Hands-on

Legends of Runeterra (Multi) tem universo rico para explorar e se destacar entre os card games

Testamos o novo jogo da Riot Games e não é exagero dizer que Legends of Runeterra vem muito forte para ser um dos principais card games do mercado.



Durante a transmissão que comemorou o aniversário de 10 anos de League of Legends, a Riot Games revelou que atualmente está trabalhando em cinco novos jogos. Entre esses projetos, está Legends of Runeterra, card game que teve sessões de testes no evento que o estúdio realizou em São Paulo, na última terça (15). O GameBlast pôde experimentá-lo e trazemos aqui nossas primeiras impressões.


Bastam poucos minutos para perceber que o título tem imenso potencial para atrair dois públicos distintos: quem está familiarizado com o gênero e busca novidades, e aqueles que ainda não têm muita experiência com as cartas, mas acompanham o universo de LoL. No meu caso, estou no segundo grupo e precisei apenas de rápida passada pelo tutorial para entender os conceitos básicos e desafiar a inteligência artificial.

Na versão que joguei, o tutorial era bastante longo, no entanto, completamente opcional, ou seja, eu poderia fazê-lo inteiro, apenas alguma parte ou simplesmente ignorá-lo. O aprendizado se torna interessante pela maneira como é conduzido: rostos familiares dos campeões são os responsáveis por explicar o passo a passo. Uma disputa entre Jinx e Ezreal acontecia no trecho que acompanhei.
Uma das ilustrações das cartas


Enquanto absorvia os ensinamentos, me chamou bastante a atenção o visual extremamente caprichado. Cada carta conta com estampas muito bem trabalhadas — dando vontade de colecionar versões físicas —, além de imagens dos personagens que aparecem ora ou outra na tela, com visual um tanto quanto diferente. Somado a tudo isso, ainda existem animações bem interessantes quando algum movimento especial é utilizado ou se a carta sobe de nível.

Seja o Super Mega Míssil da Morte! da Jinx saindo do centro da arena e vindo na direção do jogador, ou o Darius usando o Apreender para trazer a tela mais para perto enquanto sua carta evolui, a vontade era de ficar alternando entre os diferentes decks para conferir cada uma das animações. Com todo esse apelo estético, será difícil não atrair os invocadores de Summoner's Rift, nem que seja somente pelo tempo de apreciar a parte visual de Legends of Runeterra.

Se engana quem imagina que o esforço da equipe de desenvolvimento se concentrou somente na embalagem e deixou o conteúdo de lado, o gameplay é bastante gentil com os iniciantes, mas também permite a criação de estratégias que dão vantagem para os veteranos. Enquanto na minha primeira partida eu fui amassado pela inteligência artificial, na segunda já era capaz de encará-la de igual para igual e sair com a vitória.
Algumas das cartas do game
O baralho é composto de 46 cartas, sendo que dessas seis são de campeões e as restantes normais (feitiços e aliados). Para montar o deck, o jogador pode escolher entre duas facções das seis disponíveis, o que significa que se você tiver cartas de Ionia ou Piltover e Zaun (tratadas no game como facção única), não poderá contar com alguém de Demacia ou Freljord, por exemplo. Definida a composição, é o momento de começar o duelo.

Para colocar as cartas em jogo, é preciso gastar determinada quantidade de mana — que vai se regenerando conforme os turnos se sucedem. O número de mana necessário varia de acordo com o poder da carta, ou seja, quanto mais forte, mais mana será gasta. Outras informações presentes nas cartas são seus pontos de ataque, vida e detalhes de movimentos especiais que podem ser ativados.

Já nas cartas dos campeões, o texto traz informações sobre como evoluir o personagem para deixá-lo mais forte e receber alguns bônus. O game funciona em turnos, com um jogador atacando e o outro defendendo. Caso a investida do adversário não seja respondida adequadamente, ele conseguirá atingir diretamente o seu Nexus. Vence aquele que zerar primeiro os 20 pontos de vida do adversário.
Jogadas acontecem por turnos


Como Legends of Runeterra será free-to-play, uma de minhas preocupações estava relacionada em como o jogo poderia abusar de microtransações, beneficiando quem está disposto a investir mais dinheiro. Porém, a demonstração me passou a impressão de que terá vantagem aquele que mais passar tempo com o game. Ao final de cada partida, são somados pontos que dão acesso a novas cartas.

Outro método de conquistar aquela carta específica que falta para completar o deck é por meio dos coringas, que podem ser transformados em qualquer carta. Um número limitado desse item é disponibilizado semanalmente na loja do jogo. De acordo com a Riot Games, em Legends of Runeterra o jogador nunca pagará por pacotes aleatórios, mas sim terá diferentes maneiras de conseguir montar seus baralhos.
Sistema de recompensas


Com dinheiro real, será possível adquirir tabuleiros e mascotes variados — que ficam nos cantos da tela. Essa mecânica é bastante parecida com o que acontece atualmente no League of Legends, em que conseguimos liberar todos os campeões apenas jogando e o investimento financeiro é obrigatório somente se temos vontade de comprar skins.

Com a breve experiência que tive, somada as promessas de que o game não será pay-to-win, consigo afirmar sem exagero que Legends of Runeterra vem muito forte para ser um dos principais card games do mercado.

O game será lançado em 2020 para PC e dispositivos móveis (iOS e Android). No site oficial, já é possível fazer o pré-cadastro para ter acesso ao beta.

É jornalista e obcecado por games (não necessariamente nessa ordem). Seu vício começou com uma primeira dose de Super Mario World e, desde então, não consegue mais ficar muito tempo sem se aventurar em um bom jogo. Diretor de Redação do Nintendo Blast.

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