Poly Fighter é um jogo de luta roguelike para um jogador, desenvolvido pela HeartLoop Games, estúdio de Montreal liderado pelo diretor criativo Osama Dorias. A proposta, resumida pelo próprio estúdio, é "Street Fighter encontra Roguelike": a cada partida, o jogador enfrenta uma sequência de rivais e rouba os golpes deles, montando um estilo de luta diferente a cada tentativa. O jogo chega ao Acesso Antecipado no Steam em 13 de outubro de 2026, um dia depois do fim da BGS, e é exclusivo de PC.
Jogamos Poly Fighter no estande dedicado ao jogo, dentro da seção de jogos indies da Brasil Game Show 2026. A primeira impressão foi muito positiva: é um jogo divertido, criativo e viciante, que é justamente o que todo roguelike precisa ser.
Cada run funciona como um caminho de escolhas. A cada etapa, o jogador decide o próximo confronto, entre uma luta mais simples ou uma mais difícil, que rende recompensas melhores.
Vencer um combate libera os golpes especiais do oponente derrotado, que podem ser incorporados ao arsenal do jogador. Gerenciar esses golpes faz parte da graça, porque um movimento conquistado no início da run começa no rank 1 e causa menos dano do que a mesma técnica em rank 5, sorteada numa luta mais avançada. Vale a pena ir trocando.
Cada personagem também tem perks passivos ligados a elementos, como fogo e gelo. No nosso caso, o personagem usava um chute deslizante de gelo que, combinado com um projétil logo em seguida, congelava o oponente na hora. Há ainda habilidades de transformação: alguns lutadores viram um urso, por exemplo, e o nosso assumia uma forma demoníaca que lembra o Evil Ryu de Street Fighter, a versão de Ryu dominada pelo Satsui no Hado, a energia sombria da franquia.
Entre as lutas, o caminho oferece outras opções além do combate.
É possível visitar uma clínica para recuperar vida, encarar desafios como quebrar barris arremessados contra o jogador, numa referência ao clássico bônus do carro em Street Fighter, ou investir em melhorias de habilidades. A barra de super, chamada Power e preenchida letra por letra, também pede uso constante para quem quer avançar.
O sistema de vidas dá tensão extra ao jogo. A run começa com três vidas, e cada round vencido devolve 15% da vida ao jogador, enquanto o rival se recupera por completo ao perder um round. Isso obriga o jogador a seguir lutando com o que sobrou de energia. Completar uma run inteira concede uma vida extra.
A demo disponível na BGS trazia todos os personagens liberados para teste. Segundo a equipe presente no estande, essa será uma particularidade da feira: no jogo completo, o jogador começa com um grupo inicial de lutadores e desbloqueia os demais conforme derrota os chefes correspondentes ao longo das runs.
Na nossa tentativa, chegamos até o terceiro chefe. O visual é simples, em estilo low-poly, mas bonito, e o jogo é recheado de referências a King of Fighters, Street Fighter e Killer Instinct. É uma ótima pedida para quem for à BGS, um jogo divertido que vicia rápido e que chega ao Acesso Antecipado poucos dias depois da feira.





