#StreetFighter30thAnniversary: Street Fighter, da animação sul-coreana à japonesa

Filmes em anime começaram na Coreia do Sul.

A história dos lendários lutadores Ryu, Ken, Chun-Li, Vega, Bison e companhia nos videogames completa 30 anos no dia 30 de agosto e o GameBlast preparou um super especial sobre Street Fighter para comemorar a data com muitos hadoukens. Preparem a arena de batalha, pois este é o primeiro texto de uma série de matérias dedicadas a um dos jogos de luta mais queridos e aclamados do mundo.

Quando pensamos na franquia de jogos de luta Street Fighter, da Capcom, automaticamente a conectamos a seu país de origem, o Japão. Porém, quando o assunto é adaptações para televisão e cinema da série, tudo começou com um longa-metragem no estilo anime na Coreia do Sul antes de desembocar nas obras audiovisuais japonesas.


Sem autorização e sem sucesso

A primeira versão cinematográfica da saga criada por Takashi Nishiyama e Hiroshi Matsumoto foi Street Fighter (Sang Il Sim, 1992), um filme sul-coreano produzido sem autorização da Capcom e que trazia como protagonistas dois adolescentes gamers tentando salvar o mundo de Bison. A produção estreou direto em home video e nunca foi lançada fora da Coreia do Sul.

A trama se passa em 2010, quando a Terceira Guerra Mundial devasta o mundo e por conta disso os dois jovens Soryong e Saeng passam seus dias jogando Street Fighter II: The World Warrior (Arcade) — jogo lançado no ano anterior ao filme. Até que um dia, a lutadora Chun-Li aparece para a dupla na vida real e diz que eles são os únicos capazes de impedir que o ditador Bison controle o mundo. O enredo fora do universo canônico, bem como a ausência dos protagonistas Ryu e Ken fizeram o filme ser mal recebido e duramente criticado pela falta de bom senso.

De volta ao Japão

O fracasso do primeiro filme não impediu a Capcom de acreditar na ideia de uma versão cinematográfica em anime de Street Fighter, então durante o Street Fighter II Turbo Tournament em 1993, a desenvolvedora anunciou oficialmente a produção de Street Fighter II: The Animated Movie (Gisaburō Sugii, 1994).

Adaptação fiel à  saga, Street Fighter II: The Animated Movie narra uma trama investigativa na qual  o grupo de lutadores internacionais unem forças para derrotar a organização criminosa liderada por Bison, Shadowlaw. Ao contrário de seu antecessor, o filme foi um sucesso entre os fãs e foi a base para o futuro anime Street Fighter II V (Gisaburō Sugii, 1995), a animação japonesa em episódios fez um estrondoso sucesso no Brasil na década de 1990.


Apenas 14 anos depois um novo filme em estilo anime seria lançado. Prólogo de Street Fighter IV (Multi), em 2009 chegou Street Fighter IV: Os Laços que Ligam (Jirō Kanai, 2009) como conteúdo adicional da edição de colecionador de Street Fighter IV para PlayStation 3 e Xbox 360. Os eventos se localizam temporalmente antes dos fatos do jogo e mostra Cammy e seu Team Delta Red investigando uma energia anormal, Chun-Li e Guile a caminho de desvendar o desaparecimento de um lutador e a luta de Ryu contra os inimigos que desejam capturá-lo.

Fidelidade ao original

O filme não autorizado de Street Fighter sem dúvida desagradou a Capcom, contudo abriu portas para a ideia de adaptar a obra de artes marciais para outras mídias: neste caso, o cinema. Realizado da maneira certa ao seguir o núcleo do enredo original e contendo os personagens canônicos de Street Fighter, a Capcom transformou o mal em bem e os fãs agradecem.

Revisão: João Paulo Benevides
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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