Resident Evil: a história e a evolução da franquia nos videogames — Parte 2

Vamos continuar a nossa aventura no mundo dos zumbis na segunda parte desta matéria sobre a trajetória da famosa série.

Uma das franquias mais tradicionais e de sucesso na indústria dos games é Resident Evil. Conforme vimos na primeira parte desta matéria especial, a linha principal de jogos da franquia é repleta de grandes lançamentos. Alguns têm mais foco na ação, outros na sobrevivência ou no terror, mas todos guardavam suas próprias qualidades nesta marca tão longeva no mercado.

Agora, na segunda parte, vamos conferir os spin-offs e subséries, que também guardam muitas surpresas e ótimos games. Prepare a faca de combate e traga tinta para a máquina de escrever, pois vamos começar!

Caminhos separados

Começamos a nossa matéria com Resident Evil Survivor, lançado no ano 2000. Inovando ao chegar como uma experiência em primeira pessoa, o jogador precisa explorar cenários e atirar controlando um retículo na tela, que funciona como mira. O protagonista e os demais personagens não são as famosas figurinhas carimbadas, trazendo algum frescor ao universo da franquia.
A visão em primeira pessoa retornou um ano depois em Resident Evil Gaiden. Exclusivo para o Game Boy Color, o game trouxe explorações com uma perspectiva de cima para baixo e combates em primeira pessoa. Para ter sucesso, o jogador precisa acertar o timing de uma retícula que se movimenta pela tela, quando passa sobre os inimigos. O título, estrelado por Leon S. Kennedy e Barry Burton, não é considerado canônico.
 
Ainda em 2001, saiu Resident Evil Survivor 2 – Code: Veronica, sequência do primeiro jogo dessa matéria. Mais uma vez em primeira pessoa, dessa vez ele trouxe Claire Redfield no papel principal. Ainda sobre essa subsérie, Resident Evil: Dead Aim chegou em 2003. Apesar de não carregar mais o termo “Survivor”, ele é considerado a terceira iteração dessa subsérie e combina visuais em terceira e primeira pessoa.
Resident Evil Outbreak foi outro lançamento da franquia que trouxe inovações. Chegando em 2003, ele estreou a possibilidade de partidas cooperativas e suporte a partidas online. Sua jogabilidade é baseada no remake do primeiro Resident Evil e foi dividido em cinco cenários diferentes. Em tempos que não existiam DLCs, Resident Evil Outbreak: File #2 saiu no ano seguinte, funcionando como uma espécie de expansão do anterior, mas de forma autocontida.

Ação para todos

Dois lançamentos interessantes saíram em 2007 e 2009, chamados, respectivamente, Resident Evil: The Umbrella Chronicles e Resident Evil: The Darkside Chronicles. Ambos são do tipo tiro em primeira pessoa do tipo “nos trilhos”, ou seja, a câmera (e os personagens) se movimentam sozinhos pela tela, deixando o jogador somente no controle da mira. Além de disparar, é possível executar algumas ações, como coletar itens e escolher entre caminhos diferentes.
Enquanto Umbrella traz cenários inspirados em Resident Evil Zero, Resident Evil remake e Resident Evil 3: Nemesis, Darkside conta com Resident Evil 2 e Resident Evil – Code Veronica. Outras atrações incluem jogabilidade cooperativa e capítulos que trazem narrativas inéditas na história da franquia. Embora inicialmente tenham saído só para Nintendo Wii, posteriormente, ambos chegaram ao PlayStation 3 numa coletânea.
 
Em 2011, foi lançado um título curioso: Resident Evil: The Mercenaries 3D, que era exclusivo do Nintendo 3DS e, como o nome sugere, dava destaque a um modo secundário popular em títulos anteriores. Para quem não sabe, Mercenários coloca o jogador para eliminar o máximo de inimigos possível dentro de um intervalo de tempo limitado. O game traz várias figurinhas carimbadas, como Leon e Chris, e permite se mover e atirar ao mesmo tempo.
Lançado em 2012, Resident Evil: Revelations chegou com uma pegada mais próxima dos jogos originais, trazendo Jill Valentine e Chris Redfield contra uma organização que busca infectar os oceanos. Com foco na sobrevivência e exploração, o game contou com uma campanha dividida em episódios e fez a ponte entre Resident Evil 4 e 5. Seu sucesso levou ao lançamento de uma continuação três anos depois.

Errando para acertar

Resident Evil: Revelations 2 trouxe Claire Redfield como protagonista, bem como Barry Burton, outro nome recorrente da franquia. Mais uma vez com uma estrutura episódica, o game agora fez a ponte entre o quinto e o sexto títulos. Se esses dois títulos foram bem recebidos em geral, infelizmente os próximos dois nomes ficaram devendo bastante. Juntamente com Resident Evil 6, eles podem ser considerados como as razões principais pela chegada de Resident Evil 7: Biohazard.
Seguindo um caminho bem diferente dos anteriores, Resident Evil: Operation Raccoon City chegou em 2012 com duas campanhas inéditas e modo competitivo em grupos. As duas facções do game – Umbrella Security Service e United States Special Ops – eram compostas por seis membros, cada um com suas próprias especialidades. A história de cada lado trouxe novas facetas sobre os acontecimentos de Resident Evil 2 e 3, com direito a encontros com personagens famosos.
O game sofreu com problemas na IA do jogo e baixo nível geral de produção, além de um foco excessivo na ação. Críticas semelhantes também foram feitas a Umbrella Corps, lançado em 2016. Basicamente um jogo de tiro multijogador, dois grupos diferentes estavam à disposição para escolher e partir para os tiroteios. A falta de uma campanha e a proposta muito genérica certamente “ajudaram” a chegada de Resident Evil 7: Biohazard.
 
Resident Evil: Resistance chegou em 2020 como um jogo multijogador assimétrico online, com foco na sobrevivência. A ideia foi colocar quatro sobreviventes contra um mastermind, semelhante a outros títulos como Dead by Daylight. Enquanto vários personagens eram inéditos, nomes como Jill Valentine e Alex Wesker deram as caras para reforçar o elenco. Com muitos problemas técnicos e excesso de microtransações, o game – que chegou com o remake de Resident Evil 3 – acabou encerrado em 2020.
Para terminar, vale comentar sobre Resident Evil RE:Verse. Lançado em 2022, ele sofreu com muitas mudanças ao longo da sua produção. Acabou chegando com Resident Evil: Village, trazendo uma proposta multiplayer em terceira pessoa que colocava jogadores para se enfrentarem – usando personagens como Jill, Ada, Leon e cia. – em busca da maior pontuação. Devido à perda na popularidade (que nunca foi alta), o título foi encerrado em junho de 2025.

Gostou do sanduíche?

Assim chegamos ao final de mais uma matéria sobre a saga de Resident Evil nos videogames. Já passamos por muitos games desde a primeira parte, mas ainda faltam algumas citações importantes dessa grande franquia. Isso sem contar as participações especiais em outros jogos, que guardam algumas situações bem legais. Não perca a continuação da matéria, mesmo que aconteça um apocalipse zumbi!
O que você achou da segunda parte da matéria, leitor? Faltou alguma informação interessante? Deixe os teus comentários!
Revisão: Julia Loffreda Costa
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Matheus Senna de Oliveira
é produtor de conteúdo sobre games desde 2016 e um grande fã da décima arte, embora não tenha muito tempo disponível para ela. Seus games favoritos (que formam uma longa lista) incluem: KH, Borderlands, Guitar Hero, Zelda, Crash, FIFA, CoD, Pokémon, MvC, Yu-Gi-Oh, Resident Evil, Bayonetta, Persona, Burnout e Ratchet & Clank.
Também encontra-se no Twitter @MatheusSO02 e no OpenCritic.
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