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Análise: Par for the Dungeon (PC) nos leva a uma aventura em meio a puzzles criativos

Use técnicas de golfe para atravessar obstáculos e salvar seu amado doguinho.


O tal do “joguinho de golfe” está se tornando uma rotina para mim. Só aqui no GameBlast já tive a oportunidade de falar sobre duas experiências diferentes com alguma relação a esse esporte: RPGolf Legends e Curse the Golf. Desta vez, exploraremos uma terceira abordagem que também se baseia no golfe, chamada Par for the Dungeon. Qual é o nosso objetivo? Resgatar nosso adorável cãozinho das garras de criaturas malignas.

Uma bola ao resgate de seu adorável cachorrinho

Cal e seu cachorro são amigos inseparáveis. A bolinha de golfe e seu cachorro estão aproveitando mais um belo dia quando criaturas malignas chamadas Bogeys sequestram o pet e o aprisionam. Isso leva o valente Cal a uma aventura para superar diversos desafios e se reunir com seu amado doguinho.

A premissa de Par for the Dungeon é auxiliar Cal a enfrentar mais de 100 desafios diferentes. Divididos em quatro mundos temáticos, devemos usar as regras básicas do golfe para guiar Cal até o buraco de cada cenário e avançar em sua jornada para salvar seu amigo de quatro patas dos horríveis Bogeys.


O objetivo do jogador, como no golfe, é levar Cal até o buraco com o menor número de jogadas possível. No entanto, o buraco só fica disponível para ser acertado após a derrota de todos os inimigos da área. Portanto, o jogador precisa aprimorar suas tacadas e ser o mais eficiente possível para derrotar os inimigos e acertar o buraco com o mínimo de movimentos.

Muitos dos inimigos estão estrategicamente posicionados ao longo da rota até o buraco, permitindo que, em alguns casos, apenas uma ou duas tacadas sejam necessárias para concluir um buraco. É empolgante e divertido descobrir as jogadas certas para resolver o quebra-cabeça de cada etapa, muitas vezes em uma só tentativa.

As regras do golfe que se aplicam no jogo resumem-se à movimentação de Cal por meio das tacadas que o fazem avançar e ao PAR, o número ideal de jogadas que o jogador pode fazer para levá-lo ao objetivo. Além disso, Par for the Dungeon possui suas próprias regras, como o uso de técnicas especiais que podem ser adquiridas por nosso amiguinho roliço para ajudá-lo a eliminar os inimigos e resolver os quebra-cabeças que o conduzirão ao buraco.


Durante uma fase, cada uma composta por três buracos, Cal pode coletar moedas pelo caminho, o que lhe permite adquirir apetrechos que o auxiliarão em sua missão de derrotar os inimigos e ser encaçapado. Esses apetrechos incluem arco e flechas, ganchos, bolas de fogo, espadas, armaduras para evitar sofrer algum dano e até luvas magnéticas que atraem objetos fora de seu alcance normal. O uso desses apetrechos não conta como jogadas, portanto, sempre que necessário, utilize-os para obter vantagem e até encontrar maneiras criativas de concluir uma nova etapa.

O desafio aumenta gradualmente à medida que avançamos no jogo, tornando nossa jogatina mais prazerosa ao mesmo tempo que nos desafia um pouco mais a cada nova área que jogamos. Concluindo cada buraco, ganhamos medalhas que, quando acumuladas em quantidade suficiente, desbloqueiam novos visuais para Cal. São muitos visuais, e essa é a motivação para que tentemos obtê-los e tenhamos uma grande variedade de trajes para a bolota.

Se o jogador cometer algum erro em uma jogada ou sentir que poderia ter agido de forma diferente, é permitido reiniciar o buraco uma vez para tentar novamente. A busca pela perfeição é o que nos guia em Par for the Dungeon, nos motivando a concluir todas as etapas de forma impecável e a completar o jogo.

Uma boa tacada no tédio

Como mencionei anteriormente, a principal motivação em Par for the Dungeon é completar o jogo obtendo todas as medalhas disponíveis em cada buraco. A obtenção de novos trajes é uma recompensa por alcançar essa meta e, uma vez concluída, o jogo não oferece muito mais para nos estimular a continuar jogando, como novos modos.

Com uma premissa simples e um desafio agradável, Par for the Dungeon proporciona uma experiência satisfatória. A jogabilidade é extremamente simples, exigindo apenas o uso do mouse. Basta clicar em Cal e arrastar o cursor na direção desejada, imitando o movimento de uma tacada, para lançar o herói na direção desejada.


Um aspecto em que o jogo poderia melhorar é a eficiência da câmera, que poderia ser mais ajustável para ajudar em situações em que o ponto que desejamos atingir não está bem visível ou que possamos girar o cenário para ver algo melhor. Apesar disso, foram raros os momentos em que a câmera não auxiliou, e consegui fazer boas jogadas mesmo com essa limitação.

No geral, a apresentação do jogo é simples, mas agradável. O estilo cartunesco tanto na parte visual quanto na sonora contribui para criar uma atmosfera divertida e agradável que nos convida a passar um bom tempo jogando.


Desfrutei de momentos agradáveis com o jogo e posso afirmar que é uma recomendação fácil para quem procura uma experiência casual, mas ainda desafiadora. Uma versão para celular seria uma adição bem-vinda no futuro, para que possamos desfrutar dessa diversão em qualquer lugar.

On the green!

Par for the Dungeon é divertido, cativante e oferece uma experiência agradável com uma premissa simples, mas desafiadora. A busca pela conclusão perfeita de cada buraco, obtendo todas as medalhas, é uma motivação interessante para os jogadores, proporcionando um senso de conquista à medida que progridem e ainda rendendo bons momentos de jogatina.

Prós

  • Apresentação cativante e divertida;
  • Jogabilidade extremamente simples e intuitiva;
  • Nível de desafio crescente de forma sutil;
  • Puzzles engenhosos e criativos que estimulam nossa astúcia.

Contras

  • A câmera possui controle limitado, sem uma opção para fixar ou rodear pelo cenário;
  • A obtenção de novos visuais é a única mecânica de recompensa do jogo;
  • Nenhum modo de jogo adicional, como cenários espelhados ou contra o relógio.
Par for the Dungeon — PC — Nota: 8.0
Revisão: Ives Boitano
Análise produzida com cópia digital cedida pela Sleeping Giant Games

Fã de Castlevania, Tetris e jogos de tabuleiro. Entusiasta da era 16-bit e joga PlayStation 2 até hoje. Jogador casual de muitos e hardcore em poucos. Nas redes sociais é conhecido como @XelaoHerege
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