Top 10

Os dez piores jogos de 2022 do GameBlast

Os humilhados serão exaltados nesta lista dos piores jogos analisados por nossa equipe este ano.

2022 foi um ano e tanto para a indústria de games graças a títulos que esbanjaram esplendor com gráficos impressionantes, histórias marcantes e experiências excepcionais para os jogadores ao redor do mundo. Jogos como Elden Ring e God of War Ragnarök se destacaram com dezenas de premiações em eventos, sites e revistas, além de outros ótimos títulos lançados em 2022.

Por outro lado, sempre temos a corja de jogos que também se destacaram durante o ano pelos motivos opostos. Experiências deploráveis que beiram a ofensa gratuita para quem está com o controle na mão ou teve a audácia de investir alguns trocados por, pelo menos, algo para se distrair durante o dia, mas que na verdade só se serviram para passar raiva na gente ou lembrar que nem tudo são flores.

Na última matéria especial deste ano vamos destacar dez das piores coisas que foram lançadas com o intuito de serem denominadas jogos de videogame, mas que na verdade se mostraram verdadeiras bombas pela falta de qualidade, proposital ou não, destes produtos. A lista segue a ordem do pior ao melhor de nossa página no portal Opencritic. Confira a seguir os piores jogos analisados por nossa equipe em 2022.

10 – Soccer Story


Nosso colega Gustavo Souza é quem abre nossa lista infame de hoje com Soccer Story, um RPG com temática de futebol que, à primeira vista, até parece uma proposta interessante, mas que se mostrou uma experiência prejudicada por conta de bugs e uma jogabilidade bem limitada. O que pareceu um jogo promissor não passou de uma pelada de várzea com jogadores pernas de pau de sobra.
Soccer Story até tenta se destacar apresentando uma proposta diferenciada. Utilizar as habilidades de jogador de futebol para resolver uma série de desafios é interessante, porém se torna limitado por conta da pouca variedade disponível. Apesar disso, fazer todas as missões se torna uma atividade interessante por sempre sermos premiados com algum item ou melhoria para os jogadores.
  • Disponível para PC, PS4, PS5, XBO, XSX e Switch
  • Nota: 5.0

9 – The Pinball Wizard

Farley Santos vem na sequência com o jogo que ficou na nona posição dentre os piores do ano com The Pinball Wizard. Na análise de nosso colega, este curioso título conta com estágios desinteressantes, somado a uma dificuldade desbalanceada e uma atmosfera sem graça que não ajudam em nada a deixar o jogo minimamente divertido.
The Pinball Wizard tenta oferecer uma interpretação única do fliperama clássico, mas falha com sua execução limitada e problemática. Lançar o mago com a ajuda de flippers é intuitivo, porém os estágios são desinteressantes, a variedade de conteúdo é muito limitada e a dificuldade é desregulada. No fim, essa mistura de pinball e dungeon crawler não colou e é completamente esquecível.
  • Disponível para PC, Switch e iOS
  • Nota: 4.0

8 – Of Bird and Cage


Analisado por Maurício Katayama, Of Bird and Cage é uma releitura da clássica história da Bela e a Fera, que já recebeu diversas adaptações literárias e cinematográficas. Aqui a pegada mais contemporânea no formato de um álbum audiovisual, apesar de soar interessante, peca bastante na qualidade da apresentação com uma história que não te agarra e uma jogabilidade ruim. Pelo menos a trilha sonora consegue ser boa.
Of Bird and Cage apresenta uma premissa muito interessante que mistura um filme, um concerto de metal e um jogo. Infelizmente falha na execução dessa ideia, com gráficos e jogabilidade pouco polidos e história fraca. A trilha sonora é caprichada e nota-se um grande esforço da desenvolvedora nesse aspecto, mas não é suficiente para sustentar o título. Vale como uma experiência conceitual, mas, como entretenimento, deixa a desejar.
  • Disponível para PC, PS4 e XBO
  • Nota: 3.5

7 – Krut: The Mythic Wings


Na sétima posição sobrou para mim a tarefa de analisar Krut: The Mythic Wings. Baseado em uma animação tailandesa datada de 2018, o game de ação em plataforma é ruim tanto na ação quanto na plataforma. O gameplay truncado e o level design preguiçoso, para não mencionar algo mais ofensivo, foram as pedras no sapato durante minha jogatina na hora de avaliar esse jogo em meu recém-adquirido PlayStation 5. Um desperdício de tempo, tecnologia e paciência.
Krut: The Mythic Wings apresenta um forte exemplo de level design preguiçoso, gameplay ruim e qualidade questionável. É difícil apontar coisas positivas em meio a tanta coisa que evidencia que este é um produto de baixa qualidade. Evite!
  • Disponível para PC, PS5, PS4, XSX, XBO e Switch
  • Nota: 3.0

6 – LEGO Brawls


Na redação temos um herói e seu nome é Carlos França Jr. O cara tem um verdadeiro faro para jogos de qualidade duvidosa antes mesmo de recebê-los, e com LEGO Brawls pareceu que desta vez ele iria se livrar de mais uma bomba, o que não foi o caso. Foi difícil para nosso amigo aceitar o fato de ter que jogar um jogo ruim que carrega um nome de peso como LEGO.
LEGO Brawls me deixou bem frustrado. Ter uma infinidade criativa tão grande desperdiçada dessa maneira é vexatório. Nem mesmo a quantidade absurda de peças para liberar nos faz querer passar mais de uma horinha jogando. Triste, no mínimo.
  • Disponível para PC, PS5, PS4, XSX, XBO e Switch
  • Nota: 3.0

5 – RWBY: Arrowfell


Adrian Gustavo chegou esse ano na equipe e já foi batizado com um jogo azedo para seu acervo de análises. Na mão de nosso recém-chegado colega, RWBY: Arrowfell, que por si só já aparentava trazer uma experiência, no mínimo, divertida, foi algo bem frustrante e aquém do que a Wayforward costuma trazer para o mercado.
Infelizmente, RWBY: Arrowfell é mais um exemplo de jogo licenciado de qualidade questionável. O jogo é relativamente curto (o tempo médio para completá-lo é de seis horas), não é desafiante e não tem nada para manter o jogador realmente interessado. Funções praticamente básicas também estão ausentes, como um botão de esquiva e um mapa interno para cada fase.
  • Disponível para PC, PS5, PS4, XSX, XBO e Switch
  • Nota: 3.0

4 – Babylon's Fall

João Pedro Boaventura ficou com a responsabilidade de se manter mentalmente são durante a análise de Babylon’s Fall, um dos títulos mais desnecessários de 2022. Seu texto com tom de manifesto sobre o que está acontecendo com a PlatinumGames é uma das leituras obrigatórias do ano em nosso site para se ter uma boa referência sobre um jogo totalmente errado, desnecessário e mal feito. Além de ser a análise com a maior quantidade de pontos negativos da história do GameBlast.
O produto final que é Babylon’s Fall passa a impressão de que os desenvolvedores desistiram no meio do caminho. Sabe quando você começa algo, vê que a ideia é impraticável, besta ou simplesmente chata de se levar adiante, e aí larga a mão, concluindo-a sem vontade alguma? É a impressão deixada pelo título. Fala-se muito sobre Elden Ring, mas Babylon’s Fall é com certeza o game mais difícil de 2022. É complicadíssimo se manter atento e imerso nisso aqui por mais de dez minutos ininterruptos.
  • Disponível para PC, PS5 e PS4
  • Nota: 2.5

3 – Valley of the Dead: MalnaZidos


Gustavo está de volta para ocupar a posição mais baixa de nosso pódio nada brilhante de ruindades gamísticas do ano com Valley of the Dead: MalnaZidos. Aqui a premissa do apocalipse zumbi chega ao período da Guerra Civil Espanhola com uma experiência deplorável que mereceu a nota por conta de detalhes mínimos que ainda puderam ser apreciados, de certa forma.
Valley of the Dead: MalnaZidos é uma das piores experiências que já tive com videogames. A jogabilidade é ruim em todos os sentidos, a história é mal contada e os bugs deixam a experiência insuportável. As poucas qualidades passam pelas cutscenes e pela possibilidade de ver diferentes pontos de vista da história pela perspectiva dos outros guerrilheiros — o que também é subaproveitado. Caso se interesse pela trama, melhor investir seu tempo em alguma das outras mídias disponíveis.
  • Disponível para PC e PS4
  • Nota: 2.0

2 – Police Simulator: Patrol Officers

Carlos volta para garantir a segunda posição com Police Simulator: Patrol Officers. O simulador de polícia que só não consegue ser mais engraçado pois se tiver mais bugs que nos fazem rir é perigoso o jogo crashar. Se este jogo fosse um criminoso, seria preso em flagrante por existir, pois consegue ser algo realmente perigoso para qualquer um que tente jogá-lo.
Police Simulator: Patrol Officers tinha uma boa ideia, não nego. De maneira até meio despretensiosa, podia ser uma espécie de “GTA da Lei”, ou só mais um simulador maluco com um personagem de farda, mas a quantidade de defeitos contidos nele o tornam algo totalmente esquecível e que não vale nem o meme.
  • Disponível para PC, PS5, PS4, XSX e XBO
  • Nota: 1.5

1 – Nerf Legends


O emoji de cocô dourado fica para mim, graças à atrocidade digital que foi Nerf Legends. Como já deixei evidente no título da análise, publicada no início do ano, este projeto é um erro e não deveria existir. Assim como o Carlos ficou chateado com LEGO Brawls por manchar um nome grande como o de LEGO, também senti uma bela vergonha alheia com algo que tem na capa um brinquedo legal como os lançadores Nerf.
Nerf Legends falha de forma colossal como produto, jogo ou qualquer outra coisa que tenha tentado ser. Não consegue nem mesmo ser divertido ou tosco o suficiente para ser, pelo menos, engraçado. Não prestaria nem mesmo se fosse gratuito para jogar. E se fosse, talvez tivesse alguma chance por causa do multiplayer. É, inclusive, uma propaganda ruim para um brinquedo legal que existe no mundo real.
  • Disponível para PC, PS5, PS4, XSX, XBO e Switch
  • Nota: 1.0 (mas considere como um ZERO)
E aí? O que achou da nossa fétida listinha de podres do ano? Deixe nos comentários sua opinião e contribua dizendo qual foi o pior jogo que você jogou em 2022. No mais, boas festas e que 2023 nos traga mais pérolas, tanto preciosas quanto ridículas! Feliz Ano Novo!
Revisão: Vitor Tibério

Fã de Castlevania, Tetris e jogos de tabuleiro. Entusiasta da era 16-bit e joga PlayStation 2 até hoje. Jogador casual de muitos e hardcore em poucos. Nas redes sociais é conhecido como @XelaoHerege
Este texto não representa a opinião do GameBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


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