Hands-on

BGS 2018: Resident Evil 2 (Multi) promete ser um aterrorizante retorno à Raccoon City

Game trará inovações interessantes para tornar ainda mais macabra a jornada de Leon e Claire.

A palavra remake é a melhor maneira para nos referirmos ao novo Resident Evil 2. Durante a edição deste ano da Brasil Game Show (BGS), o GameBlast teve acesso a duas demos do projeto da Capcom e pudemos perceber que realmente se trata de um jogo criado do zero e com diferenças notórias em relação ao original. Até mesmo o enredo passou por algumas adaptações, porém Yoshiaki Hirabayashi, o produtor do jogo, já disse que essas mudanças não irão alterar a história conhecida pelo público.


Entre as principais alterações está a câmera em terceira pessoa, substituindo a visão isométrica do título de 1998. Também chamam atenção as influências vindas de Resident Evil 7: Biohazard. A identidade visual dos menus foi completamente inspirada no capítulo mais recente da franquia. Além disso, a mecânica de selecionarmos diferentes armas por meio do direcional digital também está de volta, com a novidade de um submenu para equipamentos secundários, como facas ou granadas.

A qualidade visual é outro fator que impressiona. O capricho na modelagem dos personagens, a interessante aplicação de efeitos de luz e sombras, os cenários bem detalhados (e nojentos), além da movimentação fluída, ajudam a criar a Raccoon City mais aterrorizante de todos os tempos. Por outro lado, não conseguimos perceber se a direção de áudio segue o mesmo nível, pois as estações do game estavam montadas justamente ao lado do estande de Just Dance 2019.
Estande onde o jogo estava disponível na BGS 2018

A demo protagonizada por Claire Redfield mostra que a dificuldade do jogo tende a ser semelhante a dos clássicos da franquia. Começamos momentos antes de encontrar Sherry Birkin, garotinha que está bastante assustada com alguma criatura que ronda os corredores. Ao melhor estilo filme de terror, o monstro que aterrorizou a menina surge atrás de Claire e percebemos que se trata de William Birkin, cientista que sofreu uma mutação devido o contato com o G-Vírus.

Basicamente, a jogatina se resumiu ao confronto com a perigosa transformação do pesquisador. Para derrotá-lo, Claire tinha a disposição uma pistola com 12 tiros, uma metralhadora com 30 disparos, um rifle com somente uma bala, a faca de combate e também uma erva para restaurar a saúde. A pouca munição torna a batalha ainda mais complicada, mesmo sendo possível encontrar itens de recarga espalhados pelo estreito espaço onde a luta acontece.

Para vencer é preciso acertar o ponto fraco do mutante: o gigantesco olho que surge na região de seu ombro. Confesso que o resultado do encontro não foi o esperado e acabei sendo morto por William. No entanto, observando outros jogadores pude ver que a demo se encerrava logo após uma pequena cena que passava logo após o monstrão ser derrubado. Apesar de curto, o encontro com a criatura prova que será preciso racionar e usar com sabedoria todos os escassos suprimentos que forem coletados ao longo da jornada.
Estamos ansiosos pelo momento em que poderemos iniciar o jogo completo

Já na demo protagonizada por Leon S. Kennedy, a ação ininterrupta comentada acima dá lugar a uma maior exploração do cenário. Essa porção jogável do remake nos coloca na delegacia de Raccoon City — que aparece reimaginada tantos em seus novos caminhos quanto nos puzzles inéditos e desafiadores. Como estamos a quase 20 anos da versão original de Resident Evil 2, há de se comentar que as cutscenes e momentos de ação envolvendo gameplay foram totalmente refeitas — não estamos falando apenas de melhorias na textura e gráficos, e sim de uma leve mudança na maneira como o storytelling é conduzido.

Além disso, vale lembrar que Resident Evil 2 usa os famosos truques de câmera para te assustar — posicionando inimigos horripilantes através de janelas e nas “esquinas de corredores” estreitos. De um forma resumida e mais informal, essa é uma entrada mais “raiz” da série.

Com o conteúdo mostrado na BGS, Resident Evil 2 tem potencial de ser um dos principais lançamentos do início do ano que vem. O jogo deve chegar para PlayStation 4, Xbox One e PC em 25 de janeiro de 2019. Há alguns meses, Kazunori Kadoi, diretor do jogo, e Yoshiaki Hirabayashi revelaram em entrevista ao Trusted Reviews que uma recepção positiva do projeto pode abrir caminho para o remake do terceiro capítulo da série. "Estamos, neste momento, focados em Resident Evil 2 Remake. Em terminar o jogo e ver como todos o recebem em janeiro. Mas, quem sabe o que o futuro reserva”, disseram.

Pelo que vimos na BGS, os profissionais já podem começar a esboçar o retorno de Jill Valentine.

Colaboração: Arthur Maia
Vinicius Veloso é jornalista e obcecado por games (não necessariamente nessa ordem). Seu vício começou com uma primeira dose de Super Mario World e, desde então, não consegue mais ficar muito tempo sem se aventurar em um bom jogo. Está no Facebook ou Twitter.

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