#StreetFighter30thAnniversary: Street Fighter versão anime e cartoon

1995 foi o ano das animações japonesas e estadunidenses de Street Fighter.

Quando os filmes em anime de Street Fighter surgiram em 1992, o primeiro longa-metragem foi um fracasso, contudo a decepcionante estreia na Sétima Arte não impediu a Capcom de apostar no segmento. Assim, o sucesso de Street Fighter II: The Animated Movie (Gisaburo Sugii, 1994) originou animes e cartoons no ano seguinte.

Gisaburo Sugii e Street Fighter II V

A primeira adaptação do jogo de luta Street Fighter para animação seriada foi o anime Street Fighter II V (Gisaburo Sugii, 1995), dirigido pelo mesmo  diretor do aclamado filme animado Street Fighter II: The Animated Movie. Seguindo o exemplo de seu trabalho prévio, o diretor japonês adaptou a série de Takashi Nishiyama e Hiroshi Matsumoto de forma fiel aos games e o resultado foi um anime de qualidade.


Street Fighter II V narra a história dos jovens lutadores de artes marciais Ryu e Ken. Após perderem uma batalha contra Guile, major das Forças Aéreas Americanas, a dupla embarca em uma jornada para aperfeiçoar suas habilidades. No meio do caminho, eles encontram aliados e inimigos e logo se veem em uma trama envolvendo a organização criminosa liderada por Bison, Shadowlaw.

No Brasil, o anime foi transmitido pelo SBT na década de 1990 e se transformou em uma mania nacional. Street Fighter II V tornou os jogos da série mais conhecidos no país e logo um turbilhão de brinquedos, games e itens colecionáveis encheram os quartos de crianças e adolescentes da época, cujo sonho era lutar artes marciais.


Versão Tio Sam e Street Fighter Alpha

Depois do barulho do anime de Gisaburo Sugii, não demorou para Street Fighter chegar à  terra do Tio Sam. Então, a produtora InVision Entertainment decidiu fazer uma versão estadunidense dos lutadores japoneses e lançou o cartoon Street Fighter: The Animated Series (Daniel S. Kletzky, 1995). A adaptação fracassou miseravelmente e até hoje é fonte de ira entre os fãs.

Street Fighter: The Animated Series foca no personagem militar Guile numa trama infiel ao cânone japonês e transforma a animação em uma glorificação do típico herói de guerra estadunidense, deixando completamente de lado as histórias de Ryu, Ken, Chun-Li, Blanka e outros personagens icônicos da série. O cartoon foi duramente criticado pelo enredo com ênfase num grupo secreto paramilitar antiterrorismo liderado por Guile e a falta de bom senso quanto à versão original.



A trilogia de jogos Street Fighter Alpha deu origem a dois OVAs em anime, os curtas-metragens Street Fighter Alpha: The Animation (Shigeyasu Yamauchi, 2000) e Street Fighter Alpha: Generations (Ikuo Kuwana, 2005). Ambos os animes são baseados na história de Street Fighter Alpha, mas não possuem relação entre si, são produções independentes dentro de um mesmo universo.

Tanto Street Fighter Alpha: The Animation quanto Street Fighter Alpha: Generations não obtiveram o êxito do pioneiro Street Fighter II: The Animated Movie, contudo tiveram considerável aceitação entre os fãs. Street Fighter Alpha: Generations foi lançado exclusivamente para o público de língua inglesa e só chegou ao Japão como conteúdo bônus do DVD do filme Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (Andrzej Bartkowiak, 2009).


Street Fighter educativo

Você já imaginou receber um convite de E. Honda para visitar o Japão e presenciar seu novo golpe de sumô? Isso aconteceu com Ryu, Ken e Chun-Li no documentário em anime Street Fighter: Return To The Fujiwara Capital (Hisayuki Toriumi, 1995). Na história, uma série de eventos incomuns leva o quarteto de lutadores em uma viagem no tempo para o Japão Imperial, na cidade de Fujiwara, considerada a primeira capital real do Japão.

Em 1995, uma exposição sobre Fujiwara aconteceu na prefeitura da província de Nara. Parceira do evento, a Capcom produziu um documentário em anime de Street Fighter falando sobre a história da antiga cidade real. Street Fighter: Return To The Fujiwara Capital foi lançado unicamente em VHS e vendido apenas durante a exposição.


A diversidade de animações mostra como Street Fighter é uma série com diferentes facetas. Seja nos videogames, nos animes e cartoons, e mesmo na versão documentário, o grupo de lendários lutadores marciais deixa qualquer um fora de combate.

Revisão: João Paulo Benevides
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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