Os jogos preferidos de 2016 - Ana Krishna Peixoto

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.

Neste ano, além das minhas tradicionais jogatinas no PlayStation 3, 3DS e PC, finalmente entrei para a atual geração. Adquiri meu tão sonhado PlayStation 4 em fevereiro e, de lá pra cá, consegui aproveitar muitos jogos interessantes para a plataforma, tanto os lançados em 2016 quanto os lançamentos anteriores. Estou realmente muito feliz e satisfeita com tudo que tenho acompanhado da indústria, poder participar um pouco mais de perto disso tudo é sensacional. Mas e dos jogos que me divertiram esse ano, quais será que foram os melhores?

Menções honrosas

Quando comecei a pensar nesta lista, me dei conta que deixei passar muitos jogos que foram importantes para a indústria em 2016, no entanto, fica realmente difícil conseguir jogar todos os lançamentos que desejamos. No contexto dos games que eu não cheguei a terminar ou que não joguei o suficiente para ter uma opinião mais aprofundada, gostaria de citar três. O primeiro é No Man’s Sky (PS4/PC), apesar de todas as críticas que ele recebeu, pude me divertir bastante nas aproximadas 10 horas que passei explorando os planetas. Vale dizer aqui que comprei o jogo após a última grande atualização do final do ano, ou seja, já iniciei vendo algumas das melhorias implantadas. Sei que ainda há muito o que explorar e é um bom jogo para relaxar e colocar um podcast para acompanhar.

A segunda menção honrosa fica para Hitman (Multi) que trouxe a série para a oitava geração em grande estilo, com destaque para os alvos elusivos que só poderiam ser jogados uma única vez em uma espécie de evento. Há quem diga que o modo em capítulos favoreceu o jogo, no meu caso, tive inúmeros problemas com os servidores do jogo e não consegui dar a continuidade que gostaria. Super Button Soccer (PC) é a terceira menção, o indie brasileiro cativou o meu coração apesar do meu computador não ser bom o suficiente para rodar o jogo com a qualidade desejada. Pude bater um papo bacana com os desenvolvedores na Brasil Game Show deste ano e também jogar um pouco com eles. Para quem gosta de futebol e quer lembrar os tempos de futebol de botão, vale muito a pena.

Agora, vamos a famigerada lista dos melhores jogos de 2016 em minha opinião.

10- Dirt Rally (Multi)

Se tem uma coisa que eu sempre fui apaixonada na vida, essa coisa são os jogos de Rally, e sempre curti os da franquia Dirt. Com toda o potencial gráfico da atual geração, Dirt Rally foi uma boa investida da Codemasters no ano. Apesar de ter deixado alguns modos de jogo que eram queridíssimos por mim em Dirt 3, como o das corridas dos X-Games, o game entregou o que prometeu, com corridas ponto a ponto com visuais incríveis e mecânicas bem caprichadas.

09- Pokémon GO (iOS/Android)

O jogo em si não me cativou tanto por muito tempo, no entanto, não dá pra negar que seu lançamento foi algo que causou uma certa revolução temporária na vida das pessoas. Durante o primeiro mês de jogo a reação foi sensacional. Caminhei muito mais por conta de Pokémon GO e revi muitos amigos da cidade que não encontrava desde os tempos de escola correndo atrás de monstrinhos também. Há ainda um outro fato incrível sobre o jogo: Capturei meu primeiro (e único) Dragonite durante minha viagem em São Paulo, onde estive para a Brasil Game Show.

08- Punch Club (PC)

Eu nunca me considerei uma grande fã de cinema, mas aqueles filmes mais clichês de lutas sempre foram os meus preferidos quando eu penso em procurar algo para assistir. Punch Club, com seu visual nostálgico da era de 16-bits me lembra muito isso. O jogo é bem charmoso e tem uma história bacana com uma progressão nem sempre tão trivial, mas que instiga o jogador a querer continuar. O sistema de RPG dele é interessante no sentido de que nem sempre treinar uma habilidade faz com que a outra se mantenha, pelo contrário, o jogador deve estar sempre atento ao conflito de escolhas. Pode até se tornar um pouco repetitivo para frente, mas é certamente um dos títulos que mais me chamaram a atenção.

07- Gwent: The Witcher Card Game (PC/XBO)

Apesar de ainda ser um jogo em beta, gostaria de incluí-lo na minha lista porque foi de fato um dos melhores jogos que joguei neste ano. Toda a magia e beleza que podemos ver em Gwent dentro de The Witcher 3: Wild Hunt volta em peso com Gwent: The Witcher Card Game. A proposta de fazer um jogo separado é algo que deu certo. É interessante como o jogador deve saber exatamente a hora de parar e passar uma rodada para que obtenha êxito em suas investidas e saia vitorioso de uma partida. Com certeza ainda iremos ouvir falar muito dele.

06- Va-11 Hall-A: Cyberpunk Bartender Action (PC)

Essa visual novel foi chegando sorrateira, sem parecer que ia me surpreender, mas me conquistou. Gostei muito da trama e de todo o lance de servir bebidas enquanto acompanha as histórias que são contadas pelos clientes no balcão de um bar. Para quem curte uma boa história, Va-11 Hall-A merece estar na lista de desejos. Além disso, a trilha sonora é bastante imersiva e envolvente e o visual lindíssimo.

05- Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration (PS4)

Depois de muitos anos sem contato algum com a série, eis que surge a oportunidade de testar a versão de aniversário de 20 anos de Rise of the Tomb Raider. O jogo é muito bom, sabe criar tensão na hora certa e os combates são dignos de um grande título. Qualquer pessoa que curte o gênero da aventura misturada com ação não pode deixar de experimentá-lo. As partes de escaladas são menos fluidas do que um jogo que será citado mais abaixo, mas ainda assim é muito competente no que faz. Os modos de jogo extras dão outros ares para Lara Croft e reforça o que o game tem de bom.

04- Monster Hunter Generations (3DS)

Essa é de longe uma das minhas franquias favoritas para o portátil da Nintendo. Apesar de não ter tanto anos com a série, pude ter uma experiência muito relevante em Monster Hunter Generations. O lance dele misturar as quatro gerações nas suas caçadas traz muita nostalgia e diversão. Esse jogo pegou tudo que foi bom em termos de mecânica de Monster Hunter 4 Ultimate e aprimorou ainda mais com a inclusão das Hunter Arts e dos Hunting Styles. Além de agradar muito quem já acompanha a série há tempos, é uma ótima porta de entrada para novos jogadores, com monstros desafiadores e caçadas espetaculares.

03- FIFA 17 (Multi)

Alex Hunter chegou e mostrou porque essa franquia anual pode ser considerada um dos grandes destaque do ano. FIFA 17 inovou com a inclusão do modo história, não há como negar. Um jogo que, em geral, passava batido anualmente, conseguiu, pelo segundo ano seguido, um destaque importante na indústria de jogos. No ano passado, a inclusão das seleções femininas (que permaneceram em FIFA 17) foi um grande avanço e, agora, o modo A Jornada veio para mostrar que a EA não está afim de fazer apenas mais um jogo com pequenas melhorias. Além de tudo isso, a física dos jogadores mais polida e as mecânicas ainda mais realistas, fazem do jogo um dos melhores para mim em 2016.

02- Overwatch - PS4

Sabe aquela parada que parecia inofensiva mas te dominou? É isso que tenho a dizer sobre o meu quase melhor jogo do ano. Estive muito receosa se deveria investir no novo jogo da Blizzard por algumas semanas e quando finalmente tomei a decisão de comprá-lo, pude perceber que foi uma das melhores escolhas de 2016. Tudo nesse jogo é muito bom, os personagens são extremamente cativantes, o visual é muito bonito e os efeitos sonoros dão ainda mais vida a tudo que está acontecendo no jogo. A única coisa que faltou foi um modo história para talvez poder desenvolver mais os personagens, mas ainda assim Overwatch é um game que não pode faltar na prateleira (ou na biblioteca) de nenhum jogador que quer se aventurar por um FPS de alta qualidade.

01- Uncharted 4: A Thief's End (PS4)

Sim, Uncharted 4 é o meu grande vencedor. Por mais que eu tenha citado por aqui inúmeros jogos que demonstraram belezas ímpares durante o ano de 2016, nenhum superou a beleza e a experiência que eu tive com o provável último título da franquia da Naughty Dog. Esse é um jogo pensado nos mínimos detalhes, tudo é incrivelmente bem feito. Os personagens são extremamente bem trabalhados e trazem um amadurecimento para a série de forma surpreendente. Toda a narrativa é boa e vale também um destaque para a atuação dos atores que tornaram esse projeto um jogo de sucesso, eles são a metade de tudo. A outra metade fica pelo visual, que para mim é o mais bonito do PlayStation 4. Eu mais que recomendo este título, ele já é essencial para a oitava geração de consoles.

E, com isso, encerramos a participação de todos os redatores que se colocaram a disposição para construir suas listas pessoais. E vocês, caros leitores? Curtiram alguns desses jogos ao longo de 2016? Quais são os seus preferidos?
Feliz 2017!
Ana Krishna Peixoto é formanda em Ciências Econômicas pela UERJ. No Blast, é redatora e revisora. Suas paixões são os esportes (sobretudo o futebol e o jiu-jitsu), os livros, a escrita e os videogames. Fã de PlayStation, não nega sua queda pela Nintendo. Pode ser encontrada no Twitter.

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