Durante uma recente sessão de perguntas e respostas voltada à divisão de Jogos e Serviços de Rede, a Sony foi questionada sobre sua estratégia de precificação e lucratividade de hardware, especialmente em relação ao PlayStation 6. Entre as perguntas, a empresa foi indagada se seria "razoável presumir que a precificação continuará priorizando a lucratividade do hardware, como acontece hoje".
Em resposta, a Sony afirmou que considera o hardware a base da experiência oferecida pela marca PlayStation e que deseja garantir que os consumidores reconheçam o valor de seus dispositivos. A empresa também declarou que não pretende vender hardware com prejuízo significativo, mas que continua monitorando as condições do mercado.
"Primeiro, consideramos o hardware a base para proporcionar a experiência de jogo e, ao oferecer produtos como o PlayStation Portal Remote Player (PS Portal), buscamos proporcionar experiências adaptadas aos estilos de jogo dos usuários para além da sala de estar, que tradicionalmente tem sido considerada o principal ambiente de uso.""Quanto à precificação, não é realista absorvermos todos os aumentos nos custos de componentes, e já implementamos alguns reajustes de preço fora do Japão. No momento, porém, as vendas seguem conforme o planejado, e não acreditamos que isso tenha levado a uma queda na demanda dos clientes.""A princípio, não pretendemos vender hardware com prejuízos significativos. Ao mesmo tempo, estamos monitorando o mercado com atenção e continuando a avaliar nossa abordagem. Acreditamos ser importante envidar todos os esforços para garantir que os clientes compreendam plenamente o valor que oferecemos em relação ao preço."
Historicamente, fabricantes de videogames adotavam a estratégia de vender consoles com prejuízo para compensar as perdas por meio da venda de jogos e serviços. No entanto, a declaração da Sony indica que a empresa não pretende absorver o aumento dos custos de fabricação comprometendo sua margem de lucro.
O presidente e CEO da Sony, Hiroki Totoki, também afirmou que a empresa ainda não definiu a data de lançamento nem o preço do PlayStation 6, mas que acompanha atentamente o cenário do mercado.
"Diante das circunstâncias atuais, espera-se que o preço da memória continue muito alto no ano fiscal de 2027, pois ainda haverá escassez de oferta. Portanto, com base nessa premissa, precisamos pensar cuidadosamente sobre o que faremos."
Segundo Totoki, a demanda pelos produtos da marca PlayStation continua elevada, impulsionada pelo crescimento do número de usuários ativos da plataforma. Isso pode dar à empresa mais tempo para definir sua estratégia para a próxima geração de consoles.
O preço da Steam Machine, revelado na semana passada, também acendeu um alerta entre analistas sobre o possível custo dos consoles da próxima geração, como o PlayStation 6 e o Xbox Project Helix, que poderiam ultrapassar a marca dos mil dólares.
O CEO da Aldora, Joost van Dreunen, afirmou em entrevista ao GamesIndustry.biz que acredita nesse cenário:
"Nesse ritmo, a próxima geração pode nem ser lançada antes de 2028 e, quando chegar, o preço inicial ficará acima de mil dólares. Até mesmo os dispositivos atuais estão sofrendo reajustes de preço."
Fonte: Video Games Chronicle



