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Análise: A Way Out (Multi) apresenta uma excelente história e mecânicas

Focado em modo cooperativo, o jogo apresenta uma boa proposta e traz muita diversão, além de contribuir para causar confiança.

A Way Out (Multi) foi desenvolvido pela produtora independente Hazelight Studios e publicado pela Eletronic Arts, no dia 23 de março deste ano. O jogo, que é todo cooperativo, lhe dá o controle sobre dois criminosos, que buscam vingança, e lhe permite ter uma incrível experiência cooperativa, que deixará ambos os jogadores imersos.

Boa imersão e história

Contando a história de dois criminosos, Vincenti Moretti e Leo Caruso, que após se conhecerem na prisão, desenvolvem um plano de fuga com apenas um objetivo em mente, vingança contra o homem que os mandou para a prisão, Harvey. Apesar de cada um possuir sua própria motivação, juntos eles devem superar os diversos obstáculos apresentados, seja enquanto fogem da prisão ou durante a perseguição que se segue.


A história apresentada tem seus altos e baixos, sendo um pouco clichê para aqueles acostumados a jogos com a temática de fuga da prisão. Porém, a narrativa utilizada atiça os jogadores a continuar, seja para seguir o ritmo da história ou para ver o desenrolar de suas escolhas durante alguns momentos do jogo. Somado a isso, em algumas partes da história, podemos observar um diálogo entre eles, mostrando a personalidade dos protagonistas.

Apesar de algumas cenas não acrescentarem nada da história, o jogo no todo é muito bom. Enquanto a personalidade dos personagens vai se mesclando a dos jogadores, gerando uma grande imersão, somos surpreendidos com escolhas, que precisam de consenso entre ambas as partes, influenciando no rumo da história de forma direta.

Retorna da cooperação

A proposta de A Way Out é ser um jogo completamente cooperativo, trazendo melhorias para mecânica do estilo. Para isso, o jogo conta com experiências que se renovam em cada cenário, trazendo controles simples e que se comunicam com os jogadores. Uma dessas mecânicas exige que ambos os jogadores apertem um botão, gerando uma barra em conjunto e fazendo com que um vínculo de confiança seja criado.


Jogar A Way Out é confiar no seu parceiro, pois à medida que os personagens se aproximam, o mesmo ocorre com os jogadores. Seja utilizando a famosa tela dividida ou jogando online, a conversação entre os jogadores se torna imprescindível, para coordenar movimentos e escolher os caminhos. Para o modo online, o jogador tem a opção de enviar a um de seus amigos um convite, friendly pass, permitindo-o aproveitar essa incrível obra sem ter que pagar por ela.

Por possuir um grande foco na cooperação, A Way Out, exige muita atenção, pois um mero desvio de olhar pode ser fatal para ambos. Porém, a falta de outros modos acabam tornando-o repetitivo, já que após completar a história algumas vezes, explorando novos caminhos, os jogadores terão a sensação de dever cumprido, fazendo com que o título perca um pouco sua replayabilidade após algum tempo.

Leo e Vincent

A medida que nos aprofundamos na história somos surpreendidos pelo quão bem ambos os protagonistas são desenvolvidos, ganhando profundidade e se comunicando com os jogadores. Esses momentos quebram um pouco o ritmo proposto pelo jogo, não durando muito tempo e sempre seguido de problemas para eles, permitindo que cada cenário seja ainda mais divertido de se jogar.

Apesar dos protagonistas brilharem, o mesmo não pode ser dito dos outros personagens. O design repetitivo e a falta de profundidade e de exploração, fazem deles simples e fracos, até mesmo o vilão não é um personagem tão interessante.

Uma obra cinematográfica

A Way Out excede expectativas em sua apresentação, trazendo um excelente trabalho de câmeras que causaria inveja em muitos filmes e jogos apresentados. Cortando de uma cena de perseguição para um salto, em slow motion, de um abismo, fazendo com que as cenas sejam de tirar o fôlego, nos dando a sensação de estar em uma obra cinematográfica.

Somado a isso, podemos acrescentar a excelente jogabilidade apresentada, que apesar de parecer um pouco pesada, possui comandos simples, sem muitos movimentos e permitindo que o jogador possa focar na bela história e na diversão oferecidos pela obra.

Já um problema que pudemos notar foi na dublagem, a conversação entre os personagens às vezes é um pouco estranho e a voz dos dubladores não consegue se sustentar em algumas partes. Apesar disso, a narrativa não sofre grandes penalidades e o jogo consegue se manter firme.

Cooperação e diversão

Um jogo bem divertido, A Way Out (Multi) surpreende com sua jogabilidade cooperativa e nos momentos de decisão que influenciam o desenrolar da história. A utilização das câmeras permite momentos épicos e de muita ação, semelhantes a um filme, que somados aos gráficos, trilha sonora e sua jogabilidade tornam a experiência imersiva e bem divertida para os jogadores.

Os dois protagonistas chamam bastante atenção em sua jornada pessoal e buscam uma saída para seus problemas, apoiando-se sempre um no outro para continuar. O  que ocasiona uma excelente deixa para se sentar com um amigo e aproveitar horas da experiência proposta, o jogo ainda permite estreitar ainda mais os laços de confiança.

Prós:

  • Boa jogabilidade;
  • Jogo imersivo;
  • Renovação das mecânicas do bom e velho modo cooperativo;
  • Excelente história;
  • Jogabilidade fácil e divertida;
  • Construção de confiança no parceiro.

Contra:

  • Design dos coadjuvantes repetitivos;
  • Pequenas falhas no diálogo dos personagens;
  • Falta de outros modos para permitir replayabilidade.


A Way Out (PS4/XBO/PC) - Nota 8.5
Plataforma utilizada - PS4

Revisão: Diogo Mendes
Copia digital cedida pela publicadora EA Games
Antonio Stark escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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