Atenção nos detalhes
Para começar, precisaremos encontrar Anca, uma mulher cujo conhecimento botânico é essencial para a sobrevivência da comunidade, mas que, devido à paranoia e ao pânico da época, vive às margens da vila, sob acusações de bruxaria e por ser considerada uma solteirona. Ironias à parte, os mesmos moradores que a hostilizam recorrem a ela secretamente em busca de alívio para a praga e outros problemas.
Não há mistério: para ajudar a mãe de Coen, basta encontrar Anca logo ao lado de sua cabana. Ela dirá a Coen que, devido ao estado atual das coisas, o valor das ervas aumentou para o dobro: 50 moedas. Caso você tenha feito outras atividades ou explorado um pouco, não deve ser problema. Caso contrário, ainda é possível apelar ao coração da moça, que manterá o preço em 25.
A grande questão aqui é que, se você não prestar atenção ao que está sendo dito, perderá o modo de preparo que é passado pela herbalista durante os diálogos. Ela ainda entrega uma nota escrita, porém não é possível acessá-la durante o preparo do chá, o que pegou muitos jogadores de calça curta, e os que não tiveram sorte (como eu) acabaram preparando a mistura de maneira errada.
Pegadas as ervas, Coen pode retornar de imediato ou passar um tempo estudando com Anca, o que é importante para iniciar o desenvolvimento do futuro romance entre eles.
Agora sim, com os detalhes para o preparo do medicamento resolvidos, vamos ao modo de preparo:
Durante o preparo, as opções serão:
- Usar água fervente
- Usar água quente
- Usar água fria
A escolha correta é usar água quente, já que a receita especifica que a água deve estar quente, mas sem chegar ao ponto de fervura.
Na etapa seguinte, será preciso escolher a quantidade de colheres do preparo de ervas:
- Adicionar uma colherada de ervas
- Adicionar duas colheres de ervas
- Adicionar três colheres de ervas
Para a dose correta, adicione três.
Vamos às consequências (atenção com spoilers!):
Se o remédio for preparado corretamente, mesmo que fraca, Esme estará em melhores condições durante a missa de sangue que ocorrerá à noite no vilarejo. Quando Brencis beber o sangue dela, ficará insatisfeito, mas ainda assim, não tomará nenhuma atitude, e a mãe de Coen permanecerá segura, aumentando as chances de ela terminar o jogo ainda com vida.
Porém, se a receita for preparada incorretamente, Esme passará mal e entrará em pânico durante a missa. Ao tentar beber o sangue dela, Brencis ficará revoltado com a insolência dos camponeses e a usará como exemplo. A mãe de Coen será atacada pelos outros vampiros e morrerá já no prólogo sem que o protagonista, ainda impotente, possa fazer qualquer coisa.
Concluir a missão de Esme, ainda que não entregue um final feliz, é parte importante do caminho até ele.
O desenvolvimento deste pequeno arco narrativo do prólogo escancara a realidade do século XIV: em tempos de praga e tirania, a medicina é rudimentar, a gratidão é rara e a sobrevivência de um indivíduo muitas vezes custa a condenação social de outro. Ao transformar uma simples busca por uma receita de chá em uma narrativa que define o caminho de grande parte da história, The Blood of Dawnwalker reafirma sua recusa em oferecer soluções simples e rasas em um mundo reativo onde tudo se retroalimenta.
Revisão: Camila Sales

