Impressões: Nitro Gen Omega é um RPG de turnos com mechas, e que tem potencial para ser excelente

A demonstração surpreende ao entregar um RPG estratégico com lutas cinematográficas em um mundo cartunesco inspirado em animes japoneses.

em 05/05/2026

Vagando pela lista de demos disponíveis no PlayStation 5, acabei me deparando com Nitro Gen Omega, um RPG de turnos no qual controlamos mechas com fortes inspirações em animes japoneses clássicos. Essa foi a combinação perfeita para o meu gosto; além disso, adianto que a demo cumpriu o papel de apresentar muito bem as principais mecânicas e quais são suas qualidades, mas também revelou alguns problemas que precisam ser arrumados antes do lançamento. 

Em um mundo em ruínas, surgem os “heróis”

A história é ambientada em um mundo futurista no qual a Terra foi dominada por uma inteligência artificial. Como consequência disso, os humanos têm que viver em torres gigantes acima do nível do solo, com o intuito de evitar os robôs que perambulam pelo solo caçando uma presa.


Nesse cenário, o jogo introduz o grupo de protagonistas que atuam como mercenários, aceitando trabalhos nas cidades. A equipe é composta por 5 membros customizados, podemos escolher aparência, nome e personalidade. Juntos, eles controlam um robô gigante, cada um é responsável por uma parte dele, igual a um megazord de Power Ranger.

No começo, achei que esse seria um daqueles casos nos quais a narrativa não é tão importante assim, mas me surpreendi com o gancho deixado no final da demo, e fiquei curioso para ver o desenrolar da trama na versão completa.


Também me surpreendi com a interação entre os membros do grupo. Mesmo com a customização, as personalidades deles são muito diferentes, criando diálogos interessantes, amizades e rivalidades no time. Essas relações afetam diretamente a gameplay.

Uma jogabilidade que lembra Power Rangers

Nitro Gen Omega é um RPG de turnos um pouco diferente do habitual; seu combate é dividido em duas etapas: a primeira é a do planejamento. Nesse momento, nós podemos escolher as ações que vamos querer realizar no turno, mas é necessário ter cuidado, já que cada ação aumenta a temperatura do robô. Caso ele sobreaqueça, vai ficar vulnerável.


A segunda etapa é a execução dessas ações; é nesse momento que o título mostra todo o charme de seus gráficos cartunescos. Cada animação dos pilotos e do mecha é muito bem animada e um deleite visual de assistir. 

Mais do que apenas bonito, os duelos também são muito estratégicos No começo, foi difícil me acostumar a essa dinâmica, já que muitas vezes minhas estratégias davam erradas e o inimigo acabava me causando muito dano, mas, conforme fui decorando a movimentação deles, as lutas se tornaram mais satisfatórias e ainda conseguiam ser muito desafiadoras, o que é excelente.


Além dos embates, também é necessário administrar os pilotos; eles possuem barra de fadiga e uma de saúde. Caso fiquem muito feridos, podem até abandonar o grupo. Todo esse gerenciamento ocorre dentro de uma nave que funciona como base principal. No local, também é possível fazer várias atividades para diminuir a fadiga e aumentar a relação dos pilotos, como praticar ioga e jogar simuladores de dança.

Mas eu não achei que esse sistema de amizade se manifestou muito bem nos embates, embora na teoria seja possível fazer ações extras com ele, como permitir que um piloto faça mais de uma ação por turno. Senti que a relação demorava muito para aumentar, o que fazia com que eu quase não utilizasse a mecânica. A rivalidade segue esse mesmo princípio, mas em vez de doar a vez para um colega, ele rouba a vez. Espero que no jogo completo eles mexam um pouco nesse sistema.

Um mundo inspirado em animes

Por fim, a obra possui um mundo relativamente grande, com várias áreas para explorar e algumas atividades para se fazer, como ajudar civis ou deter monstros, mas achei-as bem repetitivas na demonstração. Mesmo assim, outro destaque vai para os gráficos que, como já citados, são cartunescos. Graças a isso, o mundo se torna muito belo com artes lindas e criativas que se estendem aos personagens e inimigos.


Nas cidades, podemos conversar com NPCs comerciantes que vendem partes novas para o “megazord”. Um ótimo detalhe é que elas mudam sua aparência, permitindo ao jogador montar o seu robô de maneira “única”, e também podemos aceitar contratos como derrotar um número X de  inimigos, o que nos recompensa com bolinhas de gude, a moeda desse mundo.

Algo que senti foi que as atividades têm uma variedade muito baixa, o que torna bem repetitivo fazê-las. Talvez esse possa ser um problema capaz de deixar o combate enjoativo devido ao excesso de lutas constantes. Espero que elas sejam mais variadas no lançamento.

Um RPG por turnos com potencial para ser excelente


Nitro Gen Omega
deixou uma primeira impressão muito positiva, embora tenha alguns problemas nas atividades repetidas e o sistema de amizade não tenha fluído tão bem. Seus gráficos cartunescos, confrontos estratégicos e cenas cinematográficas são os elementos que consolidam essa impressão positiva. Agora é aguardar o lançamento completo para conseguir ver o desenrolar completo da história.

Revisão: Juliana Piombo dos Santos
Texto de impressões produzido com demonstração gratuita disponível no PS5, XSX E PC.

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Thiago da Silva e Silva
É um universitário se formando em engenharia na UFRRJ,apaixonado por jogos desde a infância, principalmente RPGs.
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