Meus jogos favoritos de 2022 — Luan Gabriel

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.


O fim do ano chegou e tenho certeza que você também tem uma lista extensa de títulos que parecem incríveis nos quais ainda nem deu play. Em questão de lançamentos, 2022 trouxe uma quantidade generosa de grandes jogos. Ano que consagrou Elden Ring (Multi) como um clássico instantâneo e teve o retorno de sagas como Xenoblade Chronicles, Splatoon e God of War.


Mas chega de papinho. Como sou um novato da redação é a primeira vez que escrevo meus favoritos do ano. Você pode sentir falta de títulos como GOW: Ragnarök (PS4/PS5) e o próprio Xenoblade Chronicles 3 (Switch), mas não tive a chance de jogar tudo o que eu queria esse ano devido à faculdade (finalmente a formatura está à vista). Dito isso, sigamos em frente para os meus favoritos de 2022!

Destiny 2: A Bruxa-Rainha



Meu primeiro jogo do ano não poderia  ser outro. Destiny 2 (Multi) elevou o nível ao apresentar a sua mais nova expansão anual: A Bruxa-Rainha. A trama aprofundou a lore do jogo e de seus mitos mais antigos, envolvendo a misteriosa Savathun e adicionando  uma vibe investigativa à odisséia espacial do game. A adição de um novo destino, armas, raids, dungeons e de todos os novos conteúdos ajudaram a soprar vida nova à franquia depois de uma recepção morna em Além da Luz, DLC anterior do jogo.

Call of Duty: Modern Warfare 2



Sempre fui fã de COD, por mais “criminoso” que isso possa soar para alguns gamers. Call of Duty e Fifa acabam caindo no mesmo balaio de ódio dos “jogos que são a mesma coisa todo ano”. Confesso que havia anos que eu não gastava dinheiro algum com a franquia. Com a chegada de Warzone (Multi) em 2020, foi reacendida a chama do amor pelo FPS que formou uma geração.

Resolvi dar uma chance para o novo título e me surpreendi positivamente. Apesar de bem caro, o game é repleto de conteúdo diverso. A campanha tem uma pegada no estilo do filme “Sicario”, do diretor canadense Denis Villeneuve, e mistura a clássica trama de terrorismo internacional aos cartéis mexicanos. É seguro dizer que a Activision alcançou novos patamares com o trabalho dessa vez. O modo multiplayer não deixa a desejar e oferece a clássica experiência de “atirar e correr”. As novidades ficam por conta do Warzone 2.0 (Multi), que chegou poucas semanas depois do game juntamente com o modo DMZ, do qual já falamos aqui no GameBlast.

The Quarry



Desde que vi a apresentação de Until Dawn (PS4) na BGS de 2014, a Supermassive Games não sai do meu radar quando o foco é em jogos com histórias interativas. Desde o título de estreia da produtora no gênero, procuro um novo lançamento digno de seu patamar. Jogos como Man of Medan (Multi) e House of Ashes (Multi) da antologia Dark Pictures tentaram capturar o espírito de seu antecessor, mas fracassaram na minha opinião.

Foi só com The Quarry (Multi) que pude ter uma experiência semelhante à Until Dawn. O uso do clichê de terror adolescente, desta vez em um acampamento de verão, e a mistura com esoterismo e lobisomens criou uma combinação sangrenta e deliciosa para um grande jogo da empresa. É sempre aterrorizante se importar com personagens que podem morrer com qualquer deslize seu.

Pokémon Legends: Arceus



Não é novidade que a franquia Pokémon precisava inovar em seus lançamentos na área dos games. Há anos a marca aposta em tecnologias e práticas que parecem ser de uma década atrás. Desde gráficos até melhorias básicas na qualidade de vida de seus jogos. Mas Arceus finalmente dá o start que os monstrinhos de bolso precisavam para cruzar com novos ares em suas aventuras. O sistema de mundo semi-aberto, a captura descomplicada de pokémon e a câmera livre na hora de batalhar foram os pontos altos do game pra mim.

Sifu



Kung Fu junto de uma clássica história de vingança. Quer mais? Sifu (Multi) inicialmente não tinha capturado minha atenção. Imaginei todos os jogos com estilos de luta parecidos com a série Arkham do Batman, achando que poderia ser algo do gênero. Felizmente, estava completamente errado.  O sistema de batalha de Sifu é tão abrangente, elegante e complexo que você realmente se sente como um mestre das artes marciais a cada novo golpe, aprendizado e vitória conquistados. Sem falar do excelente sistema de envelhecimento a cada morte, o que dá um toque a mais em toda a experiência.

Victoria 3



Se política e sistemas econômicos já parecem complicados em um jogo digital, imagine na vida real. Victoria 3 (PC) é um perfeito simulador de caos e ódio. A população nunca está  satisfeita, os preços nunca se estabilizam e a qualquer descuido os radicais aplicam um golpe em você. É incrível! Por mais ameaçador e complexamente bizarro que as mecânicas do jogo sejam, há uma espécie de recompensa parecida com a de quando você derrota aquele chefão imbatível em um soulslike. A cada nova descoberta e aprendizado eu ficava mais viciado em tornar minha nação uma potência mundial. Foi a minha primeira experiência com jogos da Paradox e me diverti muito, mesmo com as adversidades.

Elden Ring



E finalmente chegamos ao maior (e melhor) jogo do ano. Como um fã de longa data da série Souls, incluindo Sekiro: Shadows Die Twice (Multi) e Bloodborne (PS4), ver este gênero tão específico receber uma evolução tão natural a seu estilo é realmente recompensador. 

Elevar todo o potencial da série, após anos de testes e descobertas, é algo único na indústria. Bebendo de fontes como Zelda: Breath of The Wild (Wii U/Switch) e até de jogos anteriores a esse, Elden Ring entrega a experiência definitiva de um soulslike, além de um dos melhores jogos de mundo-aberto já criados. Troque toda a fantasia e excitação ao ver um local ao horizonte de Hyrule pelo medo e a opressão de perceber ao longe que há um dragão de mais de 15 metros vindo em sua direção nas Terras Intermédias. É definitivamente algo como TES V: Skyrim (Multi), que fará com que os jogadores se aventurem várias vezes e descubram novos segredos e rotas ano após ano. Não inesperadamente, é também o GOTY de 2022. Merecidíssimo!

2023, here we go!



Agora que estou livre das amarras da faculdade, pretendo ficar em dia e jogar todos os grandes games que ficaram para trás neste ano. Sem perder, claro, os grandes lançamentos de 2023. Starfield, Zelda: Tears of The Kingdom e a mais nova DLC de Destiny 2: Queda da Luz já estão no meu radar de grandes lançamentos do próximo ano.

E para você, quais são os favoritos de 2022? Concorda com algum dos títulos que mencionei? Discorda? Deixe a gente saber qual a sua opinião nos comentários. Que venha 2023 com o melhor dessa arte que todos amamos!

Revisão: Juliana Piombo dos Santos

Redator publicitário em tempo integral e amante de games nas horas vagas. Provavelmente aprendi a segurar um controle mais rápido do que uma mamadeira. Cresci com os maiores clássicos da Big N como Zelda, Mario e Pokémon. Hoje aproveito os pequenos momentos de descanso da vida corrida para me perder em Hyrule, em uma Tóquio pós-apocalíptica ou em um mundo de encanadores e cogumelos.
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