O combate de Onimusha: Way of the Sword chama bastante atenção pelos seus movimentos coreografados e brutalidade na hora de desmembrar os monstros. No entanto, para ser dominado, exige um pouco de foco e persistência. Com esse guia, pretendo ajudar nesse processo. Fique alerta, pois ele contém spoilers sobre habilidades que só são liberadas um pouco mais para frente na narrativa.
Dominando os primeiros passos
Onimusha: Way of The Sword possui um combate bem simples, com dois conjuntos de mapeamento de controles: um voltado para quem prefere ser mais ofensivo e outro, mais defensivo. Mas, independentemente da escolha feita, as ações vão continuar sendo as mesmas.
Temos apenas dois golpes básicos: ataques fracos e fortes. Dominá-los é bem fácil; mesmo avançando mais na história, eles não mudam. As únicas diferenças que eles recebem são os ataques carregados, que podem ser desbloqueados a partir das ramificações dos Braços Oni na árvore de habilidades. Sendo sincero, apenas isso é mais do que suficiente para lidar com inimigos comuns. A parte complicada vem quando falamos da defesa, da esquiva e, principalmente, da funcionalidade do Issen.
As diferenças entre esquivar e defletir
Agora que o básico foi apresentado, é necessário falar sobre uma das mecânicas do jogo que realmente exige mais atenção para dominar o Issen, que não é nada mais, nada menos do que um contra-ataque no qual, ao golpear o oponente no exato momento em que o ataque dele vai acertar o Musashi, você desencadeia uma ofensiva poderosa e muito rápida que reduz drasticamente a vida e o vigor dos oponentes, isso quando não os elimina na hora.
Além dele, também temos a defesa, que permite aparar ataques quando feita no momento certo, e é por meio dela que ativamos o estado escaldante da espada do herói. Também temos a esquiva, que, quando executada no último segundo, algumas vezes permite desencadear múltiplos cortes rápidos no alvo. O mais difícil é conseguir maximizar o uso dessas três técnicas, ainda mais quando os Genmas comuns não são agressivos o suficiente para tal feito.
Então, recomendo utilizar o modo revanche contra chefes de Takamura, que pode ser acessado na base principal do jogador, tocando um sino no leste de Quioto. Junto a isso, também indico ativar a opção que aponta quais botões apertar para superar cada ataque adversário, que fica no menu de acessibilidade.
Essa opção pode ser ativada em qualquer dificuldade e fique tranquilo, caro leitor, porque, mesmo com ela ativa, chefões como Ganryu continuam difíceis. O intuito é simplesmente ajudar a se adaptar a quando utilizar defesa ou esquiva, pois sempre que um monstro realizar uma ação, o jogo indicará qual botão apertar para contra-atacar o golpe, seja esquivando ou defendendo.
Assim, esse treino torna a execução do Issen muito mais intuitiva, já que os chefes oferecem a agressividade perfeita para dominar o ritmo dos aparos e, entre os disponíveis, recomendo focar nos mais rápidos, como Ganryu.
Fica um adendo de que isso vai ajudar muito quem desejar, após zerar o jogo pela primeira vez, rejogá-lo na nova dificuldade desbloqueada, que aumenta a barra de vida dos Genmas e exige que o jogador tenha ainda mais controle das defesas e esquivas. Ainda mais se ele desejar combinar esses comandos com as Armas Oni.
Combinando Armas Onis com combate
Talvez uma das principais dúvidas que Onimusha: Way of the Sword deixe seja sobre qual Arma Oni é melhor para cada situação. Sinceramente, nem todas possuem tantas possibilidades de brilhar ou a mesma eficácia, dependendo do combate.
Contudo, o segredo para saber quando empregar cada uma das seis ferramentas é analisar o contexto do confronto. Em embates contra múltiplos alvos, por exemplo, o ideal é acionar o Gera-Vento, artefato capaz de criar um redemoinho que pulveriza instantaneamente o que estiver ao redor. Caso eles sobrevivam, vão ficar com a stamina zerada, deixando oportunidade para iniciar uma sequência de eliminações.
Alternativamente, o par de adagas, chamado de Dupla Celestial, também é uma ótima escolha; porém, para alvos individuais, ela é perfeita para ser utilizada durante um combo longo, já que seus cortes vão arrancar mais orbes amarelos dos adversários, permitindo assim que o samurai recupere mais vida.
Utilizando ao máximo a forma Oni
Durante a campanha, em momento avançado, Musashi vai conseguir alcançar o auge da força de um Onimusha, liberando a possibilidade de se transformar em um Oni. Sendo direto, a transformação tem a mesma função de um Devil Trigger da franquia Devil May Cry, com diferenças na sua funcionalidade.
Tal modo de despertar é um pouco diferente do habitual. Quando pensamos que o protagonista liberou uma transformação, normalmente existem bônus, como aumento na resistência e no dano causado. Esse fato está presente aqui, mas o foco da habilidade é realizar o Issen de forma mais fácil, pois a janela de tempo para executar tal técnica é maior.
Sendo sincero, quando utilizei nas primeiras vezes essa nova habilidade, achei-a bastante fraca, mas foi devido ao fato de que estava pensando em apenas fazer combos sem parar, esquivar e defender. Realmente, utilizando assim, ela não é grande coisa, a ponto de que apenas utilizar as Armas Oni é mais eficaz se o objetivo for apenas causar dano bruto de forma mais direta.
Contudo, quando você passa a pensar na forma Oni como uma extensão do Issen, tudo muda. Esse talento se torna uma das coisas mais fortes da obra, pois o movimento que antes já provocava muito dano agora é devastador, a ponto de que uma sequência seguida bem feita coloca qualquer chefe no estado de vulnerabilidade rapidamente.
Felizmente, a forma mais simples de dominá-la se mantém a mesma indicada anteriormente: a revanche contra chefões junto ao indicador, que, quando utilizado na forma Oni, revela o momento certo de apertar o botão para executar o Issen. Uma última dica sobre essa habilidade: nunca se esquecer de se destransformar, executando a ofensiva final com o apertar de um botão, no caso do PlayStation, o R1, para maximizar o dano.
O caminho da espada é árduo e trabalhoso
Onimusha: Way of The Sword não é um jogo com muitos movimentos ou habilidades para serem dominadas, mas as que ele apresenta exigem um pouco de foco. Com este guia que elaborei, espero ter conseguido facilitar o entendimento de algumas mecânicas, como aparadas, esquivas e o Issen.
Revisão: Julia Loffreda Costa










