SteamOS fica atrás do Windows 10 em desempenho

Valve tentou, mas não conseguiu. A diferença entre o SteamOS e o Windows chega a dezenas de FPS.


As Steam Machines foram lançadas no dia 10 deste mês, depois de 3 anos do anúncio oficial. A Valve fez festa e, claro, uma boa promoção de grandes títulos para os novos usuários. Desde o anúncio desses pequenos computadores focados exclusivamente em jogos, a Valve demonstrou que o desempenho seria superior ao de máquinas rodando Windows. Estamos em 2015 agora, e as coisas parecem não estarem saindo como o planejado.


Um teste foi feito pelo site Ars Technica, com um hardware de baixo custo e já ultrapassado, uma Nvidia GTX 660 de 2 GB e um processador Intel Pentium dual-core de 3 GHz, em que o computador tinha dual-boot entre o Windows 10 e o SteamOS 2.0, sistema operacional das Steam Machines mas que pode ser instalado em qualquer PC. Após alguns testes, os resultados apontaram as diferenças.


O Windows 10 se saiu melhor nos benchmarks, a partir do Geekbench 3, apesar da certa semelhança nos resultados em que o Steam OS conseguiu obter dados equivalentes, mas inferiores. Quando entramos no quesito predileto de comparações, os FPS, o cenário já é outro.

A disputa fica visualmente ganha para o Windows 10 no momento em que começamos a comparar os FPS. Dentre os jogos testados, Middle-Earth: Shadow of Mordor foi um deles, em que os resultados foram mais detalhados.


Tudo piora quando os jogos da Valve são postos a prova. Os títulos da própria desenvolvedora do sistema, SteamOS, exibem uma grande diferença de jogabilidade. Em Left 4 Dead 2 não é possível perceber uma divergência considerável, mas em Portal, ela aumenta e chega a beirar em cerca de 40 FPS a mais para o Windows 10.



Por que tudo isso acontece? O SteamOS é um sistema operacional construído a partir do Linux, que se encontra em um menor número de computadores, em relação ao Windows, assim, as publicadoras preferem focar na produção de jogos para o sistema mais popular e abrangente, onde seu público-alvo com certeza está presente. Os drives das placas de vídeo também são voltados preferencialmente para o Windows. Ainda há o fator das APIs, enquanto o DirectX é usado em potencial na produção de jogos, e os desenvolvedoros já estão acostumadas com ele, extraindo seu potencial, o caso não é o mesmo com o OpenGL.

Em testes com placas de vídeo top de linha, talvez o desempenho com o OpenGL seja melhor, mas o DirectX 12 acompanha, melhorando em cerca de 100%  a performance de algumas placas. Ainda se pode considerar a produção a partir do zero de jogos com o OpenGL, isso favoreceria o sistema Linux.

A equipe da Valve continua melhorando o SteamOS, com o objetivo de deixá-lo superior ao Windows no que mais interessa, nos jogos. As Steam Machines estão aí para popularizar o sistema, algumas foram lançadas, e outros ainda serão. Se pensa que o seu sonho brasileiro está distante, pode se alegrar, pois o pensamento da empresa é distribuir os produtos em produção nacional. Ou seja, a Valve pode estar atrás nesse momento, mas o seu futuro é promissor, ou parece ser.



E você, compraria uma Steam Machine?

Fonte: Ars Technica

Janderson Oliveira ainda não chegou ao patamar de universitário por estar no Ensino Médio, entrou no GameBlast com o intuito de unir o que aprendeu em sala com o que andou jogando enquanto deveria estudar para Química. Tem Facebook caso queiram catalogar a espécie.

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