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Análise: The Last of Us Part II (PS4) é uma história brutal sobre ódio e vingança

A Naughty Dog entrega um de seus mais ambiciosos trabalhos, com um jogo tecnicamente excelente e com uma história surpreendentemente emocionante.

Quando The Last of Us (PS3) foi revelado pela primeira vez em dezembro de 2011, a Naughty Dog prometeu que este jogo se tornaria uma redefinição do gênero. A forma como uma história deveria ser contada dentro de um jogo e como nossa interação dentro dele não ficaria limitada apenas a agir como jogadores, mas como espectadores, testemunhas daquela narrativa e das ações tomadas pelos personagens dentro daquele universo.




Lançado em junho de 2013 para o PlayStation 3, a promessa foi cumprida e The Last of Us se tornou o título que marcou o final da geração que já se preparava para receber o PlayStation 4.


Foram sete anos de espera para algo que até mesmo Neil Druckmann considerou ousado, quase um tabu. Em entrevistas durante o desenvolvimento da segunda parte, o diretor deixou claro que não retornaria ao mundo de The Last of Us se uma história realmente não precisasse ser contada. Chegou-se a um conceito inspirador que amadureceu e gerou a história que hoje conhecemos como The Last of Us Part II.
AVISO: a análise não revela spoilers sobre a narrativa e nem discute detalhes da história. Boa leitura!

Cinco anos depois

The Last of Us Part II se passa cinco anos depois dos eventos finais do primeiro jogo. Ellie está com 19 anos e vive em uma comunidade nos arredores de Jackson, Wyoming, no noroeste dos Estados Unidos. O assentamento é integrado por vários sobreviventes e a vida no local é próspera, apesar das circunstâncias. Infectados ainda são um problema no mundo e patrulhas são recorrentes para assegurar a segurança dos moradores contra eles e contra pessoas com más intenções.

Ellie está na flor da juventude, amadurecendo sua personalidade e querendo se mostrar mais independente. A relação com Joel se tornou delicada por conta dos acontecimentos que levaram o ex-contrabandista a fazer o que fez cinco anos atrás, na base dos Vaga-lumes no St. Mary’s Hospital em Salt Lake City, o que fez o fato se tornar um assunto extremamente delicado dentro da relação dos dois.

Mas a maré turbulenta do destino faz com que Ellie sofra uma experiência brutalmente violenta e traumática durante uma de suas patrulhas, e isto a faz sair da segurança de seu novo lar e partir em uma implacável busca por vingança. A principal questão que a história nos desperta a partir daí é: o quanto estamos dispostos a pagar, ou perder, para fazer nossa justiça?

Um mundo vasto, arruinado e impressionante

A jornada pessoal de Ellie a leva até a gigantesca e arruinada Seattle, Washington. O trabalho da Naughty Dog em reproduzir a cidade é assustadoramente impressionante. Casas, lojas, prédios públicos, sobrados, hotéis, teatros e arranha-céus de causar vertigem, todos arruinados e tomados pela natureza. Um deleite aos olhos e um convite para a exploração, tanto a pé ou a cavalo. Cada cômodo de uma casa, cada baia de um escritório, cada balcão de um comércio local atiça nossa imaginação, nos fazendo imaginar como era o mundo antes da pandemia.

A natureza se mostra implacável, tomando conta de tudo aquilo que não sofre mais com interferência humana. O mato toma conta de todos os lugares, tirando o contraste cinza de abandono de cada local. A água da chuva, que depois de anos sempre encontra um caminho para dentro das estruturas e fazendo o papel de som de fundo da maioria dos locais. Vidraças de balcões, vitrines e janelas podem ser quebradas, revelando novos caminhos e seu barulho usado como distração contra os inimigos.

O caminho pelo mundo não mais se resume apenas a trilhas, brechas, escadas e vãos. Com a adição da função de pulo, The Last of Us Part II acrescenta uma abordagem vertical dos locais que visitamos na arruinada metrópole. Um carro abandonado ou um contêiner de lixo se tornam, muitas vezes, o indicador de que aquele é o único caminho a seguir para adentrar ainda mais nas entranhas da arruinada Seattle. O uso de cabos e mangueiras como cordas em determinadas localidades também adicionam uma nova abordagem na exploração pela cidade.

A água também é companheira de Ellie durante sua jornada, não se limitando apenas a que vem do céu, com muitos momentos de chuva torrencial. Algumas seções da cidade se tornaram verdadeiras corredeiras intransponíveis a nado, sendo necessário o uso de um barco a motor para se locomover por grandes distâncias nas verdadeiras vias náuticas que passam por avenidas e praças.

As várias localidades com terreno acidentado e estruturas arruinadas também são cenário dos confrontos que podem ter inúmeras táticas adotadas por Ellie. Desde a colocação de armadilhas para atrair e matar inimigos, até o clássico esquema de atração e eliminação deles, um a um.

Seattle sangra

Ellie não é a única pessoa em Seattle. Em meio a sua jornada, ela cruzará o palco de uma violenta disputa territorial entre duas facções rivais:

Serafitas

Os cicatrizes, como são chamados pelos membros da facção rival, são um povo com hábitos rústicos. Vivem de forma rudimentar, em vilarejos e pequenos assentamentos em locais mais afastados do centro de Seattle. Tem como principal característica as marcas em seus rostos, o que sugere o apelido dado a eles. Possuem costumes tribalistas e são divididos em castas responsáveis, basicamente, por duas atividades: trabalhar nas vilas ou lutar fora delas, defendendo-as.

Marcam seus territórios de forma intimidadora, expondo os cadáveres de invasores enforcados e suas entranhas expostas, com o intuito de avisar que ninguém que não seja da tribo é bem-vindo, sendo considerado um pecador. Têm um alinhamento religioso, como um culto, onde endeusam uma mulher que chamam de “A Profetiza”.

Basicamente lutam usando armas de fogo menos tecnológicas, como rifles e espingardas. Também fazem uso de arco e flecha e a comunicação entre eles durante o combate se resume a assobios, impedindo que o inimigo saiba o que estão falando e planejando quando estão sob ataque.

WLF

O grupo Washington Liberation Front (WLF) — na versão brasileira a sigla foi traduzida como Washington na Luta pelo Futuro — é uma organização paramilitar integrada por antigos membros de forças militares da época pós-pandemia, o que inclui antigos membros dos Vaga-lumes. São extremamente organizados, como um verdadeiro exército.

São o grupo que melhor se estabeleceu dentro do território de Seattle, com várias bases espalhadas pela cidade recrutando novatos para auxiliar no combate pelo controle da metrópole arruinada. São tecnologicamente mais bem equipados, com armas mais potentes e poderosas, além de terem a sua disposição veículos e cães de caça, que podem sentir o faro de Ellie e se tornam um problema a mais para a garota durante o jogo. São chamados de lobos pela facção rival.

Há momentos em que Ellie se vê em meio ao fogo cruzado dos dois grupos e isso pode ser usado a seu favor, aproveitando que as baixas diminuam o risco de um combate direto dela com um dos membros de qualquer dos lados. Fugir também é uma válida e inteligente opção.

Cidade infestada

Claro, a infestação também é um problema em Seattle, trazendo antigos e novos problemas para o avanço de Ellie pela cidade. Os intimidadores corredores, os temíveis estaladores e os abomináveis baiacus ainda fazem parte da fauna maldita gerada pela pandemia. Mas o tempo de exposição excessiva aos esporos começou a render novos tipos de infectados que também não facilitam a vida de ninguém.

Os sorrateiros são um tipo bem ousado de infectado. São extremamente ágeis e, como o nome sugere, agem de forma sorrateira para atacar suas vítimas. São difíceis de ser detectados usando o modo de escuta e são velozes na hora de atacar e fugir quando se sentem acuados.

Os trôpegos são um tipo intermediário entre os mais leves, como os estaladores, e os mais pesados, como os baiacus. São verdadeiros brutamontes que podem atacar realizando investidas e, ao se aproximar, expelem esporos ácidos que causam queimadura com o tempo. Derrotá-los a curta distância também não é a melhor das abordagens, pois ao morrer eles causam uma última explosão tóxica que pode ser fatal.

Apesar das rivalidades entre diferentes facções e organizações que surgiram no mundo pós-pandêmico de The Last of Us Part II, os infectados são uma ameaça em comum.

Sendo criativo, eficiente e eficaz

O cerne da jogabilidade de The Last of Us Part II está mais refinado e detalhado, trazendo melhorias e novidades na forma como Ellie luta e cria equipamentos para seu arsenal. As clássicas armas que a ajudaram a sobreviver durante a viagem pelo país cinco anos antes estão de volta: a pistola, o rifle e um arco e flechas. Ela também faz uso de uma faca para abates furtivos e nos combates corpo a corpo Ellie pode executar um comando de esquiva que a auxilia quando sua última opção é ter que resolver um conflito “no braço”.

A gestão do inventário continua sendo o mais importante para o progresso de Ellie no jogo. Com a imensidão dos cenários criados pela Naughty Dog, cada tempo gasto entrando em uma estrutura abandonada é certeza de recompensar o jogador com fragmentos de recursos, usados para a confecção de kits de primeiros socorros, bombas para usar em ataque direto, e também para criar armadilhas para os inimigos.

A novidade mais interessante é a possibilidade de criar silenciadores para a pistola, dando a Ellie uma opção a mais para as abordagens silenciosas e sorrateiras. E por falar em agir sorrateiramente, o cenário agora conta com locais com gramados mais altos, permitindo que Ellie possa se movimentar usando o relevo como camuflagem, seja agachada ou mesmo se arrastando pelo chão, a la Solid Snake, para surpreender inimigos com abates furtivos e silenciosos usando sua faca.

Mas se uma abordagem furtiva for mal sucedida, com um segundo inimigo aparecendo de repente, Ellie tem a opção de usar seu refém como escudo humano por um breve período de tempo enquanto ataca para que o jogador pense em sua próxima ação e não permaneça exposta ao perigo iminente. O uso do terreno a seu favor é essencial para ser bem sucedido quando sua única opção é atacar, abrindo espaço para improvisos interessantes.

Quando se escolhe combater, é importante ter em mente que os recursos são sempre escassos. Como disse Joel uma vez: “… faça os tiros valerem a pena”, então quando se resolve atacar um inimigo, um único tiro na cabeça é suficiente. Algumas armas podem ter munições customizadas fabricadas, mas no geral, a gestão do inventário continua sendo fundamental para o progresso de Ellie dentro de Seattle. Na dúvida, uma opção interessante é deixar para fabricar os itens na hora que realmente precisar, evitando fazer um estoque desnecessário e usando recursos que podem ser úteis para fabricar outro equipamento.

Ellie também faz uso de manuais de sobrevivência que ensinam novas técnicas que são desbloqueadas para serem desenvolvidas com o uso dos suplementos, fazendo com que ela seja mais eficiente na fabricação de itens, mais ágil na hora de usá-los e mais eficiente em abordagens sorrateiras, como se arrastar mais rápido pelo chão, aumentar a percepção no modo de escuta e abater com mais rapidez inimigos humanos e infectados.

Melhorias nas armas de Ellie agora são mais frequentes e visíveis. Ao encontrar bancadas para fazer melhoramentos de suas armas com peças encontradas pelo mundo, toda melhoria feita no arsenal de Ellie fica visível, destacando o que foi feito com a arma. Ao adicionar uma mira ao rifle, esta adição ficará visível de forma permanente no jogo.

Riqueza em todos os detalhes

A Naughty Dog mostrou um primor imenso nos detalhes em The Last of Us Part II. É possível ver a dedicação da equipe na disposição e na movimentação das folhagens, na alteração da direção das gotas da chuva pelo vento, nas expressões faciais dos personagens durante todo o tempo e até no ritmo da respiração de Ellie nos momentos de correria da garota.

O potencial do PlayStation 4 é levado ao extremo com a engenharia empregada na construção do mundo do jogo sem comprometer a experiência do jogador com carregamentos, travamentos e performance em geral do título. O corte entre cutscenes e gameplay não existe. Tudo é executado em tempo real. Em alguns momentos eu estava tão entretido assistindo o que estava acontecendo que quando o comando voltou para minha mão eu não percebi.

A campanha é consideravelmente longa, não revelarei o quanto, mas posso dizer que dura bem mais que o primeiro jogo. Eu joguei no nível difícil e achei o desafio justo, sem momentos impossíveis que podem ser apresentados nos níveis de dificuldade mais elevados. Só me dei conta de quanto tempo já havia passado quando cheguei na metade. A experiência cinematográfica proporcionada pela Naughty Dog não deixa o jogo ficar maçante ou desinteressante em momento algum, nos fazendo perder totalmente a noção de tempo.

Alguns easter eggs também estão presentes, além do PSVITA que muitos já viram no vídeo na edição dedicada do State of Play. Alguns deles ligados diretamente à Sony, mas boa parte dos que vi relacionados com cinema, música e outras coisas do nosso cotidiano da vida real. A aquisição dos troféus se tornou mais amigável, e um dos motivos é a ausência de atividades exaustivas como as campanhas multiplayer do primeiro jogo.

E veja bem, o fato de estar mais amigável, não significa que esteja fácil. Alguns deles exigem, no mínimo, que o jogo seja jogado uma segunda vez, principalmente para completar a lista de colecionáveis.

A trilha sonora conta novamente com o talento do premiado músico argentino Gustavo Santaolalla. As cenas com foco na relação dos personagens ganham uma intensidade maior com as cordas de Gustavo ao fundo, dando um tom mais intimista e reflexivo em vários momentos importantes da história.


A atuação dos personagens, assim como no primeiro título, é impecável. Desta vez o protagonismo é de Ellie, interpretada novamente por Ashley Johnson, que aqui mostra um dos trabalhos mais intensos de sua carreira. No Brasil, o que era uma preocupação para mim por causa da performance mediana no primeiro jogo, felizmente foi superada no excelente trabalho de localização com o retorno de Luiza Caspary no papel de Ellie.

O trabalho dela e do elenco composto por grandes nomes da dublagem nacional, como Luiz Carlos Persy, Clécio Souto, Raphael Rossatto e muitos outros talentos na versão brasileira do game está excepcional, fazendo que The Last of Us Part II seja um dos melhores trabalhos da dublagem brasileira nos games.

Outro ponto que merece destaque, e elogios, para a Naughty Dog são as funções de acessibilidade disponíveis no jogo. Uma imensa gama de opções visuais, sonoras e de customização de controles visam tornar o jogo acessível para pessoas que possuem algum tipo de dificuldade ou deficiência que compromete sua visão, audição ou coordenação motora. Com a ativação das opções certas, não duvido que até mesmo uma pessoa totalmente cega seja capaz de jogar The Last of Us Part II. Um exemplo a ser seguido para tornar os videogames cada vez mais acessíveis.

Eu me emocionei, de verdade

Mas como estamos lidando aqui com um título da Naughty Dog, não posso deixar de mencionar a experiência narrativa do game – calma, sem spoilers aqui – que, como disse no início desta análise, não quer que sejamos apenas jogadores, mas espectadores da história que está sendo contada na tela. Confidentes dos segredos e testemunhas dos fatos. E confesso que a última vez que fiquei com emoções a flor da pele ao terminar um jogo, foi quando terminei Uncharted 4: A Thief’s End (PS4) em 2016.

Fazendo um paralelo com o fim da história de Nathan Drake, no final de Uncharted 4 eu fiquei feliz com o que vi, com o caminho que os personagens escolheram. Criei afeto e carinho por muitos deles. Você não os chama de “o herói”, “a mocinha”, “velho do charuto”. Você cria um vínculo intimista com cada um, chamando-os pelos nomes e apelidos: Nathan, Helena, Sully.

Com The Last of Us é a mesma coisa. Você não chama Joel e Ellie de “o cara do The Last of Us” e a “menininha do The Last of Us”. Você os chama pelos nomes. O nível de intimidade que a Naughty Dog cria dos personagens com seus jogadores, com seus espectadores, é algo que poucos jogos conseguem fazer. Eu fiquei feliz com o final de Uncharted 4. Mas e com The Last of Us Part II?

A história possui atos com uma narrativa bem densa e cenas com uma carga dramática enorme, que me fizeram parar de jogar por alguns momentos, simplesmente para pensar nos motivos que levaram a história a chegar naquele ponto. Neil Druckmann disse uma vez, semanas antes do lançamento do game, que deveríamos nos colocar no lugar de Ellie. Eu comprei essa ideia e isso me fez ter um nível de imersão maior dentro daquela história.

Reviravoltas, tramas secundárias, e até personagens que não esperava que fossem tão bons tomaram minha atenção e me fizeram até rever meu alinhamento com outros que eu já conhecia e com os que debutaram na parte II. No final, meu sentimento foi de tristeza. Não pelo fato de um jogo tão bom ter chegado ao fim, mas pelo desfecho da história e de tudo que aconteceu até o “grand finale”.

O jogo que definirá esta geração?

Eu acredito que sim. E os concorrentes a jogo do ano que se preparem, pois temos aqui um candidato extremamente forte para o título em 2020. Mas quero lembrar também o contexto do desenvolvimento de The Last of Us Part II, com atrasos, adiamentos por conta da pandemia, os vazamentos que prejudicaram a divulgação e nossa situação real no mundo hoje. Neil Druckmann está nos mostrando que a ficção de seu jogo é mais real do que nunca se deixarmos de acreditar no que realmente vale a pena, que é cuidar uns dos outros.

É um jogo que merece ser vivenciado e lembrado no futuro, não apenas pelo impacto que causa, mas pelas nuances de verdade que identificamos nesta história do mundo que acabou. Você sente o carinho e a segurança que os personagens sentem uns pelos outros quando estão juntos e lutando por algo em comum em cenas emocionantes entre Ellie e os que estão a sua volta. Algo que estamos deixando de lado no momento que mais precisamos, e essa é uma das coisas que guardarei da minha experiência com o game.

The Last of Us Part II é uma história de vingança e o sentimento de ódio e seu alicerce é fomentado por violência e os valores do ser humano em um mundo que luta para sobreviver de si mesmos. Outros sentimentos igualmente fortes também sustentam esta intensa narrativa como o medo, a obsessão e a misericórdia. No final, durante os créditos, refleti se tudo aquilo que aconteceu realmente valeu a pena, dado o desfecho que assisti. Pensei por alguns minutos sobre tudo o que aconteceu, respondi para mim mesmo, senti um gosto amargo de tristeza e chorei em silêncio.

Prós

  • Narrativa intensa e emocionante, com personagens e reviravoltas que deixam a história cada vez mais interessante;
  • Primor técnico em gráficos e som, sem comprometimento da performance;
  • Funções de acessibilidade com muitas opções para auxiliar pessoas com alguma dificuldade ou deficiência visual, auditiva ou motora;
  • Áreas imensas sempre recompensam o jogador ao serem exploradas;
  • Novos elementos de gameplay (fabricação de itens e munições, técnicas de camuflagem, uso de cordas e esquivas no combate corpo a corpo) adicionam uma nova dinâmica de jogo dentro do universo de The Last of Us;
  • Novos inimigos e territórios dos confrontos, tanto das facções quanto dos novos tipos de infectados, adicionam um grau de desafio excelente;
  • Obtenção de troféus está mais amigável para todos os tipos de jogadores;
  • Excelente localização para o idioma Português Brasileiro, composto por grandes talentos nacionais e direção competente.

Contras

  • Aproveitamento raso de alguns personagens que poderiam ter se destacado mais.
The Last of Us Part II – PS4 – Nota: 10
Análise feita com cópia digital cedida pela Sony Interactive Entertainment

Tecnólogo em Gestão Ambiental, produtor do BlastCast e sincero até demais. Jogador casual de muitos e hardcore em poucos. Adora jogos multiplayer que causam discórdia e fogo no parquinho. @XelaoHerege


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