Meus jogos favoritos de 2019 — Pedro Pinto Albuquerque

Os redatores do GameBlast falam sobre os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.


A tônica de 2019 foi a palavra conclusão. Esse ano fecha mais uma década, e na cultura pop vimos alguns grandes encerramentos, seja no universo dos heróis com Vingadores Ultimato, nas guerras espaciais com o último Star Wars, e até mesmo teve fim os grandes mistérios que envolviam Death Stranding. Porém, todos esses fechamentos criaram o caminho para que próximo ano seja antagônico ao atual: um ano de novos consoles, novas franquias, e, de novo, o ínicio de um ciclo de descobertas. Mas antes, vamos revistar alguns jogos que me marcaram em 2019, e que em alguns casos colocaram um breve ponto final em suas histórias.


Resident Evil 2 Remake


Começando em ordem cronológica e por um dos jogos que mais apareceu nas retrospectivas, Resident Evil 2 Remake me deu a oportunidade de terminar uma aventura que comecei há muito tempo no meu Nintendo 64. Esse jogo mostra muito bem que ritmo é um dos pilares de um bom gameplay, pois apesar de nos prender em um ambiente assustador, com um perigo a cada porta e com o Mr. X não dando espaço para relaxar, a cadência com que desafios e novas áreas são apresentadas, me fizeram voltar várias vezes para os corredores da delegacia de Raccoon City. Uma dos poucos defeitos que me incomodaram foi a forma como não mesclaram bem as duas perspectivas da narrativa, quebrando um pouco a minha imersão. Mesmo assim, todas as qualidades do título fazem dele um jogo obrigatório para qualquer fã de zumbis e de uma boa experiência single player.

Devil May Cry 5


A Capcom colocou o início de 2019 debaixo do braço e ficou com ele, e Devil May Cry 5 foi pra mim o melhor lançamento da empresa esse ano. Esse título proporciona uma experiência pura de um ótimo hack’n slash, que foca no que ele deve executar bem feito para entregar o melhor jogo da franquia na minha opinião. A jogabilidade, apesar de não ter inovações, é viciante de tão responsiva, rápida e ritmada, transformando cada embate com os inimigos em um espetáculo interativo. E para não deixar o jogo ficar repetitivo, cada um dos três personagens jogáveis apresentam variações em seus estilos de combate e até mesmo de level design. E para amarrar todo esse pacote, tem o que deve ser por um tempo o encerramento da história, que é bem contada, e me prendeu como uma boa série faz, criando sempre uma boa expectativa para a próxima fase.

Mortal Kombat 11


Fazia tempo que eu não jogava um jogo de luta, apesar de ter alguns bons títulos saindo nos últimos anos — Mortal Kombat 10 era minha mais recente experiência. E em abril, para a minha sorte, Mortal Kombat 11 era lançado e foi com ele que eu passei mais um tempo nos jogos de luta. Eu confesso que não sou conhecedor das nuances que a jogabilidade apresenta, mas isso foi muito bom para mim, pois mesmo sem querer me aprofundar muito eu pude aproveitar e me divertir bastante com o jogo, que faz um bom trabalho de apresentar as especificidades para aqueles mais estudiosos. E eu como um fã de narrativas e campanhas single player, gostei muito do modo história que tem alguns momentos épicos e dramáticos, e também fecha por tempo indeterminado a história que vinha se desenvolvendo desde Mortal Kombat 9.

Yakuza Kiwami 2


Tá bom, esse jogo aqui não foi lançado esse ano, mas eu pude finalmente jogar ele no PC por meio do port que saiu em 2019. Yakuza Kiwami 2, é o remake do segundo episódio da série Yakuza, um beat ’em up de mundo aberto ambientado no Japão atual. Essa versão é basicamente um novo jogo, pois pegaram todo o conhecimento e as inovações acumuladas desde 2005, com o lançamento do primeiro jogo, e aplicaram em cima do segundo episódio. Em comparação com a obra original, apenas a história permaneceu igual enquanto todo o sistema de combate e interação com o mundo aberto foi modernizada. Eu confesso que talvez o jogo se arraste um pouco para quem for novato na franquia, mas para mim, como um fã que está acompanhando a tempo suficiente para andar em Kamurocho sem mapa, o título oferece mais uma ótima experiência na pele do dragão de dojima.

The Legend Of Zelda: Link's Awakening


No meio do ano eu comprei o meu Switch, e após jogos os obrigatórios Super Mario Odyssey e The Legend Of Zelda: Breath Of The Wild, eu queria conferir o jogo mais fofo que eu já tinha visto. Sendo bem racional, tirando a parte gráfica que é maravilhosamente bonita e para mim algo poucas vezes visto, o título não traz nada de muito novo em comparação aos outros títulos. Porém, isso é válido para aqueles que experimentaram os jogos mais antigos, para mim que já havia jogado os clássicos mas nunca zerado, tudo parecia novo. É muito interessante observar como tudo é uma descoberta, uma nova dungeon, uma nova habilidade que modifica o gameplay, é sempre a expectativa de como é o próximo desafio. Para não ficar só na parte boa, as dungeons me cansaram perto do fim do jogo por justamente ir contra essa ideia de ter algo novo a cada próximo obstáculo e começarem a oferecer os mesmos desafios. Mas se você tem a oportunidade de jogar, pode ir com certeza que a ilha de Koholint lhe espera em seus sonhos.

Luigi's Mansion 3


Para fechar o bloco do Nintendo Switch, em outubro foi a vez do irmão do Mario brilhar aqui na tela do meu videogame. Eu só havia jogado o primeiro da franquia que saiu há muito tempo para o GameCube, e ao voltar para mais um jogo percebi que o Luigi continua o mesmo covarde adorável. O título conseguiu me divertir desde a cena inicial até o último segundo da cutscene final por dois motivos. Primeiro pois tem o dna da Nintendo de criar experiências que cativam pela senso de progressão, inovação constante e descoberta do desconhecido, e segundo pois foi um dos poucos jogos que me fez rir de fato. É impressionante o cuidado que se teve com cada detalhe no cenário, como os objetos que interagem entre si, e principalmente na animação dos personagens. Jogar Luigi’s Mansion 3, por vezes, me fez pensar que estava jogando o mais novo filme da Pixar.

Star Wars Jedi: Fallen Order


Quando os primeiros trailers de gameplay de Star Wars Jedi: Fallen Order apareceram, passou pela minha cabeça que esse jogo seria só uma colagem de vários aspectos retirados de outros títulos que já tinha visto antes. E realmente o jogo é isso, porém ele é executado bem o suficiente para que tudo funcione de forma coerente, e que a mitologia do universo de Star Wars seja um elemento presente e bem aproveitado no gameplay. O que mais me surpreendeu foi o aspecto do combate, que lembra muito o goty desse ano, Sekiro Shadows Die Twice, por ter um ritmo mais cadenciado e estratégico, ao mesmo tempo que é mais ágil do que é apresentado em Dark Souls. E isso, assim como as outras peças de gameplay dessa colagem, é coerente com a narrativa na qual é apresentado um Jedi que precisa se reconectar com a força e reaprender muito do que o foi ensinado, pois coloca o jogador em um processo de aprendizado a cada nova derrota.

Esses jogos foram os jogos que eu mais gostei de jogar e fechar deste ano. Os do Nintendo Switch que evocaram um sentimento de nostalgia dos meus primeiros contatos com videogames, e os outros que continuaram e de alguma forma fecharam grandes franquias que eu sou fã. 

Revisão: Farley Santos


Escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.


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