Durante a gamescom latam, o estande da Republic of Gamers cedeu seu espaço para que o público conhecesse novos títulos da cena indie enquanto mostrava alguns de seus periféricos. Entre eles, um dos que mais chamou atenção das pessoas foi Croak, um título protagonizado por um sapinho príncipe.
Desenvolvido pela WoodRunner Games, Croak é um plataforma que não traz complicação, e deixa o desafio para os obstáculos pelo caminho, que vão se tornando cada vez mais complexos e exigem habilidade e reflexo do jogador. Vale citar que, por trás da arte charmosa do jogo estão alguns nomes que trabalharam em grandes projetos, como Cuphead e a série animada Rick and Morty.
Nossa equipe foi convidada para um bate-papo com Max Petroff, o CEO da WoodRunner e uma das mentes por trás de toda essa fofura anfíbia.
Max Petroff: Ele é um príncipe e todo seu reino foi amaldiçoado por uma bruxa, que transformou o reino todo. Agora ele é um sapo e vocês poderão conferir a história dele na próxima demo, que terá uma cena que explicará isso. Basicamente, eles foram enfeitiçados pois o reino inteiro estava com muita fome e acabaram comendo tudo que acharam, então a bruxa organizou um banquete para premiar o mais guloso de todos. Agora o príncipe sapo irá participar e vamos ver quão faminto ele está.
GameBlast: Eu percebi que, apesar de bonitinho, Croak vai ficando bem complexo à medida que o jogador avança e a principal mecânica envolve a língua do sapo. O que você pode nos contar sobre a mecânica do jogo?
Max: É necessário usar a língua do sapo para grudar em superfícies, como paredes, cogumelos e outros animais. Então ele se recolhe e vira uma bola e pode quicar, como em um pinball. Essas sãos duas mecânicas principais e não haverá evoluções, é apenas isso até você ficar realmente bom. É o ambiente que muda. Então, em um dos mundos, há algumas sujeiras e você pode se tornar uma espécie de Pac-Man, utilizando as para se locomover. Também tem o floco de neve, que transforma o sapo em um bloco de gelo e dá pulo duplo a ele. Esse é o tipo de evolução que temos na jogabilidade. A sensação é que você está ficando bom nisso, jogando com o sapo que usa apenas a língua e quica, e a dificuldade se cria a medida que avançamos.
Max: Sinceramente, foi maravilhoso. Pensamos: "vamos colocar a demo com alguns bugs e sem muitas informações mesmo" e o público foi muito gentil. Temos 70 e poucas reviews, com 98% de aprovação, e isso foi além das nossas espectativas. Nós ficamos bem felizes que as pessoas gostaram da jogabilidade. Nós sabíamos que o sapo era fofo e as pessoas adorariam ele e a animação, mas é diferente quando cada um está jogando sozinho na sua casa. Foi bem lelgal ver que o público gostou. Nós já temos alguns feedbacks de alguns ajustes que faremos na jogabilidade, mas no geral foi bastante satisfatório.
GB: E qual é a sua reação vendo o público jogando pessoalmente aqui na gamescom latam?
Max: É incrível! Eu vejo o público esperando na fila para experimentar o jogo e eles estão adorando. Eu não podia esperar por uma reação melhor. É muito legal e tocante ver pessoas de todas as idades jogando o game. Todos aqui na gamescom parecem estar gostando. Mesmo cheio de gente, todo mundo está feliz e aproveitando para conhecer não só Croak, mas outros jogos. Eu eralmente acho isso muito legal.
GB: Já existe uma data de lançamento para Croak? Ou ainda será necessário mexer mais algumas coisas? E há planos de lançá-lo para consoles?
Max: A ideia é lançá-lo ainda este ano, tudo isso depende das nossas parcerias e arrecadações. Se isso demorar um pouco, pode ser que ele entre em Early Access. Conversei com algums empresas aqui no Brasil, então vamos ver como fica essa parte dos consoles, mas com certeza farei meu melhor para que Croak esteja na maioria das plataformas. Começaremos pelo PC e depois vemos como isso se desenrola no futuro. Farei dessa minha missão (risos).
Agradecemos a WoodRunnerGames, Republic of Gamers e Theogames pela oportunidade.





