Top 10

Máquinas do tempo: as 10 melhores segundo os videogames

Esqueça os problemas de mobilidade urbana da sua cidade e descubra com os videogames as 10 maneiras mais fáceis de viajar pelo espaço… e pelo tempo!

Mobilidade urbana é um dos maiores problemas que as cidades hoje enfrentam. Ao meio de tantas leis, soluções e teorias, existe apenas uma forma de resolver completamente o problema (e criar infinitos outros, claro): quem precisa de metrô ou ônibus quando se tem uma máquina do tempo? Como nós do GameBlast somos visionários, fomos ao maior catálogo destes artefatos disponível atualmente (a.k.a. a ficção) para trazer as melhores tendências que vão combinar com o seu estilo de vida. É hora de conhecer o nosso Top 10 de máquinas espaço-temporais!

10. Time Machine (The Sims 3: Ambitions)

Quem abre o nosso ranking atemporal é a máquina do tempo vinda da expansão de The Sims 3 (PC), Ambitions. Por mais que seja apenas um item e não tenha importância na trama (aliás, a série nem tem trama), ela tem um dos gameplays mais peculiares dos jogos de simulação. Ao entrar na máquina, é possível conseguir roupas e itens exclusivos de “outras épocas”, além de ganhar a alteração de humor “Traveled in Time”. O mais legal, entretanto, são as mudanças específicas de cada época. Ao se viajar ao futuro, é possível que o filho do viajante volte no tempo em seu lugar, se juntando à família! Para o passado, as coisas são mais malucas: fantasmas podem impedir a sua própria morte (trazendo-os de volta à vida) e múmias podem impedir a invenção… das múmias!

09. Time Capsule (Pokémon Gold/Silver/Crystal)

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O maior problema entre a primeira e a segunda geração de Pokémon foi causado pela variação do espaço-tempo contínuo entre as duas aventuras. Gold, Silver e Crystal (GBC), mesmo que possibilitem que o jogador vá a Kanto, não permite a troca de monstrinhos entre os personagens das duas versões, já que Red/Green/Blue/Yellow se passam anos antes. A solução? Instalar uma máquina do tempo no segundo andar de cada Pokémon Center do jogo. Essa é a função da Time Capsule: enviar Pokéballs para o passado e futuro para fazer com que Ethan e Red troquem seus monstrinhos. Infelizmente, a evolução tecnológica alcançada em Johto não chegou a HeartGold e SoulSilver. Uma pena.

08. E. Gadd’s Time Machine (Mario & Luigi: Partners in Time)

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Claro que Mario estaria na lista em algum lugar (e sem ser graças a sua impossível linha do tempo, cheia de spin-offs, corridas de kart e pancadaria). Estamos falando de mais uma das engenhocas do Professor E. Gadd: a máquina do tempo movida pelo poder da brilhante Cobalt Star, que, claro, acaba quebrando a sua estrela em pedaços e criando a trama de Mario & Luigi: Partners in Time (DS). Ela funciona criando os chamados “time holes” em várias partes do castelo de Peach, que levam os irmãos Mario e Luigi e suas versões infantis para vários pontos do Mushroom World no passado. Sua sétima colocação se deve ao fato de, mesmo viajando pelo espaço e pelo tempo, não funcionar, como toda boa invenção do E. Gadd (isto é só recalque de um cientista frustrado).

07. Ghost Tricks (Ghost Trick: Phantom Detective)

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Um poder tão magnífico quanto o da viagem no tempo merece um motivo nobre para a sua posse. E se você acha que tinha uma missão muito nobre para cumprir na Terra e acabou indo dessa para a melhor, Ghost Trick: Phantom Detective (DS) é quem traz a sua solução. A partir dos Ghost Tricks, as habilidades especiais do fantasma protagonista Sissel, é possível possuir corpos e voltar no tempo até 4 minutos antes da morte desta pessoa. Sua missão, portanto, é conseguir salvar as vidas delas e, alterando o passado, impedir a sua morte. A melhor parte é cumprir o seu dever em um minuto e fazer um miojo nos outros três que sobrarem.

06. Time Stones (Sonic CD)

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Um bom futuro para Sonic!
Einstein dizia que, já que o tempo é relativo, uma boa forma de tentar viajar ao passado era ultrapassar a velocidade da luz. E, segundo ele, nada ultrapassaria a velocidade da luz. A SEGA provou em Sonic CD (Sega CD) que você só precisa é passar da velocidade do som. Durante a trama, Sonic troca as Chaos Emeralds pelas Time Stones, que possibilitam ao ouriço, após correr bem rápido e passar por uma das placas, viajar para quatro tempos distintos em cada estágio do jogo: passado, presente, bom futuro e mal futuro. Elas podem ser conseguidas nos Special Stages, como nos jogos clássicos da franquia, e são o motivo de Eggman tentar conquistar o Little Planet. Mais uma vez os videogames conseguem desbancar a física, mesmo tendo que lutar contra Metal Sonic para isso.

05. Hollow Pen (Time Hollow)

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Portabilidade, essa é a questão. Hoje temos um celular que tem internet, jogos, músicas, vídeos, fotos e, no final das contas, ainda liga e manda SMS para outros celulares. Seguindo a mesma lógica, por que não ter uma máquina do tempo mais portátil? Que tal uma caneta? Time Hollow, um dos adventures do Nintendo DS, trouxe a Hollow Pen para resolver este problema. Durante a trama, Ethan Kairos usa o seu novo artefato para descobrir como seus pais desapareceram (ou melhor, como, segundo todas as pessoas, eles morreram há muito tempo): ao desenhar um círculo na tela de toque do portátil em algum cenário, é aberto um portal no tempo naquele mesmo lugar, no qual é possível modificar eventos, enviar e receber objetos e mudar todo o passado.

04. DeLorean (Back to the Future)

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“Se você vai construir uma máquina do tempo em um carro, por que não fazer isto com estilo?” Essas palavras do pensador contemporâneo Emmett Brown, o famoso cientista da trilogia De Volta para o Futuro, fazem todo o sentido! Você tem que admitir que é muito mais legal viajar no tempo em um DeLorean DMC-12 que solta fogo quando anda e que seu espaço no 4º lugar é merecido depois da sua atuação em Back to the Future: The Game (Multi). O seu funcionamento se deve ao Capacitor de Fluxo, a verdadeira “máquina temporal”. Ela, ao ter uma grande fonte de energia (como urânio enriquecido ou o Mr. Fusion) e alcançar 88 milhas por hora, acaba por abrir um portal. O único porém é que ele apenas viaja no tempo e não no espaço: este é o motivo pelo qual conhecemos apenas a história de Hill Valley desde o primeiro filme até o fim do adventure da Telltale.

03. Epoch (Chrono Trigger)

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A medalha de bronze vai para a primeira referência de qualquer pessoa ao pensar nas palavras “viagem no tempo”, “RPG” e “Super Nintendo”. Após Lucca ter colocado Crono e Marle dentro de uma bagunça na história, a Epoch é a principal forma de locomoção entre as épocas dentro da trama do clássico Chrono Trigger. Também chamada de Wings of Time, a nave foi projetada por Belthasar, o Guru da Razão, com os ensinamentos de Gaspar, o Guru do Tempo. Ela funciona a partir do Time Gauge que, mesmo que possa viajar para qualquer ponto, é travado para o jogador nas épocas-chave que podem ser acessados pelos Gates criados por Lucca (como a Pré-História, a Idade Média, o Presente, o Apocalipse e alguns outros). Após o fim da trama (cuidado com os spoilers!), os portais se fecham e a Epoch é a única forma de se viajar no tempo. É, digamos que vai ser meio caro alugá-la por algumas horas. Se bem que alugar uma máquina do tempo por uma certa quantidade de tempo não faz sentido…

02. TARDIS (Doctor Who)

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Presente em vários jogos eletrônicos e peça-chave de uma das maiores séries de ficção científica do mundo, é a TARDIS que leva o nosso pódio de segundo lugar. A máquina do tempo de Doctor Who é, por fora, uma cabine telefônica azul da Londres dos anos 60. Por dentro (aliás, ela é maior por dentro), é uma das máquinas do tempo mais cobiçadas da ficção, feita puramente pela tecnologia dos Senhores do Tempo, raça da qual o Doutor, protagonista, faz parte. Entre várias qualidades desta incrível ferramenta para aventureiros, temos um sistema de tradução universal telepático, salas infinitas (eu estou dizendo do verdadeiro infinito) e a possibilidade de se redecorar facilmente, principalmente com a regeneração de seu portador. O único problema é que a TARDIS do Doutor é um modelo verdadeiramente obsoleto desta máquina e… falar de uma máquina do tempo que fica velha com o tempo também não faz muito sentido, né?

01. TODA a série The Legend of Zelda

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Sim, pode parecer estranho não termos uma “máquina do tempo” em si como melhor, mas a questão é que The Legend of Zelda poderia assumir com segurança metade deste ranking se não fosse condensada aqui. Graças a sua confusa linha do tempo, cheia de entraves e possibilidades, esta franquia da Nintendo trouxe várias e várias formas de se viajar e manipular o tempo. Em Ocarina of Time (N64), a Master Sword é a responsável por pular sete anos na história apenas ao ser fincada no Temple of Time. Majora’s Mask (N64) trouxe a música para conhecer o espaço-tempo com a própria Ocarina of Time, que volta as 72 horas que você tem para salvar Termina. As canções da Harp of Ages, de Oracle of Ages (GBC), dão o poder máximo para Link salvar Labrynna e, se pensar bem, o Rod of Seasons, da contraparte Oracle of Seasons (GBC), permite ao herói controlar o “tempo” meteorológico. Ainda temos, em Skyward Sword (Wii), o Gate of Time e, principalmente, as Timeshift Stones e Orbs, capazes de manipular o tempo em pequenas partes do cenário. Zelda é, verdadeiramente, uma série atemporal (em todos os sentidos da palavra).

Menções honrosas

Claro que existem várias outras máquinas do tempo para se comentar mas que não cabem no Top 10. Vamos só mostrá-las aqui pelo fator “curiosidade”:
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  • Windows to the Past (Kingdom Hearts II): possibilitam a ida ao Timeless River, mundo baseado nos desenhos preto e branco da Disney e que representa o passado do Disney Castle;
  • Timulatory (Mario’s Time Machine): a falha máquina do tempo criada por Bowser neste horrível jogo, que não faz nenhum sentido;
  • Time Gears (Pokémon Mystery Dungeon): em Explorers of Time e Explorers of Darkness, estes itens são a peça-chave da trama dos Pokémon;
  • Vira-Tempo (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban): uma das formas de viagem no tempo mais conhecidas graças à Hermione, que a usa durante os eventos de “O Prisioneiro de Azkaban” para voltar algumas horas no tempo;
  • Máquina do Tempo (Scribblenauts): como bom jogo de imaginação, é possível criar uma destas e se divertir com as mudanças do cenário nas diversas épocas;
  • Phase Distorter (Earthbound): quando não se consegue vencer o vilão, volte no tempo e encontre-o mais fraco. Foi assim que Ness venceu Giygas neste clássico do SNES;
  • Chron-o-John (Day of the Tentacle): uma das obras-primas da LucasArts tem esta máquina do tempo como item-chave para bagunçar a história americana com muito humor;
  • Time Eater Robot (Sonic Generations): a melhor forma que a SEGA encontrou para comemorar o aniversário de Sonic foi dar um robô destruidor de tempo para Robotinik e fazer Modern e Classic Sonic se encontrarem;
  • Spirit Gate (Okami): parte importante desta verdadeira obra-prima, este portal leva vários personagens durante a trama de Okami para outro ponto do espaço-tempo.
E aí, já escolheu qual vai ser a sua máquina? Tem alguma outra sugestão que esquecemos de falar aqui? Não perca tempo e deixe seu comentário!
Revisão: Vitor Tibério
Capa: Sybellyus Paiva

Cientista da computação em formação pela USP São Carlos, sempre encontra tempo para falar sobre jogos, tecnologia, viagens no tempo e outras loucuras. Desenvolve jogos, aprecia chocotones, escreve para o Deviante e faz piadas ruins em seu Twitter (pode ser que tenham coisas legais também).


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