Blast Test

Starpoint Gemini Warlords (PC) e a promessa de um universo de conteúdo

O novo jogo da série chega em acesso antecipado e já mostra um conteúdo vasto e bem feito.

Existem, nos games, diferentes maneiras de construir um grande universo. Não necessariamente você precisa de 18 quintilhões de planetas, ainda que essa ideia seja fascinante e válida para um determinado tipo de proposta. Starpoint Gemini Warlords constrói uma galáxia cheia de coisas para se fazer a partir de suas mecânicas e sistemas visando entregar uma experiência completa de 4X (Explore, Expand, Exploit and Exterminate). Explorar o oceano de estrelas, expandir o poderio de sua frota, explorar os recursos e exterminar os inimigos.


O jogo começa com uma calma sessão de exploração, na qual devemos acompanhar uma nave recém-construída em mais um teste de voo. Como de costume, as coisas não permanecem tão contemplativas assim por muito tempo, e logo um grupo de rebeldes ataca a pequena frota.

Particularmente, tive muita dificuldade com o início do combate, já que não é tão simples acompanhar a velocidade das naves inimigas e conseguir alvejá-las. A falha, entretanto, foi minha em não perceber as possibilidades que o submenu de contexto traz. Este dá acesso a alguns movimentos automáticos, como fazer a nave seguir um alvo selecionado, o que fez com que a contenda se tornasse muito mais prática.


Isso se dá porque Starpoint Gemini Warlords não é exatamente focado na parte da ação dos confrontos, ainda que ela esteja lá, mas sim nos comandos que você vai dar para sua nave e o resto da frota, sobretudo na possibilidade de expansão.

Nesse sentido o 4X é importante no game. Lidar com ele não se dá em uma reta, mas sim em uma espiral em ascendente. O que essa frase estranha e confusa como o início de Warlords quer dizer é que você vai precisar exterminar, para depois explorar e expandir, e no meio do processo vai ser necessário exterminar de novo e a coisa toda vai girando, não apenas fazendo esse processo uma única vez até um fim, mas realizando as atividades paralelamente conseguindo novas habilidades e recursos para continuar nesse processo enquanto acompanha a história que se desenrola.


Depois de algumas melhorais o confronto se torna muito mais satisfatório, com mais naves, equipamentos e habilidades. E toda a construção da frota possui um bom grau de customização, já que é possível ir montando suas naves do zero, peça por peça. Nossa base também segue o mesmo caminho, sendo ampliada conforme conseguimos novos recursos e créditos (o dinheiro do jogo).

Tais recursos podem ser conseguidos tanto em missões civis ou militares. E pode ser algo que você precisa ou não participar. É possível mandar um grupo buscar recursos em algum lugar, e, enquanto eles cumprem a tarefa, pegar um trabalho com sua nave principal e ir lá realizar o objetivo da missão.

Já no acesso antecipado existe um número razoável de missões secundárias, que vão de captação de recursos até a busca e eliminação de algum inimigo em específico. Entretanto, a exploração deste universo, seja em alguma missão principal ou não, sofre ainda com pouca variedade de encontros e até mesmo com um certo vazio.

Veja, do ponto de vista narrativo, existe uma série de notícias sobre a galáxia que vão pipocando quando estamos em nossa base, e há um esquema de reputação com espécies, raças e facções hostis, neutras ou aliadas. Cada um desses grupos tem suas características explicadas na página de reputação, mas a maioria não aparece ao longo desta versão pré-lançamento.


De qualquer forma, dá para ver que existe um cuidado em construir um universo que seja múltiplo, contextualizando o jogador através das suas missões de exploração do espaço e de seus recursos. Em um primeiro momento você vê uma notícia sobre a situação dos revenants, um desses grupos do universo do jogo, depois encontra com eles em uma situação de conflito, já que são hostis. Vencendo-os ou fugindo, podemos enfim ir coletar o recurso que viajamos para conquistar.

Tanto para estas batalhas quanto para o acesso aos materiais, é sempre necessário construir equipamentos e depois ativá-los no momento da ação. A cada nível que subimos, é possível comprar novas habilidades para nossa nave, e depois também alguns perks, que trazem outros tipos de melhorias. Por enquanto apenas a classe marechal está disponível, mas haverá outras diferentes que influirão diretamente nas habilidades e perks que são possíveis comprar.

Isto exemplifica bem o momento de Starpoint Gemini Warlords em acesso antecipado; temos um conteúdo já sólido, com potencial, que vai ser expandido ao longo do desenvolvimento. De qualquer forma, passear pela superfície do conteúdo de Warlords causa uma boa impressão. Um universo vasto por seus sistemas, mecânicas e narrativa parece se delinear, resta saber se o resultado final vai conseguir ampliar e manter a jogatina empolgante ao longo de outras tantas horas.

Revisão: Vitor Tibério
Pedro Vicente é um homem sem qualidades. Para se esquecer das décadas de fracassos de sua vida real, resolveu passar parte do seu dia jogando. Iniciado nos games por Adventures e JRPGs, hoje em dia joga de tudo. Gosta muito de escrever sobre jogos, mas só dá nota 10 para games em que você pode dar Suplex em um trem.

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