The Last of Us Part II (PS4): roteirista revela cenas e ideias deletadas da versão final do jogo

Jogo foi lançado em 19 de junho para PlayStation 4.

Aviso de spoilers: o post abaixo relacionado a The Last of Us Part II contém informações referentes a história do jogo, bem como de seu antecessor.
Em entrevista exclusiva ao Washington Post, a roteirista de The Last of Us Part II, Halley Gross revelou novos detalhes da história do game, bem como algumas ideias e cenas que foram deletadas da versão final do título.

A morte de Esther

De acordo com a roteirista Halley Gross, Joel teria se relacionado com uma mulher chamada Esther, personagem que foi mencionada pela primeira vez em um evento de 2014. Durante uma performance teatral de The Last of Us, onde várias cenas do jogo original foram interpretadas pelos atores Troy Baker e Ashley Johnson, houve um epílogo deletado em específico que menciona esta personagem que se relacionou com Joel, embora ela nunca tenha sido vista ou citada em ambos os jogos.
"Escrevemos tantas cenas que não entraram nesse jogo. Joel tinha uma namorada no conceito original. O nome dela era Esther".
Halley revelou que havia um script de The Last of Us Part II na qual os jogadores seriam apresentados a Esther em um flashback jogável encontrado em cerca de sete a oito horas de jogo. Tanto Halley como Neil Druckman consideraram visitar Esther com Ellie e Joel em uma cidade a duas horas de distância de Jackson, mas ao chegarem ao local, o prédio da mulher estava tomado por infectados e dentro dele Esther havia sido mordida. Para tentar resolver a situação, Joel manda Ellie buscar um copo de água em um rio próximo e quando a personagem chega ouve um estrondo que seria a morte da mulher. Segundo Halley, Ellie não saberia se Esther se matou ou Joel a teria matado, e esta fica profundamente perturbada com a brutalidade fria da situação, pois lembra a morte de sua melhor amiga Riley. A cena também tocaria em seu ressentimento em relação a Joel, desencadeando uma conversa franca entre eles sobre a culpa de sua sobrevivência. Ellie teria dito algo como: "Se houvesse uma cura, não estaríamos aqui", um aceno ao fim do primeiro jogo, onde Joel salva Ellie ao invés de sacrificá-la para acabar com o vírus. Ao final de tudo, os dois adultos estavam tomando uma decisão para proteger Ellie.
"A cena foi descartada porque não tivemos tempo para estabelecer Esther na narrativa. Os jogadores não teriam tempo suficiente para se relacionar com a personagem antes de sua morte. Havia também uma carta de amor de Esther na casa de Joel, mas também foi removido do produto final", contou Halley.

Cena da dança e a ex-namorada de Ellie

The Last of Us Part II também teve personagens deletados, incluindo a ex-namorada de Ellie chamada Cat, uma mulher asiática cheia de tatuagens. Foi ela que insiste para Ellie fazer a tatuagem de seu antebraço. De acordo com Halley, houve um ponto no desenvolvimento do jogo em que Cat seria apresentada como um personagem com o qual o jogador poderia interagir durante a dança - cena importante em que Ellie e Dina compartilham um beijo. A cena em questão era para ser uma seção jogável, sendo que um layout inteiro foi construído para que Ellie poderia explorar Jackson (a pequena cidade). Ellie é introvertida, então antes da dança com Dina, a protagonista bebe e poderia interagir com Cat que fica em um canto fumando. Entretanto, ter essas cenas interativas antes das cinemáticas parou de fazer sentido, porque cenas deste tipo eram um contexto imperativo para o final.
"Nossos designers criaram essas interações incríveis, onde poderia misturar bebidas e fingir ser um Clicker pela cidade e perseguir crianças utilizando o modo escuta. Foi tão engraçado. Mas foi tudo cortado, pois essas ideias não estavam progredindo. Foi uma construção muito legal, mas a cena do beijo rondou todo o desenvolvimento do jogo".
 The Last of Us Part II está disponível para PlayStation 4.


É estudante de Computação com aspirações em Cinema e além de games, escreve sobre sonhos, amor e esperança. Acredita que os videogames, cujas narrativas, trilhas sonoras e ambientações encantam, possam levar leveza à vida das pessoas, ao ponto de que, um dia, lhes façam rir de tristeza e chorar de alegria.


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