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Entrevista

Entrevista: Felipe Costa designer da Bad Minions, produtora de jogos indie

Entrevistamos Felipe Costa, designer da produtora de jogos indie Bad Minions

O GameBlast entrevistou o designer Felipe Costa, que contou um pouco sobre sua história e sua formação. Como se enveredou para a produção de jogos indie e como criou, junto com seus sócios, a Produtora Bad Minions.


Felipe também falou sobre o atual trabalho da Bad Minions, o jogo Alkimya, falando de toda sua mecânica e como vai funcionar o jogo. Bem como de sua perspectiva quanto ao mercado de produção de jogos.

GameBlast: Felipe, desde criança você já tinha um dom incrível de desenhar. O quanto este dom contribuiu para você se tornar um game designer?

Felipe Costa: Primeiramente gostaria de agradecer pela oportunidade de poder participar desta entrevista. No meu caso me ajudou muito principalmente na parte de Texturização e não o desenho propriamente dito. Hoje minha especialidade é principalmente 3D na construção e criação de cenários, desde sua concepção inicial até a criação de objetos, modelagem e texturização, efeitos e composição. Então neste caso como eu adquiri conceitos de pintura, replicar isso para o 3D foi bem mais fácil, tendo que de fato ir atrás de aprender mais a parte técnica e como os softwares Autodesk Maya, Z Brush e Photoshop funcionam, que são os softwares que utilizo hoje.

GameBlast: Você participou de um curta animado belíssimo. Como foi o seu trabalho nele?

Felipe Costa: O Curta “The Wind” foi muito mais uma oportunidade que tive na época de poder criar um portifólio, mas na realidade do meu ponto de vista não foi algo tão planejado visto que foi um convite feito por um amigo para ajudá-lo no seu trabalho final de TCC. Mas trabalhar no Curta me rendeu muitos frutos, como ser premiado no ANIMASERRA no Rio de Janeiro em 2009 como Melhor Curta Animado, além disso foi praticamente o projeto que me fez entrar de vez no desenvolvimento de Jogos, pois foi crucial para que me selecionassem para uma vaga de emprego em uma empresa de Jogos daqui de Brasília. Além disso tudo, foi uma grande e ótima experiência, neste caso específico minha responsabilidade era colorir os frames da animação.


GameBlast: Você primeiro se formou em biologia. Como foi essa mudança de carreira e como foi essa transição de biólogo formado para game designer?

Felipe Costa: Minha busca por especialidades na Biologia me levou a estagiar com Microbiologia, especificamente em Biologia Molecular e sequenciamento genético, trabalhei por mais de 2 anos em pesquisa de Kit Diagnóstico de Aspergillus Flavus, mas sempre que esperava algum processo que as vezes era demasiadamente demorado, pegava um papel e começava a desenhar algo. Por vezes fui chamado a atenção por Professores/Pesquisadores por ficar desenhando no laboratório, no final das contas comecei a perceber que o que mais me deixava feliz era fazer aquilo. Decidi por largar de vez a Biologia e começar a me especializar em Arte Digital. Agradeço imensamente ao meu Pai por sempre me apoiar neste sentido e acreditar. Meu primeiro curso de 3D, visto que meu sonho na época era em trabalhar com filmes de animação, consegui fazer juntando R$ 250,00 reais por mês durante 6 meses para conseguir pagar, mas fui com tanta sede em aprender que por muitas vezes chegava na aula com conteúdo bem mais adiantado, ajudando os outros que tinham dificuldade, logo após, conheci um Curso de Especialização em Desenvolvimento de Jogos, pois não havia de Animação e acabei me apaixonando de vez. Após o Curso fui convidado a lecionar no mesmo Curso e no ano posterior foi fundado o Curso de Graduação, hoje leciono e Coordeno o Curso de Jogos Digitais no IESB além de ter minha empresa Bad Minions fundada em 2012 com ex-Alunos meus.

GameBlast: Como foi a sua entrada na Bad Minions?

Felipe Costa: A Bad Minions foi uma empresa criada praticamente dentro de Sala de Aula. Após sair da empresa de Jogos em que trabalhava após um tempo de hiato, vi que precisava continuar com aquilo, então em sala de aula mesmo perguntei se alguém se interessaria em abrir uma empesa comigo, foi daí que o Leonardo Batelli se tornou meu Sócio. Hoje a Bad Minions é formada por 3 sócios principais mais colaboradores.

Equipe Bad Minions

 GameBlast: O mercado de jogos para aparelhos móveis vêm crescendo bastante. Como você vê este crescimento para as produtoras indies?

Felipe Costa: O mercado mobile é extremamente acessível, mas hoje também é possível arriscar em Consoles, pois a abertura para entrar nestas plataformas está muito mais fácil. Mas independente disso requer uma certa experiência, então a princípio acredito que o mobile seja incialmente melhor para adquiri expertise de produção. Daí não tem muito segredo, é sentar na cadeira, ter muita força de vontade e começar a programar e fazer arte. O custo de se fazer um projeto mobile dependendo do projeto é muito acessível e barato.

GameBlast: Um grande projeto que você está participando dentro da Bad Minions é o desenvolvimento do jogo Alkimya. Fale um pouco sobre este jogo?

Felipe Costa: Alkimya é um Jogo de Aventura e RPG que já chegou nos seus 4 anos de desenvolvimento. É um universo que estamos criando no qual tudo é baseado e formado através da alquimia dos elementos fundamentais como Fogo, Ar, Água e Terra, onde misturar este elementos farão com que você crie várias situações de novas experiências. Toda a mecânica do Alkimya está em você criar fórmulas, estas “fórmulas” são suas habilidades, podendo ser utilizadas de várias formas como elixir, óleos ou bombas. Criamos um sistema em que o jogador é livre para criar sua própria experiência de jogo ao misturar poções.


 GameBlast: Como você vislumbra o futuro do mercado de games?

Felipe Costa: No Brasil só tende a crescer mais, estamos vendo um grande avanço na qualidade dos produtos que hoje estão sendo produzidos no País já conseguindo ser equiparados as produções internacionais. Vejo ser uma grande oportunidade para todos de investimento e se tornarem adventos de um novo mercado nacional alcançando o internacional. Cursos bons por todo o Brasil estão surgindo, então não tem por que não tentar. Jogos hoje está em primeiro lugar em arrecadação financeira no Mundo. É meter bronca. Hoje todos que estão começando tem a oportunidade de já começar acertando, visto que todo o mato já foi cortado, agora é se dedicar bastante e persistir no sonho e lutar.  

GameBlast: Gostaria de deixar uma mensagem para os jovens que gostam e sonham em trabalhar na área de desenvolvimento de jogos?


Felipe Costa: Seja sempre persistente em tudo o que você for fazer, se esforce ao máximo pois a recompensa virá. Participe de Game Jams, é a melhor maneira de adquirir experiências novas no Desenvolvimento de Jogos. Participe das comunidades locais e tenha prazer em compartilhar conhecimento, todos nós precisamos crescer juntos.

GameBlast: Agradecemos por ter nos recebido

Felipe Costa: Eu que agradeço pela oportunidade de poder contar um pouquinho da nossa história!

Lúcio Amaral é jornalista e advogado, músico por paixão e gamer desde que se conhece por gente. Sua paixão pelos videogames começou na segunda metade dos anos 1980 quando teve seu primeiro videogame, um Philips Odyssey - ou Odyssey² - quando tinha 7 anos. Acompanhou, com muito entusiasmo, todo caminhar tecnológico e assumiu uma paixão pela Sega, sem deixar de flertar sempre com a Nintendo. Hoje é colecionador com um acervo que vem desde a segunda geração de consoles aos mais atuais e encontrou no Blast uma maneira de compartilhar toda sua paixão e convívio com esse fantástico mundo dos videogames.

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