Meus jogos favoritos de 2018 — Karen K. Kremer

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.

Dezembro. É hora de fazer a retrospectiva dos games favoritos de 2018. Comparado a meus anos anteriores, em 2018 joguei bem menos games e fui mais casual do que nunca. Porém foi uma ótima experiência me desligar do console e selecionar pela qualidade, não pela quantidade. Por esta razão, meu Top 10 tem apenas seis jogos. Contudo, jogos aproveitados ao máximo em minhas jogatinas. Confira meus games favoritos de 2018:


6) Mr. Bean: Special Delivery

Mais animada do que nunca para o filme Johnny English 3.0 (David Kerr, 2018), estrelado pelo ator britânico Rowan Atkinson, eu também queria jogar com algum personagem de um de meus atores e comediantes favoritos. Assim, este ano foi fantástico para a série Mr. Bean (Rowan Atkinson, Richard Curtis, 1990), o cartoon Mr. Bean: A Série Animada (Aleksey Alekseev, 2002) ganhou três títulos inéditos, mas selecionei o mais recente Mr. Bean: Special Delivery (Android/iOS), da Good Catch, como meu queridinho do trio.

No jogo, Mr. Bean recebe uma correspondência incorreta e ao sair para entregar a encomenda ao real destinatário, ganha uma gorjeta pelo trabalho. Assim, ele tem a brilhante ideia de ganhar dinheiro entregando presentes de Natal por toda Londres. O game é simples, bem otimizado e com os gráficos cartunescos da série original, deixando tudo muito divertido e com o habitual humor britânico que estamos acostumados.


Informação inútil: Johnny English 3.0 não passou nos cinemas da minha cidade, então estou até agora esperando o lançamento digital marcado para janeiro de 2019 (sofrimento de fã).

5) We Happy Few

Presente nos meus favoritos de 2016, ainda no formato de acesso antecipado, o survival distópico We Happy Few (Multi), da Compulsion Games, retorna ao meu ranking pessoal. Apesar da demora para o lançamento da versão completa, a espera valeu à pena. O jogo me surpreendeu com um universo muito maior do que se imaginava, composto por um extenso mapa para exploração e inúmeras missões secundárias.

We Happy Few narra a história da cidade inglesa de Wellington Wells, um lugar movido pela droga conhecida como Joy, a qual deixa seus usuários com a ilusão de felicidade. Aqueles que se recusam a tomá-la são rejeitados pela sociedade e devem viver nas sombras. Um ótimo jogo que trabalha o vício e as consequências da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), bem como é fortemente influenciado pelo clássico literário Admirável Mundo Novo, do escritor britânico Aldous Huxley, meu livro de distopia favorito. Uma união perfeita de obras apocalípticas!


4) Overcooked 2

Espectadora contínua do programa de batalha culinária MasterChef EUA (Franc Roddam, 2010) e jogadora assídua de Gordon Ramsay Dash (Android/iOS), da Glu Games, imaginem minha alegria quando descobri o game culinário Overcooked (Multi), da Ghost Town Games! Com um primeiro jogo sensacional, a produtora subiu o nível em Overcooked 2 (Multi).

A sequência trouxe melhorias significativas de mecânicas e novas receitas, mas sem perder a essência da diversão. Um excelente game cooperativo, até porque é praticamente impossível jogar sozinho... Meu irmão e eu fizemos receitas até zerar Overcooked 2 completamente. Entretenimento garantido com esse título.


3) Monster Hunter World

Minha primeira expedição pelo mundo da franquia Monster Hunter, o título Monster Hunter World (Multi), da Capcom, me deixou impressionada. Fã absoluta de dinossauros, kaijus e monstros gigantes em geral, amei a diversidade da vida animal no jogo. Os cenários possuem uma beleza exuberante em conjunto com uma flora magnífica. Como não amar Coral Highlands? É o fundo do mar em sua versão na superfície!

O ecossistema e o habitat de cada espécie animal e vegetal é fabuloso. Me apaixonei pelos novos monstros da franquia, em especial o destacado Anjanath. Um Tiranossauro Rex que solta fogo? Pode crer que me conquistou na hora! Isso sem contar outras criaturas magníficas como Rathalos, Barroth, Jyuratodus, Legiana... Alguns velhos conhecidos dos fãs e alguns inéditos, como uma recém chegada em Astera tudo foi novidade para mim e, sem dúvida, um dos meus games favoritos!


2) Reigns: Game of Thrones

Sem saber o que fazer até a estreia da última temporada da série de fantasia medieval Game of Thrones (David Benioff, D.B. Weiss, 2011), o card game de estratégia Reigns: Game of Thrones (Multi), da Nerial, foi a melhor coisa desse ano (juntamente com o livro Fogo & Sangue!) como fã da obra de George R.R. Martin. O jogo é uma maravilhosa experiência de estratégia nos moldes da série Reigns, trazendo os personagens icônicos da série da HBO.

O card game segue a cronologia televisiva e coloca o jogador no comando de oito personagens principais e outros surgidos aleatoriamente no modo Corvo de Três Olhos (Bran Stark). Entusiasta de games de escolhas e consequências, amei o gameplay e a mecânica que trazem decisões difíceis e desafios do mesmo nível da aclamada história de Martin.


Um game que jogo incansavelmente e é praticamente perfeito. Na verdade, o título é perfeito mesmo, mas como uma apaixonada pelo Mindinho, senti o coração partido de não ter ele como personagem padrão. Tudo bem, ainda torço pelo Baelish no Trono de Ferro dos livros (sou brasileira e não desisto nunca!).

1) SoulCalibur VI

Por onde começar a falar sobre este jogo? Desde que foi anunciado, eu sabia que 2018 era dele. Por isso, economizei durante meses para comprá-lo logo na pré-venda. O game de luta SoulCalibur VI (Multi), da Project Soul, ocupa o primeiro lugar de meu favorito de 2018, mas, assim como foi com Quantum Break (XBO/PC), da Remedy, ele também passou a integrar minha lista de games favoritos de toda vida, desbancando (novamente) meu amado Dino Crisis (PS1/PC), da Capcom, então no segundo lugar.


Meu último contato com a franquia Soul foi em 2005, com SoulCalibur III (PS2), quando eu tinha meu querido PlayStation 2 e, só agora, após 13 anos, que voltei ao palco da história com os melhores guerreiros medievais. Me emociono só de escrever sobre isso, o jogo tem uma influência muito forte e significativa em minha vida e sou completamente fã e agradecida a série.

Este sexto jogo da cronologia principal traz o melhor de todos os games da franquia em um único título, sem falar do convidado de peso: Geralt de Rívia, direto de The Witcher 3: Wild Hunt (Multi), da CD Projekt RED. Com gráficos estonteantes, paisagens lindas, combate aperfeiçoado, história magnífica, criador de personagens com tudo que os fãs desejam e um modo história com personagem original simplesmente fenomenal, SoulCalibur VI é um dos melhores jogos de todos os tempos e a experiência suprema da série Soul.


Lançamentos de 2018 foram poucos, porém não significa que não joguei outros títulos. Este ano revisitei a trilogia Bioshock, melhor história da indústria de jogos eletrônicos; Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados (Multi), da Dimps, meu jogo adaptado de anime preferido (também meu anime favorito); desbravei as ruas apocalípticas da Nova York do game de tiro tático Tom Clancy's The Division (Multi), da Ubisoft; e aproveitei muito o Games with Gold da Live do Xbox com Battlefield 1 (Multi), da EA DICE; e o quarteto da Ubisoft: Zombi (Multi), Assassin's Creed Chronicles: India (Multi), Assassin's Creed Chronicles: Russia (Multi) e Assassin’s Creed Syndicate (Multi). Só deu Assassin’s Creed!

Revisão: Francisco Camilo
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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