Meus jogos favoritos de 2020 — Hadan F.

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.


 

Ah, este fatídico ano de 2020… Certamente deixará poucas boas lembranças à maioria das pessoas, sendo uma delas os bons lançamentos ocorridos neste final de geração. Reconhecidamente usufruí de poucos títulos disponibilizados no mercado na última temporada — que para minha sorte, foram maravilhosos. Por outro lado, tive a sorte ao ter em mãos jogos lançados anteriormente e que por muito tempo se limitaram somente à minha lista de desejos. Mas vamos ao que interessa!

1º. The Last of Us Part II (PS4)

Muita coisa foi dita sobre The Last of Us Part II, tanto no Blast quanto em outros portais e fóruns Internet afora — e certamente muitas outras o serão. Como um dos maiores exclusivos do ano, a Naughty Dog não apenas entregou um produto de altíssima qualidade (principalmente graças a seus funcionários que vergonhosamente ainda sofrem sob o crunch time imposto pela empresa), como apresentou um enredo tenso, quase excruciante — o que me deixou semanas “matutando” sobre tudo o que houve naquela história.



Quanto ao aspecto técnico, os sistemas de combate armado, físico e esquiva melhoraram consideravelmente. Visualmente está quase impecável, com um nível de detalhamento ambiental com poucos precedentes. A IA inimiga melhorou consideravelmente (tanto de humanos quanto dos infectados), o que aumentou consideravelmente o desafio se comparado com seu antecessor. No final das contas, The Last of Us Part II é um jogo mais do que recomendado, quase obrigatório aos amantes de boas histórias.

2º. Dreams (PS4)

Dreams, o “jogo-aplicativo” é um dos mais curiosos — e importantes — produtos concebidos a todos aqueles que se interessem em produzir não apenas jogos, como também curta-metragens, canções, cenários e personagens únicos, tudo a distância do DualShock 4 (ou do Move).



A despeito de algumas limitações materiais (como a inexistência de uma versão voltada à comercialização das criações), Dreams oferece uma gama de possibilidades aos criadores de conteúdo, permitindo inclusive a participação massiva da comunidade no conteúdo desenvolvido por todos os seus participantes. Tutoriais em vídeo com legenda e dublagem localizadas para o português brasileiro, explicitando em mínimos detalhes cada uma das ferramentas, são uma das melhores opções existentes no título — recheado com o carisma típico dos trabalhos desenvolvidos pela Media Molecule.

O forte deste ano foram os lançamentos menos recentes

A despeito das limitações para os lançamentos, 2020 me oportunizou experiências únicas em títulos que há muito enamorava, especialmente para o PS Vita:

  • Shakedown Hawaii (Multi)

Frenético, politicamente incorreto, lindos gráficos em 16 bits, divertido e com algumas das melhores características que indies em mundo aberto podem oferecer, Shakedown Hawaii foi adquirido no final de 2019, mas somente neste ano pude finalmente dar a atenção que o título merecia. A única falha é não possuir um troféu de platina para os consoles Sony.



No controle de três protagonistas — um chefão do crime, seu irmão e seu filho “que não quer nada com nada” —, o jogador terá de utilizar métodos muito questionáveis para reerguer seu império e fortuna, variando desde sátiras ao mundo real (como investir em empresas de jogos eletrônicos que vendem continues por DLC e distorcer informações prejudiciais de alimentos e bebidas para enganar o consumidor) a se embrenhar em florestas sul-americanas para garantir o fornecimento de matérias-prima a seus questionáveis “produtos naturais”.

  • Batman: Arkham Origins Blackgate (Vita/3DS)

Embora seja facilmente tido como o mais simplório jogo da série Arkham, Blackgate é um título divertido, visualmente bonito e, de longe, um dos mais divertidos jogos do Morcego que já tive o prazer de colocar as mãos. Como antagonistas, temos Mulher-Gato, Pinguim, Coringa e Máscara Negra, cada um exigindo um método diferente para ser vencido.



Embora o sistema de combate seja razoavelmente lento, é divertido. Além disso, há diversos puzzles para serem resolvidos (incluindo o combate contra chefes, que exigem mais perspicácia do jogador do que a pancadaria pura e simples), além de itens e armaduras desbloqueáveis.

  • Stardew Valley (Multi)

Este é um título que esteve em minha lista de desejos desde que foi lançado. Finalmente pude colocar minhas mãos nele e foi um título que me prendeu por semanas a fio. Seguindo mecânicas equivalentes aos antigos jogos da série Harvest Moon (especialmente as versões de SNES e GB), o jogador é colocado na pele de um jovem que herda uma fazenda de seu avô e se vê às voltas com as dificuldades sofridas pelo vilarejo que rodeia sua nova morada.



O título é basicamente um jogo “infinito” e com mecânicas que são comuns àqueles que já conhecem o jogo originalmente publicado pela Natsume. De criações de animais às mais diversas colheitas, passando pela pescaria e por atividades extras para auxiliar os aldeões, Stardew Valley é divertido, visualmente bonito e extremamente relaxante.

  • Ruiner (Multi)

Adoro cenários cyberpunk, dos livros aos jogos, e, a despeito do hype sobre o famigerado Cyberpunk 2077, me permiti finalmente explorar o que Ruiner tinha a oferecer. Altíssimo nível de violência, trilha sonora cativante, um divertido sistema de combate e enredo misterioso, este é um título recomendadíssimo não apenas para os fãs do subgênero, como também aos amantes de bons jogos de ação.

Revisão: Ives Boitano


Mineiro, apaixonado por livros, música, filmes, discussões, Magic: The Gathering e, claro, jogos eletrônicos.


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