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Análise: Black Desert (PC) não é perfeito, mas ainda assim é uma experiência fantástica

O servidor sulamericano do MMORPG da Pearl Abyss finalmente chegou. Mas claro que ainda precisa melhorar algumas coisas.

Após um curto período em Beta fechado, do qual já falamos por aqui anteriormente, no último dia 12 a RedFox Games abriu oficialmente o primeiro servidor oficial sulamericano de Black Desert (ou BDO, para os íntimos). Lançado na Coreia do Sul em 2014, BDO é um RPG online para multidões (MMORPG) que chama bastante atenção por conta de mecânicas inovadoras para o gênero e uma qualidade gráfica proporcional à nova geração de jogos de PC e consoles. O servidor sulamericano do jogo está engatinhando ainda, mas podemos já ter boas impressões sobre a qualidade tanto do jogo como do servidor. Mas claro, como nem tudo é perfeito na vida, alguns pontos ainda precisam de melhorias consideráveis. Mas um passo de cada vez.


É importante lembrar que a maior parte do material utilizado para a análise foi coletado pelo próprio redator, dessa forma, experiências relacionadas a conexão e bugs gráficos foram todos identificados pelo próprio. Em caso contrário, falaremos no texto se não for. Outros jogadores em comunidades de discussão reclamaram de certos problemas com a conexão e um problema referente a uma empresa específica de internet que a RedFox Games já está resolvendo oficialmente. Pessoalmente nenhum desses problemas foi identificado durante as mais de 50 horas de jogo.


Tudo que já era bom no Beta

Alguns pontos do Beta fechado que foram considerados excelentes continuaram assim na versão completa do jogo. Inicialmente, é importante relembrar o processo de criação de personagem que é um dos mais completos entre os jogos do gênero, permitindo que jogadores personalizem desde visuais básicos dos personagens como tom de pele e cor do cabelo até aspectos mais detalhados como formato da pupila, nível de oleosidade da pele e tonificação dos músculos. Este já foi o primeiro ponto para termos uma ideia de como BDO transportou a experiência de games offline, como os da franquia The Elder Scrolls, para o universo dos MMO.

Para complementar a experiência, os modelos de personagens criados durante o Beta fechado puderam ser salvos pelos jogadores e resgatados na versão final do game. O servidor foi resetado e com isso todos os personagens criados no Beta foram apagados, entretanto, o visual poderia ser resgatado de forma simples para que não fosse preciso levar mais 40 minutos criando tudo de novo. Mas claro que muitos se deliciam com essa parte da aventura.



A conexão com o servidor foi melhorada consideravelmente se comparado ao Beta do jogo. No formato de um servidor único com várias salas para se jogar, o servidor sulamericano de Black Desert encontra-se lotado desde o primeiro dia de jogo. Entretanto, nenhum episódio de desconexão ocorreu com o redator até o momento dessa análise, mesmo jogando durante mais de 50h e deixando o personagem parado (AFK) por algum tempo. Isso demonstra uma estabilidade elogiável do servidor, que ainda se mantém no sul dos EUA.

O jogo conta atualmente com sete classes jogáveis: Guerreiro, Caçadora, Feiticeira, Berserker, Mago, Bruxa e Domadora. Mesmo que sejam poucas comparadas ao momento atual do servidor coreano do jogo (que conta com cerca de 14 classes), ainda é um número interessante, principalmente pensando que o servidor original foi lançado com oito classes, das quais seis estão presentes na versão sulamericana do título.


Imersão incrível com ótimas mecânicas

Como já havíamos falado no teste do Beta, o jogo possui uma sequência de missões principal que guia a narrativa, enquanto uma tonelada de missões secundárias complementam a experiência de forma gratificante. Na história inicial, nosso personagem acorda próximo a um vilarejo sem memória e possuído por uma energia negra. Esta energia se mostra como um espírito que evolui junto conosco na aventura e guia boa parte dos nossos passos.

O simpático e bizarro espírito ainda serve como guia para tutoriais e também para mecânicas como encantamento de itens, uso de determinados materiais, melhorias e outros artifícios como remover gemas de equipamentos, tudo liberado gradativamente com a evolução do seu personagem na história. Além dessa linha que guia a evolução do personagem, as missões secundárias passam longe de ser opcionais, na maior parte do tempo. Diversos aspectos da aventura, bem como habilidades e acesso a determinadas missões, só são possíveis completando boa parte dessas missões, que possuem variações incríveis!

As tradicionais missões de jogos online como “vá até fulano” ou então “mate 30 ciclanos” existem aqui, mas elas não são nem 50% das missões disponíveis no jogo, ou, se são, estão muito bem disfarçadas com o enredo, o que faz toda a diferença para o resultado final. Em determinadas missões, precisamos salvar pessoas, resgatar prisioneiros, ativar um artefato ou mecanismo, espionar uma conversa, capturar um trombadinha na cidade, encontrar um local escondido, vender um item, comprar um item, achar e ler um livro numa biblioteca e tantas outras coisas que não é possível listar aqui. É uma variedade estonteante e muito benéfica para a experiência de jogo.


Junto a essa gama de missões quase imensurável, outros aspectos ajudam ainda mais na imersão do jogador a esse novo mundo cheio de nuances e aventuras escondidas. A principal delas a ser citada aqui é a rede de mecânicas que conversa de forma muito boa durante a jogatina. Além de passar de nível e matar criaturas, o jogador ainda pode comprar uma casa utilizando-a como residência, armazém, oficina ou outras coisas; administrar uma rede de comércio entre cidades; contratar trabalhadores para servirem de coletores, transportadores ou negociantes; montar uma fazenda; coletar recursos de diversas formas, como pesca, plantio, caça e outros; capturar cavalos e cruzá-los para procriação e venda; participar de leilões; aumentar o nível de conhecimento a respeito do mundo; aumentar seu reconhecimento através de missões específicas; produzir e refinar itens através de profissões como cozinheiro, ferreiro, químico e outras, enfim, a gama de opções do que fazer no jogo é imensa, mas só isso não diz da imersão apenas.



Ora, se tudo isso estivesse presente no jogo sem um real motivo para estar ali, se fossem só mecânicas desconexas e dispensáveis, talvez Black Desert não funcionaria como um RPG digno. A questão é que tudo isso está interligado numa trama que praticamente “obriga” o jogador a utilizar quase todas essas mecânicas de forma ativa para melhorar seu personagem. Não é possível cozinhar se não tiver uma residência, da mesma forma que comprar imóveis em uma cidade aumenta o tamanho do seu armazém na mesma. Isso só para citar um exemplo da conexão que existe entre essas e todas as demais mecânicas de jogo, fazendo com que o jogador de fato tenha uma vida cheia de experiências e narrativas dentro do game.

Visual digno da nova geração

Todas essas mecânicas já são incríveis e totalmente imersivas só por existirem em rede no jogo. Mas, como se não bastasse, os visuais do game são fantásticos. Até mesmo nas configurações mínimas, o nível de detalhismo das texturas e quantidade de informação em tela são belíssimas. Um ponto extra para a ambientação referente às vegetações, as quais são quase do nível de The Witcher 3: Wild Hunt (Multi), e também referente às cidades, muito vivas e cheias de NPC para enriquecer a movimentação dentro delas.



Um ponto que merece um comentário à parte são exatamente os NPC. Dificilmente você se depara com um NPC sozinho que esteja simplesmente parado de forma não natural no mapa, apenas esperando que um jogador vá falar com ele. Em Black Desert os NPC conversam entre si, andam pela cidade, tem horário de atendimento nas lojas e realmente fazem coisas. Isso sem falar no uso variado que eles possuem, muito por conta do conceito de Conhecimento criado pelo game (o qual falaremos mais abaixo).

Mesmo que o visual e os detalhes surpreendam, é importante ressaltar que ainda existem problemas na otimização do processamento de texturas. Em diversos momentos, ao cavalgar  ou correr nas velocidades mais rápidas, as texturas demoraram mais do que o ideal para carregarem ao longe, apresentando bugs e tornando a experiência falha durante alguns segundos. Talvez futuras atualizações corrijam esses problemas, mas é importante lembrar também que esses problemas foram identificados apenas nas configurações mais baixas.


Um jogo baseado em conhecimento

Outro ponto do qual já falamos no texto sobre o Beta de Black Desert é a respeito do conceito basal do jogo: o conhecimento. Grande parte da jogabilidade do título é baseada nessa noção que restringe o acesso a determinadas mecânicas, itens, lojas, missões e demais coisas dependendo do nível de conhecimento que você possui dentro do jogo. Esse conhecimento é muito extenso e complexo e pode ser adquirido principalmente conversando com NPC, lendo livros, explorando ambientes e enfrentando criaturas. 

O conhecimento sobre o mundo interfere na jogabilidade desde missões que só são liberadas quando você possui determinados conhecimentos específicos até a própria barra de vida dos inimigos, a qual só é visível quando você já adquiriu o conhecimento básico sobre aquela criatura. Ligado a esse aspecto, ainda temos a função de amizade com os NPC e esse nível de conhecimento interfere diretamente na sua rede de contatos dentro do jogo.



Assim, determinados itens e missões só são liberadas quando você possui um nível mínimo de amizade com um NPC. Esse nível de amizade cresce com conversas nas quais você gasta energia e para associar seus contatos para que eles conversem entre si, melhorando sua imagem com eles. Entretanto, diversos são os NPC existentes para esse mecanismo e o nível de interesse entre eles é bem variado dependendo do assunto sobre o qual conversam. Com isso, quanto mais conhecimento você tiver a respeito do mundo, mais assuntos variados você terá e mais chance de ser reconhecido e possuir amizade com variados NPC também.

Esse mecanismo é crucial para aumentar o fator role play do jogo, um aspecto que há muito tempo era visto em escalas muito reduzidas no gênero que era para ter isso como foco. Para quem não sabe, o role play é o aspecto de interpretação presente em jogos de RPG e outros. É a imersão funcionar de tal forma que o jogador de fato se vê como parte daquele mundo, literalmente interpretando seu personagem ali dentro, mecânica que funciona muito mais em RPG de mesa em sistemas como Dungeons & Dragons e Tormenta - D20, mas que aqui foi muito bem adaptado para o mundo virtual aqui.


Bastante tempo viajando

Outro aspecto interessante no jogo é a ausência de teletransportes rápidos entre as localidades. Como se trata de um jogo de fantasia medieval de aspectos quase realistas, a movimentação pelo imenso continente é totalmente por solo, seja a pé, usando montarias ou veículos como carroças. Isso possui o ponto positivo de valorizar bastante as montarias e veículos, tendo eles mecânicas próprias de crescimento ao ponto dos cavalos terem até uma árvore de habilidades própria. Valoriza também os armazéns e rotas de comércio, as quais seriam totalmente indiferentes com a presença dos teletransportes. 

Não pense que você ficará muito tempo viajando sem nada o que fazer, pois o mundo é recheado de inimigos, materiais para coleta, áreas para desbravar e NPC para conversar ao ponto de você se perder entre missões e esquecer o que você estava fazendo antes de chegar naquele novo local ou antes de começar aquela nova missão. Esse é mais um dos aspectos retomados pelo MMO que são tradicionais de jogos offline, mas que funciona muito bem aqui.

Infelizmente, nem tudo são flores e existem problemas na navegação do jogo. Além dos atrasos no carregamento de texturas, usar a viagem automática montado em um cavalo pode ser bastante frustrante. Isso porque em algum momento seu personagem pode ficar agarrado em uma pedra, cerca ou pilar que seria facilmente desviado se a inteligência artificial da viagem automática fosse um pouco melhor desenvolvida. Além disso, outros bugs são identificados quando o personagem cai na água com o cavalo, mas esses são bem mais fáceis de contornar.

Jogue quando não estiver jogando

Um aspecto interessante para quem tem um PC disponível para ficar ligado em casa ou em outro lugar são as mecânicas próprias para o funcionamento AFK do personagem (quando o jogador não está ali efetivamente jogando, mas permanece online fazendo alguma coisa). Treinamentos como o de força, de estamina e de pescaria são pensados de forma a se manterem automáticos, próprios para que o jogador possa deixar o personagem crescendo esses atributos quando a vida chama para as responsabilidades ou quando a necessidade da vida social bate no peito.

Claro que, mesmo com tais mecânicas, ainda é necessário que o jogo esteja aberto em um computador com acesso a internet para que isso funcione, não sendo totalmente descolado da conexão como já foi feito em outros jogos. Esses pontos extra conquistados através de treinamento podem aumentar a quantidade de peso que o personagem aguenta carregar, bem como sua barra de estamina e outros atributos. Não são variações muito drásticas, mas na hora do combate contra outros jogadores pode ser uma diferença crucial.


Afinal, é pay to win ou não?

Pay to Win ou P2W é o termo utilizado para delimitar jogos que usam microtransações dentro do game como pré-requisito para que um personagem se torne muito mais forte do que os demais. Nesse sentido, um personagem que utiliza da loja online de um jogo teria vantagens tamanhas que impossibilitaria que um jogador não pagante superasse ele em pontos dentro do game. Em volta da comunidade de jogadores, esse assunto reverberou com até bastante polêmica sobre Black Desert e aqui darei um relato sobre o que eu vi na loja online.

As pérolas (compradas com dinheiro real) são até consideradas de um preço elevado comparadas com outras microtransações existentes em jogos com servidores brasileiros. Entretanto, os itens disponibilizados até então na loja para comprar não são nada comparados aos itens e conquistas que de fato o jogador precisa ter para ter um personagem forte. Pedras de encantamento, montarias, armas e equipamentos, por exemplo, não estão presentes na loja. Sendo que os set existentes tanto para cavalos como para os jogadores são quase exclusivamente estéticos, com um bônus ou outro dependendo do set, mas que não influenciam nos combates, mas sim na aquisição de itens ou outros artifícios secundários.



Além disso, outros itens com efeitos mais drásticos presentes na loja são aumento de peso carregável, aumento do tamanho do inventário/armazém, pets (animais de estimação) que auxiliam na coleta de loot, comida para a montaria/pet, móveis para a casa e itens para remodelar árvore de habilidades do personagem e da montaria. Mesmo que seja de muito mais fácil acesso esses itens através das pérolas, todos eles (ou alguns de efeito similar) existem no jogo sendo conquistados com compra usando as pratas do game ou então em missões específicas.

Existem alguns itens também que, caso desmontados, dão pedras que facilitam bastante o encantamento de armas e armaduras. Mas isso é o mais drástico que os atuais itens da loja podem desbalancear na aventura, nada muito problemático. Com isso, a loja online serve para praticamente três coisas dentro do Black Desert até o presente momento: apelo estético, facilidade em carregar, encantar e coletar itens, compra de itens para revender no leilão do jogo, adquirindo assim mais moedas do jogo. Entretanto, tudo que não se enquadra nisso também pode ser adquirido através das moedas “milhagem” que são adquiridas ao logar diariamente no jogo.

Um personagem sem itens da loja de pérolas e um com, mas relaxa, a defesa deles é a mesma :)

"Onde eu deixei o meu cavalo?"

Outro aspecto que gera incômodos às vezes, mas que é facilmente contornado com o tempo, é a quantidade de pessoas online nas salas do servidor. Durante as mais de 50 horas que o game foi jogado para a análise, em nenhum momento as salas apresentaram um status inferior a “lotado”, permanecendo na maior parte do tempo com a tag “muito lotado”. E isso, de fato, refletia na experiência dentro do jogo. Cidades abarrotadas de montarias e carroças estacionadas em qualquer lugar obstruindo a visão de NPC e prejudicando o carregamento dos dados é só um dos problemas gerados pelo acúmulo de jogadores.

Fora isso, locais de pesca encontram-se na maior parte do tempo lotados nas cidades, diminuindo assim a incidência de materiais coletados. Entretanto, mesmo com um número enorme de jogadores, as caçadas não são prejudicadas da mesma forma que a vivência nas cidades, isso por conta do extenso território no qual cada grupo de inimigos se encontra, todos muito bem delimitados e ambientados (tal como os NPC, os inimigos não ficam simplesmente parados esperando que você ataque). 



Caçar com outros jogadores que você acabou de conhecer é um tanto quanto trabalhoso em Black Desert. Isso porque não é possível apenas selecionar o personagem e enviar uma proposta de equipe para ele. Para fazer isso, é necessário que seu personagem chegue perto do outro, em uma interação semelhante a dos NPC e das montarias, abrindo um menu rápido em cima dele. Entretanto, se a pessoa se mover, o menu desaparece, o que dificulta bastante o diálogo com desconhecidos que não param para esperar você terminar de digitar. 

Mas, sem dúvidas, o mais comum de acontecer é você perder sua montaria entre várias outras presentes no mundo. Por sorte existem dois mecanismos de localização para facilitar o encontro do seu fiel companheiro.


Apesar de tudo, um jogaço!

Mesmo com alguns deslizes, Black Desert dá os primeiros passos rumo a uma nova geração de MMORPG muito mais imersivos e completos do que os seus antecessores. Essa matéria ficou gigantesca, mas mesmo assim não foi possível assinalar todos os pontos e aspectos próprios do jogo, deixando alguns de fora ou reduzidos no corpo do texto. Um deles, facilmente notável, é o sistema de combates. Para saber mais sobre ele, recomendo que leiam a prévia do jogo aqui no site, onde tive mais espaço para falar sobre.

Aqui o que podemos dizer é que o sistema hack and slash funciona perfeitamente, tem movimentações fluidas e sistema de uso de habilidades inovador. É o maior salto na direção de um jogo de ação que os RPG online já deram, o que é um aspecto muito bom principalmente para os combates PVP. Além disso, outros dois pontos pouco apresentados no texto que merecem citação são a tradução para o português brasileiro, que está muito boa e bem adaptada e também o fato de que os níveis do personagem não serem o único fator para que ele seja forte.



Você consegue sem muito esforço alcançar o nível máximo do jogo (atualmente nível 55) em dois ou três dias de jogo. Entretanto, você vai perder boa parte da experiência, assim como o acesso a determinados locais, manufatura de itens e enriquecimento. Black Desert consegue mesclar perfeitamente aspectos dos jogos de ação com um role play raramente visto em jogos online. O jogador pode até utilizar de apenas metade dessas mecânicas, mas consequentemente terá uma experiência de jogo e um alcance de dominação desse novo mundo igualmente pela metade. 

Foram jogadas no total 62 horas e meia de Black Desert para fazer essa análise do jogo, com um único personagem alcançando o nível 50. Não foi possível explorar todos os personagens por conta da extensa quantidade de mecânicas que precisaram ser testadas e experimentadas para que esta análise fosse a mais completa possível. Fora isso, o PVP também foi pouco explorado. Futuras matérias ainda virão com dicas e curiosidades sobre o jogo.

Prós

  • Gráficos belíssimos mesmo nas configurações menores;
  • Grande variedade de coisas a fazer;
  • História bem completa e cheia de detalhes;
  • Mecânica de conhecimento agrega à jogabilidade;
  • Sistema de combate excelente;
  • Mundo vasto, imersivo e cheio de detalhes;
  • Praticamente nenhuma mecânica é totalmente dispensável;
  • Poucos episódios de lag ou perda de conexão mesmo com servidores lotados;
  • Tradução bem feita para o português;
  • Imersão funciona e mecânicas agregam o role play;
  • Ausência de teletransporte valoriza uso de montarias e veículos;
  • Elementos da loja de cash não são cruciais para que um personagem seja forte;
  • Mecânicas próprias para o tempo AFK.

Contras

  • Servidores muito cheios podem incomodar às vezes;
  • Problemas no processamento das texturas nas resoluções mais baixas;
  • Comandos para interação em equipes é trabalhoso demais;
  • Viagens automáticas a cavalo possuem problemas de execução.
Black Desert — PC — Nota: 9.0
Revisão: Arthur Maia
Gilson Peres é Psicólogo e Mestrando em Comunicação pela UFJF. Está no Blast desde 2014, mas começou sua vida gamer bem cedo, no NES. Pode ser visto por aqui sempre escrevendo algum texto polêmico, instrutivo ou nostálgico.

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