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Resident Evil 7 Teaser: Beginning Hour (Multi), o retorno ao clássico

Demo revive o que fez Resident Evil ser o nome máximo do survival horror.

Faz décadas que os fãs de Resident Evil pedem um retorno às raízes do survival horror. O jogo que virou representante do gênero há muito tempo vem deixando a desejar, transformando narrativas de sobrevivência e terror em tiroteios frenéticos. Contudo, a Capcom tem dado sinais de ter ouvido as inúmeras críticas negativas e, aos poucos, tem voltado à trama original de Shinji Mikami e Tokuro Fujiwara. A demo do futuro Resident Evil 7: Biohazard (Multi), intitulada Resident Evil 7 Teaser: Beginning Hour (Multi) é uma amostra do passo na direção certa da produtora japonesa.


Em Resident Evil 7 Teaser: Beginning Hour você joga com um misterioso protagonista que se vê em apuros quando acorda em uma casa mal-assombrada e cheia de corpos pútridos e carcaças de animais. Seu objetivo é claro: sair da casa. Porém, não será nada fácil. A demo começa com o protagonista levantando-se do chão e tendo de vasculhar a sala de estar destruída em que se encontra para encontrar pistas de como fugir do local macabro.


A arte e a mecânica em primeira pessoa lembram muito o cancelado Silent Hill: P.T. (PS4), da Kojima Productions, provavelmente uma das referências para o teor aterrorizante do novo título de Resident Evil. Devido aos locais escuros e empoeirados, a sensação de claustrofobia é constante, como se fôssemos ser engolidos a qualquer momento pelas sombras. A luminosidade opaca só é aliviada quando nos deslocamos por cômodos maiores da casa, como corredor, cozinha e o sótão, onde a sensação de lugar fechado é diluída através das caminhadas e interações pelo cenário.

A ambientação é mais um destaque de Resident Evil 7 Teaser: Beginning Hour. A demo realmente consegue o objetivo de fazer o jogador andar amedrontado e temendo o pior durante o gameplay. A arte e a textura dos móveis e objetos são extremamente primorosas e detalhistas, entregando um trabalho com visual realista e assustador. É possível perceber a poeira, a ferrugem, a madeira apodrecida, a comida estragada, os cadáveres em decomposição, a sujeira e marcas nas paredes, entre outras características que exigem um esforço de criação de arte considerável para ser alcançado. E justamente por esse realismo que a demo impacta o jogador.


O fato do game optar pela jogabilidade em primeira pessoa intensifica a experiência de mistério e terror. A ausência de um HUD na tela também incrementa essa imersão e deixa o jogador e seu protagonista com o sentimento de que estão sozinhos naquele lugar maligno. Porém, não estão… O jogo faz uma introdução a fantasmas, monstros e serial killers que poderão aparecer na versão final de Resident Evil 7: Biohazard.

Durante o processo de fuga da casa, nos deparamos com diversos objetos e puzzles para serem resolvidos cujos resultados variam dentro da história. Por exemplo, a demo possui mais de uma maneira de sair do local assombrado, bem como finais diferentes, o que sugere uma possível trama de narrativa ramificada na versão completa do jogo.


Nesta prévia de Resident Evil 7: Biohazard somos introduzidos à história do jogo através de uma fita cassete encontrada num dos cômodos da casa e que deve ser colocada num aparelho de VHS. Ela exibe uma gravação audiovisual de um trio de repórteres que foi ao local para fazer uma matéria sobre o passado sombrio do lugar para um programa de televisão que investiga locais assombrados, ao estilo dos documentários e séries sobrenaturais do Discovery Channel.

Assim como acontece com as informações sobre o enredo central, a demo possui tramas paralelas que contribuem no entendimento da história. Alguns objetos só funcionam em determinados lugares, outros precisam ser encontrados depois da realização de determinadas ações e assim por diante. Esse tipo de mecânica é muito interessante e instigante, afinal, a demo estimula o jogador a concluir várias vezes a prévia para descobrir informações adicionais sobre a trama.


Resident Evil 7 Teaser: Beginning Hour faz uma amostra do futuro promissor da franquia de survival horror da Capcom e deixa os fãs animados com a perspectiva de um retorno aos clássicos de Resident Evil. Se a versão completa for inteiramente no estilo de jogo que experimentamos na demo, os fãs certamente terão apenas elogios e agradecimentos à produtora, pois suas vozes foram ouvidas.

Revisão: Luigi Santana
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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