eles chegaram na ideia de 2077, com a ajuda do próprio Mike inclusive, que está trabalhando no projeto junto à desenvolvedora.



No RPG de mesa, em 2020 nos EUA, as megacorporações dominaram o país após um colapso econômico. Como qualquer jogo de interpretação de papéis, o seu personagem está no meio disso: da “alta” tecnologia, extrema riqueza e pobreza. E o poder de escolha sobre o que fazer com isso é seu: sua profissão, que lhe dará certas perícias, ou como lidar com seu corpo e com as coisas ao redor. Tudo isso importa nesse mundo belo e corrompido.

Alguns problemas desse RPG de mesa são bem característicos do seu ano de lançamento. Lançado em 1990, muitas tecnologias novas saíram depois disso, como o mp4, CD, entre outras coisas. E claro, elas não estavam no jogo, enquanto outros equipamentos como câmeras digitais ou celulares eram extremamente caros. Isso não vai ser um problema para 2077, que além de se passar vários anos a mais no futuro, a desenvolvedora prometeu um avanço tecnológico impressionante e familiar aos jogadores.


O futuro cyberpunk

Em 2077 os EUA são controlados por megacorporações, e isso gera uma desigualdade social e econômica bem expressiva no país, e em Night City, situado em algum lugar na Califórnia do Norte, isso não é diferente. A cidade futurista do jogo é dividida em vários distritos, cada uma com suas culturas divididas na sociedade, como:
  • City Center - Esse sendo o centro da cidade, aqui é onde vivem os empresários e corporações, cheio de luzes neon e de muito luxo;
  • Heywood - É uma área predominantemente latina, cheia de gangues e de residências;
  • Watson - Uma corporação em ruínas, formada da mistura de culturas asiáticas. Hoje é povoado por estrangeiros em seus becos estreitos;
  • Westbrook - Um lugar para os playboys trabalhadores;
  • Santo Domingo - É o que faz a cidade funcionar. Com suas usinas e fábricas, ela fornece energia e suprimentos tecnológicos;
  • Pacifica - O lugar mais pobre e perigoso de Night City. Essa parte distante e esquecida da cidade é movimentada pelos crimes de várias gangues que rondam ali.
Dentro de cada uma delas existem vários tipos de pessoas, com comportamentos e estilos diferentes, com isso diversos grupos são feitos: os terríveis Scavengers, que sequestram pessoas para retirar seus implantes, ou o Trauma Team, pessoal responsável por cuidar da saúde de alguns ricos, são alguns exemplos. Night City realmente é um lugar visceral e a CD Projekt vai ter certeza de deixar isso bem claro.



Apesar de todos esses distritos, o mundo aberto de Night City não é tão grande quanto do The Witcher 3 Wild Hunt, mas o que ele perde em escala horizontal, ganha em vertical. Essa cidade é composta por prédios, e cada um deles terão NPCs e possíveis missões para completar, alá The Elder Scrolls V: Skyrim (Multi). Um exemplo que a CD Projekt usou foi o próprio apartamento do(a) protagonista, pois ele fica em um prédio de muitos andares, e em cada um deles poderá ter algo único para ser explorado.

A CD tomou cuidados também com os NPCs que andam pelas as ruas, eles são muitos e cada um deles possui um ciclo de dia e noite, um visual e uma comunidade a qual pertence.

A ficha de um RPG

Falando no personagem principal, aqui criamos uma persona que se denomina apenas pela sigla V. Em Night City realizamos atividades como mercenários, resgatando, coletando itens, entre outras atividades que podemos ser contratados para fazer, e essas são as únicas coisas que o jogo te impõe. O restante vem e se molda com as suas escolhas, começando pela criação do(a) V: além de escolher o sexo, podemos moldar o rosto, tom de pele, maquiagem, adicionar tatuagens ou cicatrizes, escolher sua profissão e seu passado. Essas coisas vão definir como você poderá reagir, ou variar as opções de diálogo no decorrer do jogo.



No gameplay que a CD divulgou a alguns meses também mostra que a ficha do personagem possui estatísticas de força, constituição, reflexos, inteligência, tech, e o mais curioso, uma estatística chamada Cool, que define o quanto você é maneiro, por assim dizer. Em Night City é a aparência que conta, então como você se veste te dará alguma vantagem em algum distrito da cidade.

V também não tem uma orientação sexual definida, e nem um modo específico para se comportar com as outras pessoas, isso tudo vai ser escolhido pelo jogador, que também terá que lidar com suas consequências.

As tarefas em Night City

Como um mercenário, o jogador terá diferentes missões para cumprir, desde resgatar alguém até recuperar uma mercadoria. E você terá muito que fazer quanto a isso,  como irá se comportar ou como abordará certas situações serão escolhas do jogador. Como é mostrado no gameplay, V e Jackie, seu companheiro de trabalho, são contratados para resgatar uma tecnologia roubada, e a partir disso temos várias opções: partir para a agressividade atirando em tudo que se mexe, ou ir com calma, tentando negociar um valor e comprar o item da gangue.


Suas perícias também trazem algumas vantagens, semelhante a jogos como The Witcher 3 ou mesmo Fallout. Para hackear um computador ou desmontar um painel é preciso ter o nível necessário em uma estatística específica. Na missão para pegar a tecnologia roubada, por exemplo, há um momento em que precisamos sair das instalações que estamos presos. Para isso temos algumas opções, uma porta que exige cinco pontos de hacking, que V não tinha, então foi usada a saída que precisava apenas um ponto em engenharia.

Mas não é só de missões principais que vive Night City, muito pelo contrário. Aqui existem muitas tarefas secundárias de NPCs que conhecemos pelo caminho, tanto explorando as ruas e prédios da cidade, quanto as que fazem parte da história principal. E não se enganem, elas não vão ser simples ou inúteis, pois de acordo com a desenvolvedora elas estão sendo feitas todas à mão, com muito cuidado. Não satisfeitos, eles também prometeram que as escolhas do jogador nessas missões vão influenciar os personagens envolvidos na história, positivamente ou negativamente.

Ao completar essas tarefas ganhamos reputação, e esse segundo tipo de experiência desbloqueia novos vendedores e conteúdos pela cidade. Lembrando que todas as vozes e textos do jogo estarão localizados em português do Brasil, assim como foi com The Witcher 3.


Opções de combate

Uma coisa que salta aos olhos no primeiro momento é sua jogabilidade FPS, porém esse ainda é um RPG, então seus tiros afetam um número x de vida do seu inimigo, e seus status importam nesse momento. Para variar os combates, temos algumas opções de armas de fogo com efeitos interessantes: como balas teleguiadas, ou explosivas. Mas as lâminas são as mais viscerais, como as que saem de seu braço, e a katana, que não aparece no gameplay mas estará no jogo. Também poderemos atacar furtivamente dependendo da área onde estamos.


Como não temos magia aqui, afinal essa é uma história de ficção científica, a CD driblou um pouco isso e desenvolveu efeitos especiais com drogas. A única que foi usada no gameplay foi a que desacelera o tempo por um breve momento: o Kereznikov, como acontece no filme Dredd de 2012, e se pensar bem, não é só essa semelhança que podemos extrair daí.

Aqui você também poderá usar veículos para se locomover, como carros, motos, e outros não especificados. Ao dirigir, o jogador poderá alternar entre a visão de primeira e terceira pessoa, o que agradar mais. Não só isso, você poderá sofrer emboscadas no meio das ruas de Night City, e a opção de se defender atirando e batendo neles está lá, mas a de fugir até despistá-los também.




Os NPCs de Night City possuem pontos fracos e elementos com menos defesa, como fogo ou eletricidade. E V também possui esses pontos de defesa, que variam com seus equipamentos e roupas, dando proteção física ou aumentando sua velocidade. Esses itens também nos dão pontos de reputação.

Melhorias cyberpunk

O que faz 2077 um futuro tão rico tecnologicamente são os implantes robóticos que as pessoas podem colocar em seus corpos, melhorando sua visão ou apenas substituindo braços e pernas por exemplo. V também terá acesso a essa tecnologia, e as melhorias são os facilitadores de todo game de tiro, como analisar pessoas com um scanner óptico, descobrindo suas fraquezas, ou ver a contagem de quantas balas lhe restam na sua arma em mãos. Essas são apenas duas de dezenas de upgrades que poderemos fazer em nosso personagem no decorrer do jogo.



Para realizar as melhorias, você deve comprá-las de pessoas especializadas chamadas estripadoc. Eles estão espalhados por toda cidade, trabalhando na lei, ou pelo mercado negro, oferecendo implantes militares por altos preços. Além disso, suas armas e equipamentos também podem ser melhorados em vários armeiros espalhados por Night City.

Quando?

A CD Projekt Red sempre é questionada sobre isso, e a resposta sempre é a mesma: “quando estiver pronto”. Mas podemos especular aqui que esse pode ser um título crossgen, se for isso, então seu lançamento pode acontecer em algum momento de 2020, e seria até curioso se isso acontecer. Tenho muitas esperanças de que a longa espera vai valer a pena.



Revisão: Raphael Barbosa
Matheus Bigai Ferreira escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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