Entrevista

A terra prometida aos gamers: conheça a rede social Alvanista na nossa entrevista com o co-fundador Bruno Cavalcante

Os amantes de videogame sempre querem achar alguém para conversar sobre aquele novo lançamento que parou o mundo, aquela fase impossível d... (por Gabriel Toschi em 29/07/2013, via GameBlast)

Os amantes de videogame sempre querem achar alguém para conversar sobre aquele novo lançamento que parou o mundo, aquela fase impossível de se passar ou aquele item lendário que você só consegue depois de passar esta tal fase impossível 1000 vezes com um personagem desbloqueável. E para tanta conversa, nada melhor que um lugar adequado para tal, não é? Uma rede social, talvez?

Bruno Cavalcante
Essa é a proposta da Alvanista, uma rede social brasileira voltada para o público gamer lançada em maio de 2012. Desde seu nome - uma homenagem a um reino de Tales of Phantasia, clássico do SNES - até toda a sua proposta, ela é feita por pessoas que gostam de jogos tanto quanto nós. Segundo eles, “a Alvanista é uma sincera homenagem a esse mundo, fruto da nossa grande admiração e respeito por essa nova arte”. Para conhecer mais esta plataforma, entrevistamos o co-fundador e desenvolvedor Bruno Cavalcante.

GameBlast: Para começar, quem é a equipe que está por trás da Alvanista? Vocês trabalham apenas com a rede social ou têm outros projetos?

Bruno Cavalcante: Além de mim, temos mais 4 pessoas na equipe: Kim Lima, Rodolfo SikoraThiago Oliveira e Renata Gadelha. Boa parte da equipe da Alvanista também faz parte da Astux, que é uma empresa de desenvolvimento e consultoria em software. Lá, trabalhamos com projetos de clientes – além da Alvanista.

GB: De onde surgiu a ideia para fazer a Alvanista? O primeiro projeto já era algo parecido com o atual ou houve transformações no que seria a rede?

BC: A ideia surgiu em setembro de 2011. Eu havia comprado um PS3, e queria saber que jogos meus amigos tinham. Procurei um serviço similar, mas nenhum me agradou o suficiente. Escrevi o projeto que seria a Alvanista, e apresentei para meus sócios da Astux – porém, esse projeto foi engavetado na época. Em fevereiro de 2012, criei um protótipo e o apresentei novamente, e desta vez foi aprovado. Fica a lição para as pessoas que têm projetos e querem que eles, um dia, vejam a “luz do dia”: escreva o seu projeto. Não deixe só na sua cabeça – nunca se sabe quando ele pode ter uma nova chance.

O desenho inicial da Alvanista era bem diferente do que ela é atualmente. Para se ter ideia, ela não tinha sequer uma ferramenta de postagens. Houve muitas transformações – e o que temos hoje na “Nova Alvanista” é um projeto que é muito mais completo do que o inicial.

A primeira aparência da Alvanista: olha como tudo começou...

GB: No lançamento, vocês já imaginavam a grande repercussão da rede pelos usuários?

BC: Achávamos que seria mais fácil e mais rápido chegarmos a essa grande repercussão. O que vimos foi que o mercado e as pessoas estavam saturados de produtos sociais e que seria difícil chamar a atenção destes, e convencê-los de que não éramos “só mais uma rede social”. O nível de popularidade que chegamos atualmente só foi possível graças ao nosso foco no conteúdo gerado pelos usuários do site – que sempre estão justificando nosso foco com conteúdo e discussões interessantes.

GB: Recentemente, a rede recebeu uma atualização geral, dentre design, logística e recursos. Quais são as principais novidades dessa Nova Alvanista?

BC: Redesenhamos toda a interface – tela por tela, em busca de criar uma experiência mais padronizada, bonita e deixando o conteúdo dos usuários como a grande “atração” destas páginas. Também expandimos a ferramenta de postagens – acrescentamos as opções de título e tags. Dividimos o “feed” (conteúdo que o usuário recebe dos jogadores/jogos que ele segue) em 3: timeline geral (jogadores), jogos (que ele segue a discussão) e atividades. Isso deixa o conteúdo mais agrupado, e permite que o usuário consiga acompanhá-lo de forma mais organizada. Também acrescentamos alguns recursos na ferramenta de Críticas (que, por sinal, ficou muito mais bonita).

Também é importante destacar que essa transição para a “Nova Alvanista” nos permite crescer bem mais, e poderemos agora, finalmente, expandir algumas das funcionalidades do site da forma como sempre quisemos. Muito mais novidades virão em breve.

...e como já está, com este visual da Nova Alvanista.
GB: Temos muitas redes sociais hoje voltadas para o público gamer, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Vocês veem a Alvanista como uma alternativa ao público brasileiro ou como uma inovação? Qual é o diferencial da Alvanista para vocês?

BC: Nos vemos mais como uma opção, do que uma inovação. Pensamos que o diferencial é muito mais o público que está na Alvanista, do que as ferramentas que fornecemos. Lá você pode postar seu conteúdo relacionado a jogos eletrônicos, e vai estar entre irmãos. A satisfação de poder interagir com outros gamers, receber recomendações de jogos pelo que as pessoas postam, acompanhar e participar da discussão entre os temas do momento – acreditamos que isso tudo pode ser divertido, e que usar a Alvanista pode ser uma experiência não só prazerosa, mas que vai te fazer conhecer novas pessoas, novos jogos e deixar seu lado “gamer” fluir com mais naturalidade.

Como exemplo, temos que a média de tempo que os usuários passam na Alvanista é de 18 minutos, enquanto no Playfire, uma das redes estrangeiras, é de cerca de 5 minutos. Há muito mais para se fazer, explorar e interagir na Alvanista, e acreditamos que temos o potencial para sermos a maior rede de games do planeta.

GB: Mesmo que a rede já tenha a opção de fazer check-in pelo celular, um dos maiores pedidos dos usuários - eu me incluo nessa lista - é uma versão mobile da Alvanista. Existe algum projeto para um aplicativo da plataforma já sendo desenvolvido?

BC: Temos um projeto para desenvolver uma versão mobile do site, e pretendemos lançá-lo no segundo semestre de 2013. Estamos fazendo essa versão do site com muito carinho, e por isso pode demorar um pouquinho – mas vai valer a espera.

GB: Compartilhamento de informações é palavra de ordem no mundo da internet e os perfis da Alvanista já se conectam com o Facebook e o Twitter (quanto ao cadastro e aos check-ins) e ao Steam, à PSN e ao jogo World of Warcraft. Existem planos para mais conexões com redes de jogos (incluindo outras redes sociais voltadas aos gamers) ou outras redes sociais mais abrangentes? Ou a ideia é fazer um portal único e completo, sem ter a conexão entre redes uma de suas características principais?

BC: Temos sim. Estamos esperando Blizzard e Nintendo liberarem o acesso às informações de troféus dos jogadores, para que a Alvanista também consiga se integrar com eles também. Além destes, algumas outras redes também podem ser agregadas – tudo depende do acesso que teremos às informações dos jogadores. Nós gostamos do nosso sistema de Rankings de Troféus, e a ideia é trazer mais redes para que mais pessoas possam participar destes rankings.

GB: Como a Alvanista poderia ajudar a unir os desenvolvedores e game designers indies brasileiros, de forma a fortalecer o setor no nosso país?

BC: Estamos com planos de liberar uma API para que os desenvolvedores façam com que os troféus de seus jogos sejam sincronizados com a Alvanista – dando assim aos seus jogadores a opção de participar dos nossos Rankings e ter uma experiência mais social com o jogo. Isso será totalmente gratuito, e achamos que pode ser uma ferramenta útil para acrescentar algo mais social aos jogos que estão sendo desenvolvidos por aqui.

GB: Os perfis institucionais foram um grande passo para a profissionalização da Alvanista, permitindo que portais e blogs - como nós, do GameBlast, que temos um perfil por lá - pudessem ter uma plataforma diferenciada para a divulgação de seu conteúdo. Há planos para mais recursos voltados a estes perfis?

BC: Certamente! Pretendemos facilitar a troca entre o perfil pessoal e o institucional, e estamos colhendo feedbacks dos perfis institucionais sobre o que mais eles precisam. Este recurso ainda está em fase inicial, e deverá ser bem mais expandido no futuro próximo.

Lola, a mascote da Alvanista
GB: Como vocês se sentem em um mercado que foi pouco explorado pelos brasileiros? Qual é a dificuldade em fazer uma rede social no Brasil?

BC: Sentimos que o mercado está em plena expansão, e que o momento atual é muito bom para projetos ligados à indústria de games por aqui. Criar uma rede social no Brasil, eu imagino, deve ser menos difícil do que em outros lugares – visto que o público brasileiro é bem receptivo à produtos sociais. Porém, isso não tira a dificuldade que é lançar um produto deste tipo em um mercado que já está saturado. É difícil chamar a atenção, mostrar o seu valor e fazer com que os usuários, o mercado e a mídia vejam você como algo que está aqui para “ficar”, e não só uma onda passageira.

GB: Qual é a mensagem que vocês, embaixadores da Alvanista, desejam mandar para os nossos leitores?

BC: Se você é fã de jogos eletrônicos, assim como nós somos, venha conhecer a Alvanista e compartilhar sua experiência com outros jogadores. Lá você vai poder se expressar livremente, conhecer novas pessoas, jogos e receber bom conteúdo sobre jogos, todos os dias!

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Revisão: Bruno Grisci
Capa: Diego Migueis

Cientista da computação em formação pela USP São Carlos, sempre encontra tempo para falar sobre jogos, tecnologia, viagens no tempo e outras loucuras. Desenvolve jogos, aprecia chocotones, escreve para o Deviante e faz piadas ruins em seu Twitter (pode ser que tenham coisas legais também).

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