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The Elder Scrolls Online (Multi) teve uma jornada incrível pela evolução do mundo de Tamriel

O ambicioso MMORPG da Bethesda teve um começo conturbado, mas hoje encontra a glória como um dos melhores do seu gênero.

Muitos MMORPG nascem e morrem todos os dias. Isso se deve a vários elementos, principalmente a massificação do gênero e a quantidade exorbitante de títulos novos a cada dia. Porém, alguns alcançam um panteão dos melhores MMORPGs, sobrevivendo por anos e mais anos, se atualizando e evoluindo. É nesse grupo que encontramos hoje The Elder Scrolls Online (Multi), RPG online da Zenimax Online, um estúdio da Bethesda, que deu vida ao mundo o qual já conhecemos de outras eras.


Entretanto, nem sempre o The Elder Scrolls Online, ou simplesmente ESO, foi tão completo e agradável como agora. Se você teve contato com o jogo apenas no seu lançamento, pode se surpreender com algumas das informações que vamos apresentar ao longo deste texto. Isso porque, de 2014 até 2018, muitas foram as atualizações que fizeram de ESO um ótimo exemplo do seu gênero, culminando no novo DLC, Summerset, que chegou este mês para o game.


Um lançamento apressado

Como dito, ESO é um MMORPG lançado pela Zenimax Online para PC, XBO e PS4 em 2014. Mesmo que, desde o seu anúncio, o título tenha chamado bastante atenção, seu lançamento foi terrivelmente fraco e rapidamente se apagou em popularidade. Isso porque  os investidores pressionaram bastante o sub estúdio da Bethesda para que o título chegasse o quanto antes nas lojas.

Quando finalmente fora lançado, The Elder Scrolls Online não estava exatamente pronto para o público, principalmente para os mais ávidos por conhecer tudo do jogo: diversas missões tinham problemas com o seu final, seus gráficos e conexões eram pouco otimizados e o chamado ending game possuía uma monotonia mortal. Sem contar os inúmeros bugs que atrapalhavam a jogabilidade e até um glitch que garantia a duplicação de itens, o que gerou um caos econômico no game. A própria Zenimax precisou paralisar temporariamente algumas mecânicas para diminuir os estragos e acabou punindo alguns jogadores que extrapolaram neste truque.



Felizmente, após amadurecer a engine e prestar maior atenção aos feedbacks compartilhados pelos jogadores da franquia, isso mudou bastante após alguns meses deste início conturbado. Cerca de um ano após seu lançamento, já em 2015, a Zenimax iniciou um projeto que reformulou grande parte do jogo, dando prioridade a um maior equilíbrio no gameplay, potencializando as preferências que os fãs esperavam de um Elder Scrolls. Elementos como o acesso livre a todos os pontos do mapa (marca registrada da franquia), o balanceamento de classes e novas mecânicas começaram a ser inseridos paulatinamente.

Agora, o jogo possui mais de 8 pacotes de DLC, 2 Chapters (sendo o primeiro transformado em um nono DLC após o lançamento do segundo capítulo), e mais conteúdos vindo ainda em 2018. O mais recente lançamento é a expansão de mapa Summerset, que adiciona o território ancestral dos Altos Elfos que não eram vistos na série desde The Elder Scrolls: Arena (PC). Você em breve poderá conferir em uma matéria completa sobre o DLC aqui no GameBlast.


Liberdade e roleplay de primeira!

Se em uma coisa The Elder Scrolls Online se sobressai, é em seu enredo. Mesmo ele sendo um pouco contraditório em alguns contextos históricos e ambientais já inseridos nos outros jogos e podendo até ser considerado mais um spin-off, sua história consegue atrair os mais puristas e exigentes por tamanho detalhismo, mesmo que lembre bastante o background que os fãs da série já viram em The Elder Scrolls IV: Oblivion (Multi). Aqui, o continente de Tamriel começa a sofrer um ataque dimensional tal como em Oblivion, mas as coisas são um pouco mais complexas.

Se passando eras antes dos acontecimentos dos jogos tradicionais da série, Tamriel encontra-se em uma guerra alimentada entre três grandes facções, algo semelhante à Aliança e Horda de World of Warcraft (PC), mas bem mais complexa, uma vez que temos três frontes. Ao mesmo tempo em que temos uma guerra ao longo de todo o reino, também temos que impedir que Tamriel seja dominada pelas legiões de outra dimensão, liderada pelo Molag Bal, príncipe daédrico da dominação e escravidão dos mortais.



Mas nem sempre tivemos um roleplay tão parrudo no título. Isso porque em seu lançamento, tínhamos uma privação muito grande da exploração do mundo, por conta de regras de restrição de acordo com a facção escolhida para se jogar, e a necessidade de se haver uma quantia de níveis para poder adentrar em algum local. Porém, ouvindo os jogadores, a Zenimax removeu isso com as atualizações MegaServer (como o nome diz, um grande servidor capaz de suportar TODOS os jogadores em um mundo só), e a Tamriel One, libertando toda a tamriel das restrições e permitindo o turismo completo, tornando o jogo muito mais um “Elder Scrolls” para multidões jogarem online do que antes.

Assim, o roleplay de ESO passou a ter algumas mecânicas que o deixaram em uma posição muito diferenciada se comparado a outros do seu gênero. São detalhes que podem passar despercebidos por alguns, mas que acrescentam muita riqueza no “estar no mundo” de Elder Scrolls.



Entre as mecânicas, de longe a que mais se destaca é a de vampirismo e licantropia. É possível ter infecções por licantropos ou vampiros, transformando seu personagem em um desses monstros. Entretanto, isso não é simplesmente estético, mudando drasticamente a forma de jogar e acrescentando ainda mais singularidade ao seu personagem. Singularidade essa que já é bem reforçada por elementos como classes, raças, armas e outros artifícios. O esquema chega a lembrar um pouco a famosa franquia de RPG de mesa, Vampiro: a Máscara, por conta das possibilidades de ação envolvidas no processo e por toda a sequência de missões que fazemos no percurso.

Por fim, caso você queira embarcar no roleplay do jogo como um assassino ou um ladrão, o sistema de Justiça pode te ajudar bastante. Assim como em Oblivion e Skyrim, você pode simplesmente sair por aí roubando e matando quem você quiser. É possível realmente fazer um bom dinheiro com isso, claro que com algumas desvantagens lógicas, como ser procurado pelos guardas absurdamente fortes das cidades.


Economia também voltada ao RPG

Outro elemento curioso relacionado ao fator roleplay é a diversidade de formas de se fazer dinheiro dentro do jogo. Isso porque, em Elder Scrolls Online, você pode fazer dinheiro de formas muito mais variadas do que em outros MMORPG. Assim, você pode simplesmente acumular itens de monstros e inimigos para vendê-los como espólios, pode sair pelo mundo em busca de baús secretos e tesouros escondidos (o que garante bastante grana e possibilita um incentivo gratificante para a exploração do mundo), pode construir seus próprios itens para vender ou até, como falamos acima, criar sua vida como um ladrão ou assassino, faturando bastante no processo.

Seja construindo armas, armaduras, comidas e poções para venda, explorando o mundo em busca de tesouros para serem vendidos ou simplesmente roubando e matando por um punhado de moedas, participar do mercado global de ESO é muito variado e divertido.



Sobre os itens construídos, os famosos craftings, é interessante notar como que o elemento passou a ser bastante incentivado em ESO. Isso porque esses itens construídos pelos próprios jogadores estão entre os melhores possíveis para disputas PVP e PVE. Assim, fortalecendo o senso de produção dos próprios jogadores por itens cada vez mais fortes.

Sobre o comércio em si, existe um detalhe muito peculiar em ESO: o jogo não possui uma casa de leilões única. Na verdade, ele possui um sistema no qual cada guilda pode contratar um NPC como vendedor para que ele vire a casa de leilões específica dela. Esses vendedores ficam espalhados por todo o mundo. Assim, a economia do jogo fica quase que totalmente baseada na oferta e demanda dos próprios jogadores, o que é algo fantástico que remete um pouco aos anos dourados de Tibia Online (PC).


Monetização justa

Um dos pontos mais altos do Elder Scrolls Online é o seu sistema de monetização. Isso porque, como a maioria dos jogos do seu gênero, ele mantém um sistema de assinatura e uma loja online mas sem o fantasma agourento do “pay to win”. Para quem não sabe, este é o termo em inglês para “pagar para vencer”, que remete a alguns sistemas de monetização de jogos que dão vantagens absurdamente injustas para aqueles que gastam dinheiro real no jogo.

Em ESO ninguém tem vantagem sobre outro apenas pelo poder de compra. Os produtos adquiridos em lojas são montarias (que não podem ser utilizadas em combates), animais de estimação decorativos e artifícios que só mudam a aparência de seus equipamentos, logicamente deixando-os bem mais bonitos. No mais, aqueles que resolvem pagar a mensalidade opcional da licença “premium” do game tem mais espaço em suas casas e mochilas, entre outros detalhes que não fazem tanta diferença assim no final das contas.



Além disso, atualmente, o jogo segue o sistema buy to play, principalmente no PC. Antes, apenas pagando a mensalidade era possível jogar (tal como em World of Warcraft). Porém, desde 2015 o jogo funciona através da compra única. Assim, após adquirir o título básico, você pode jogar tal como a maioria dos jogos de PC e console de outros gêneros. Isso agrada bastante, pois, mesmo que os DLCs e Capítulos sejam optativos para compra, eles já são convidativos o suficiente para continuar gastando com o MMO sem precisar de mensalidades ou assinaturas obrigatórias.

Lembrando um pouco Guild Wars 2 (PC), ESO tem um sistema de nivelamento interessante para que jogadores veteranos consigam jogar com os novatos. Ao contrário do outro MMO, em que os jogadores veteranos eram nivelados para baixo para poder jogar em equipe com seus amigos novatos, em Elder Scrolls Online o movimento é oposto: os jogadores novatos tem seus status buffados para poder jogar com os mais experientes caso desejem.


Constante evolução e novos detalhes

Outro elemento crucial em jogos online, independente do gênero, é a constante evolução de seus sistemas em geral. Isso porque um jogo online estático, sem novidades, não mantém seus jogadores ativos por muito tempo. Nisso, não podemos reclamar nem um pouco de ESO. Mesmo que não tenha mudado tanto em seu visual desde 2014, outros conteúdos foram atualizados e melhorados bastante durante esses quatro anos de existência.

Sobre seu visual primeiramente, podemos dizer que ele é muito agradável, remetendo tanto ao quarto jogo da franquia, Oblivion, como também ao popular The Elders Scrolls V: Skyrim (Multi). Porém, mesmo que seja bem agradável, seu visual não é o mais recente possível. Outros jogos do gênero, como Black Desert Online (Multi) possuem gráficos e até otimizações muito superiores às de ESO. Mesmo assim, tal como ocorre em WoW, o visual agrada e muito os fãs da franquia.



Aproveitando que estamos falando de aparência, há algum tempo foi modificado também o sistema de mudança de aparência dentro do ESO. Agora você pode escolher durante o jogo como seu personagem poderá se parecer. Isso, além de skins para armas, armaduras e roupas diversificadas, todas sem nenhuma influência nos status, mas que servem para aumentar o fator roleplay do título.

Ao todo, atualmente, Elder Scrolls Online possui nada menos que 8 DLCs lançados: Imperial City, Orsinium, Thieves Guild, Dark Brotherhood, Shadows of the Hist, Horns of  the Reach, Clockwork City e, por fim, Dragon Bones, que aumentou o nível dos chamados Champion Points para 720. Além disso, dois Chapters (capítulos da história, bem mais elaborados e com mais conteúdo do que os DLCs). São eles Morrowind, que entre as novidades introduziu uma nova classe: Warden; e Summerset, do qual ainda falaremos aqui no Blast.



Fora todo o conteúdo já lançado, existem notícias de mais dois DLCs agendados ainda para 2018: Wolfhunter e Murkmire, o que mostra como os desenvolvedores estão realmente preocupados em manter o jogo vivo e em constante evolução. Porém, não pensem que vocês precisam adquirir todas essas expansões para dar conta de jogar ESO, na verdade, o mais brilhante de tudo isso é o fato de serem todas modificações opcionais.

O jogo base ainda tem a maior parte do conteúdo de The Elder Scrolls Online. Tanto DLCs como os Capítulos não são necessários para jogar e aproveitar a maior parte do jogo. Porém,  esse conteúdo é bem diversificado e aumenta ainda mais a variedade de cenários, conteúdos PVP e outros elementos de jogo, mesmo que não sejam cruciais caso você queria alcançar os níveis mais altos de ESO.



Mas tudo isso ressalta a incrível velocidade do lançamento de novos conteúdos pela Zenimax. A preocupação em sempre termos novas dungeons e battlegrounds mantém a comunidade sempre instigada para o PVP, enquanto a inclusão de novas mecânicas, como nos DLCs Thieves Guild e Dark Brotherhood melhora artifícios até do próprio roleplay. Há relativamente pouco tempo, por exemplo, um dos acréscimos feitos foi a possibilidade de estocar itens em nossas casas, elemento que não existia nas versões anteriores do game.

Um excelente sistema de batalhas

Seu esquema de batalha também lembra consideravelmente os dois jogos single player mais famosos da franquia, o que é um fator muito positivo. Assim, com combates baseados em ação, é possível utilizar ataques fortes e fracos, usar escudos para a defesa, atacar o oponente por trás, desviar de suas magias, se defender de projéteis, causar mais dano com ataques furtivos e muitos mais. Tudo que tínhamos de melhor nos sistemas de combate de Oblivion e Skyrim conseguiram ser traduzidos muito bem para o MMORPG, mesmo que ainda conte com a tradicional barra de habilidades numeradas de 1 a 9, bem tradicional no gênero.



Outra mudança essencial do ESO em comparação ao resto da franquia é a presença de classes para você escolher. Entretanto, não pense que aqui você terá um sistema de classes bem delimitado e dividido como em World of Warcraft ou Black Desert. Mesmo com três classes que abarcam as funções principais de uma partida grupal em um MMO (Tank, Healer e DPS), nenhuma classe é exclusiva de uma função. Assim, combinando habilidades de raça, classe, arma e até vestimenta, você pode construir sua própria classe da maneira que achar mais útil.

Além disso favorecer e muito a singularidade de cada personagem, aumenta também a profundidade do chamado metagame de ESO. Assim, muitas são as comunidades online para se discutir as melhores combinações e árvores de habilidade, favorecendo um ou outro uso para o seu personagem. O mais interessante disso é que, mesmo havendo “receitas de bolo” para fazer personagens fortes como se encontra em muitos sites e vídeos no YouTube, há uma grande diversidade para se criar o seu próprio, por conta do balanceamento de primeira que o jogo possui atualmente.


Balanceamento: o segredo do sucesso

Uma das características principais do ESO é que ele consegue nivelar muito bem seus sistemas de roleplay, PVE e PVP. Existe muita história no jogo, extremamente detalhada e complexa, com várias ramificações e diálogos. Além disso, no ending game (elementos do jogo pensados para os jogadores que chegam ao máximo de nível em quase tudo) existem os chamados Trials, as áreas mais desafiadoras do game.

Estes são divididos em modo normal e modo veterano, pensando em abarcar o máximo de jogadores possível. Os Trials para veteranos são os mais difíceis e nos quais possuem as maiores disputas. É comum haver guildas que se dedicam e treinam os jogadores para garantir o máximo de eficácia possível para conseguir se dar bem nelas. Disputa, inclusive, é uma palavra muito corriqueira em ESO, por conta das inúmeras tabelas de placar para tudo que você possa imaginar. Ajudando assim ainda mais a manter em alta o senso de competitividade de seus jogadores.



Nos combates em si, o balanceamento do jogo é bem interessante. É possível até fazer builds híbridas entre habilidades mágicas e aquelas baseadas em estâmina. Assim, não existem classes próprias pra PVP ou PVE, nem alguma que se sobressai às outras de forma abrupta. Com um sistema tão complexo e constantemente atualizado pela Zenimax, até mesmo a ideia de um único “meta competitivo” é difícil de se atribuir aqui, por conta do balanceamento quase perfeito entre as diversas habilidades, classes e raças. Porém, é importante deixar claro que é necessário sabedoria em construir de um modo adequado o personagem e que também há sacrifícios a se fazer: criar um build híbrido, tentar torná-lo adaptável a todos os ambientes e batalhas, é separar potenciais possíveis de como a build poderia ser feita. Mas isso pode ser aprendido no decorrer do tempo: o importante é aproveitar!

PVP ou PVE? Que tal os dois?

Agora, falando sobre PVP especificamente, o ESO possui a vantagem de ser balanceado por apenas um sistema de regras básico em um único servidor. Com isso, é possível construir um bom personagem PVE e PVP balanceado ao mesmo tempo, mesmo havendo algumas diferenças funcionais de atributos e skills entre os dois estilos de gameplay, e havendo jogadores experientes se dedicando ao máximo para garantir o máximo de eficácia possível em apenas um estilo.



Entre vários sistemas de PVP distintos, o principal e mais livre do jogo é a Guerra de Cyrondiil, no qual as três facções que dividem os territórios de mundo se enfrentam pela possibilidade de dominar o reino capital e coroar o jogador que tiver a maior pontuação de cada facção como imperador do reino, um dos títulos mais desejados. Bacana né? Mas não se enganem, essas disputas chegam a durar meses até que tenhamos um resultado final.

Além dessa glória do Título de Imperador, o vencedor supremo da guerra recebe um buff que o deixa quase como um verdadeiro boss do PVP, necessitando de um grupo bem extenso para derrotá-lo durante as partidas. Isso deixa as batalhas PVP muito mais divertidas e ainda mantém uma boa quantidade de roleplay e PVE mesmo dentro do PVP.



Além da inclusão de Cyrondiil, tivemos também, com o capítulo de Morrowind, a entrada do sistema de Battlegrounds, que lembram minimamente os BGs de World of Warcraft. Os confrontos aqui são entre três times de quatro jogadores cada, cada time, logicamente, de uma facção. Existem várias formas de disputa diferentes, como o mata-mata tradicional, captura de bandeira, correr com uma bola, capturar bandeiras que mudam constantemente de lugar e vários outros novos modos vão sendo lançados com o tempo. Aumentando ainda mais a diversidade de disputas nesse divertido sistema de jogo.

O DLC Imperial City deu acesso também a uma dungeon especial chamada Sewers, nos esgotos da Cidade Imperial de Cyrondiil, onde o mapa mistura mecânicas PVP e PVE com objetivos que influenciam até a própria grande guerra pela Cidade Imperial. É possível também adquirir neste modo vários itens que podem ser utilizados nas disputas PVP e PVE do jogo.



Mais recentemente foi introduzido também o sistema de duelo em Elder Scrolls Online. O tradicional 1x1 é muito popular no jogo, tendo até campeonatos. É importante lembrar também que, com a exceção da Cidade Imperial, todos os outros modos de jogo estão disponíveis para todos os jogadores, o que é algo fantástico e, mais uma vez, demonstra como os jogadores são bem servidos, independente do quanto pagam para jogar.

Nem todos vão gostar

Mesmo que ESO tenha ótimas formas de encorajar os iniciantes de uma forma diferenciada em comparação aos outros de seu gênero, ele não é um jogo muito adequado para aqueles que buscam rapidamente chegar ao ending game. Isso porque a extensão da evolução do jogo é surreal se comparada a outros semelhantes. 



Para início de conversa, mesmo que o nível máximo do jogo seja 50, existem os chamados Champion Points, pontos que continuam aumentando seus poderes. Estes podem chegar até os incríveis 750 pontos, e isso tende a aumentar com o tempo e com novas atualizações. Já em seus equipamentos, só no CP 160 é que, de fato, chegamos ao ending game de ESO: seus equipamentos de níveis mais baixos e antigos tendem a enfraquecer e perder o dano/resistência. 

Só assim é que começamos a nos preocupar com equipamentos, combos e árvores de habilidade melhores. Entretanto, esse CP 160 é o nível máximo dos equipamentos do jogo apenas quanto aos atributos. Muitas são as variáveis a serem consideradas com o avanço da jogatina, como as skills, os sets (equipamentos especiais que possuem novas habilidades para aprimorar na batalha), melhorar a qualidade dos seus itens, entre outros exemplos. Essa dificuldade de chegar ao ending game pode desanimar um pouco alguns jogadores, mas traz boas sensações de conquista com a persistência, devido a dedicação gigantesca que o jogo pede, influenciado principalmente pelo roleplay.



Por exemplo, um personagem focado em magia deverá ler vários livros e pesquisar bastante para aumentar seus pontos. Já um guerreiro, focado em combates, deverá escolher uma arma específica e usá-la bastante durante sua “vida”, para que seus pontos de habilidade com ela cresçam bastante e, assim, possa liberar as melhores habilidades e magias com aquela arma. Tudo isso faz com que a experiência de jogo seja realmente quase uma vida.

Um verdadeiro The Elder Scrolls Online!

Agora, cá estamos, quatro anos após o lançamento da primeira e limitada versão de The Elder Scrolls Online (Multi). É extremamente difícil listar em apenas um texto tudo que já foi mudado ou evoluído dentro do jogo. De nivelamento de habilidades a novos mapas, passando por mecânicas inteiras de jogo sendo inseridas depois de muito tempo e até novas classes, ESO de fato é quase um mundo vivo, em constante evolução.



Por um lado, isso pode assustar novos jogadores, já que o game é pensado principalmente para os fãs da saga que começou lá em 1994. Por outro lado, isso faz de ESO um dos MMORPGs mais complexos e completos da atualidade. Com uma história profunda e diversificada, ótimas mecânicas de jogo, criatividade e variedade de opções, um visual que remete aos melhores jogos da série e inúmeras possibilidades de ação e comportamento dentro do game, ao mesmo tempo é difícil e compreensível notar como ele atualmente é visto como um jogo de nicho.

Mas se uma coisa podemos constatar nestes praticamente quatro anos de existência, é que a Zenimax batalhou o suficiente para transformar seu exemplar de um gênero tão batido e padronizado em uma experiência única que, de fato, nos dá a sensação de viver no mundo de Tamriel, jogando de fato um The Elder Scrolls Online. Que venham muitas outras expansões deste mundo, afinal, muitos elementos do mapa do mundo ainda não estão liberados, mostrando como o jogo ainda pode crescer ao longo do tempo.

 Revisão: Ana Krishna Peixoto
Colaboração: Ailton Lucena Filho
Matéria produzida com cópia digital cedida pela Bethesda
Gilson Peres é Psicólogo e Mestrando em Comunicação pela UFJF. Está no Blast desde 2014, onde é Redator e Diretor. Começou sua vida gamer bem cedo no NES e hoje divide seu tempo entre games antigos e novos. Pode ser visto por aqui sempre escrevendo algum texto polêmico, instrutivo ou nostálgico. Geralmente é visto em alguma discussão no Facebook ou no Twitter.

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