Impressões: Echoes of Aincrad busca revisitar, sob uma nova perspectiva, o arco primordial de Sword Art Online

O novo título da franquia chega em 9 de julho e será ambientado no no castelo flutuante de Aincrad.

em 10/06/2026
Echoes of Aincrad será o próximo jogo baseado no universo de Sword Art Online, franquia criada por Reki Kawahara. Ao contrário da maioria das adaptações anteriores, que eram focadas em Kirito, esta nova aventura permitirá assumir o papel de um avatar personalizado e reviver os acontecimentos do primeiro arco da obra original sob um prisma inédito.

A Bandai Namco nos deu a oportunidade de experimentar uma versão antecipada da obra e viemos compartilhar nossas impressões. Vale destacar que o game está sendo desenvolvido pela Game Studio e tem lançamento confirmado para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S em 9 de julho.

De volta a Aincrad, mas sob um novo olhar

Para quem já explorou o anime, as light novels ou os mangás, o cenário de Echoes of Aincrad será bastante familiar. A jornada retornará ao arco que deu origem à série, período em que diversos usuários ficaram presos no MMORPG de realidade virtual chamado Sword Art Online, descobrindo que a única forma de escapar seria alcançar o último nível do castelo flutuante Aincrad.

Apesar dessa premissa, a obra não se limitará a recontar os feitos protagonizados por Kirito. Em vez disso, a campanha apresentará uma narrativa inédita centrada em um herói criado pelo próprio jogador. Ao longo da trajetória, seremos apresentados a companheiros originais que parecem desempenhar papéis fundamentais no desenrolar da trama.

Essa história acontecerá paralelamente aos eventos retratados no material original, o que significa que os fatos mais relevantes de Aincrad devem continuar transcorrendo enquanto acompanhamos uma perspectiva diferente daquele mesmo período. Naturalmente, figuras icônicas como Kirito e Asuna também devem marcar presença e, talvez, cruzar nosso caminho.

Segundo os desenvolvedores, uma das metas do projeto será criar uma experiência capaz de agradar tanto aos fãs de longa data quanto àqueles que nunca tiveram contato com Sword Art Online. Após o tempo que passamos com a versão de teste, no que se refere à trama, o título parece capaz de alcançar tal objetivo, justamente por não exigir qualquer conhecimento prévio daquele universo.


Sistema de combate promissor

Começando pela parte mais instigante, o sistema de combate de Echoes of Aincrad parece adotar uma abordagem mais cadenciada do que a vista nos títulos antecessores. Aqui, haverá um foco acentuado no uso de esquivas, bloqueios e no gerenciamento da barra de estamina, o que exigirá constante atenção do jogador.

Durante nossos testes, pudemos enfrentar alguns chefes e notar uma preocupação da equipe em tornar as debilitações relevantes. Nesse sentido, condições como a cegueira, que reduz drasticamente a visibilidade ao escurecer a tela, e a paralisia, que impede qualquer reação, dificultarão consideravelmente o sucesso nas lutas.

Outro ponto importante é a vasta gama de opções de personalização. Além dos diferentes tipos de armamentos e equipamentos, que contarão com características e efeitos próprios, poderemos configurar habilidades distintas, além de distribuir livremente os atributos ao subir de nível. Em razão disso, o título promete viabilizar a criação de builds variadas e incentivar a experimentação constante.

Vale destacar ainda que, em cada missão, um aliado acompanhará o protagonista, tendo suas ações básicas controladas pela inteligência artificial, enquanto suas habilidades especiais deverão ser acionadas diretamente pelo jogador. Embora a seleção disponível durante a prévia tenha sido limitada, os companheiros apresentavam características bastante distintas entre si, com estilos de combate e maestrias diferentes.


Um mundo preocupante

Se o sistema de combate de Echoes of Aincrad consegue chamar a atenção, os elementos de exploração e construção de mundo parecem bem mais limitados do que os encontrados em outros RPGs de ação e até mesmo em títulos anteriores da franquia, como Sword Art Online: Alicization Lycoris ou Sword Art Online: Last Recollection.

Durante o período de testes, tivemos acesso a dois andares de Aincrad e, ao que tudo indica, serão apenas esses os pisos disponíveis na versão final. Considerando que o castelo no material original é composto por cem níveis, trata-se de uma redução difícil de ignorar.

Embora os ambientes nos quais realizamos as missões sejam amplos e, por vezes, visualmente belos, eles carecem de elementos capazes de tornar a exploração realmente recompensadora. Durante a prévia, a sensação predominante foi a de percorrer áreas vazias, povoadas quase exclusivamente apenas por inimigos e baús contendo itens que raramente despertavam interesse.

Nesse sentido, o looping de progressão também se mostrou bastante repetitivo. Grosso modo, avançamos pelos cenários enfrentando (ou ignorando) os inimigos, ativamos pontos de controle que revelam partes do mapa e funcionam como pontos de teleporte, e então seguimos até o chefe da região.

Outro aspecto que chamou a atenção foi a escassez de vida fora dos centros urbanos. Mesmo se tratando de um mundo que, na teoria, é habitado por milhares de pessoas, não encontramos NPCs explorando os mapas, realizando tarefas ou simplesmente circulando pelas áreas abertas. Esse tipo de detalhe certamente ajudaria a transmitir melhor a sensação de estarmos dentro de um MMORPG.

Já nas cidades, a situação não é muito diferente. Apesar da presença de diversos personagens espalhados pelos cenários, a esmagadora maioria parece existir apenas para compor o ambiente. Na maior parte dos casos, com exceção de alguns NPCs específicos que oferecem serviços como ferraria ou comércio de itens, sequer é possível interagir com eles.


Resta torcer pelo melhor

Echoes of Aincrad demonstra potencial ao oferecer uma experiência de combate divertida e funcionar como uma porta de entrada interessante para quem deseja se aventurar no universo dos jogos de Sword Art Online. Contudo, para que o título se destaque entre as diversas adaptações da franquia e se consolide como um bom representante do gênero, será fundamental que a versão final consiga injetar mais vida e propósito aos seus vastos cenários.

Revisão: Ives Boitano
Texto de impressões produzido com chave de acesso fornecida pela Bandai Namco
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Lucas Oliveira
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