Marathon: dicas para iniciantes e veteranos aproveitarem melhor cada descida em Tau Ceti IV

Orientações para dominar o básico e evoluir com consistência.

em 02/05/2026

Marathon pode parecer intimidador nas primeiras horas, especialmente para quem não está acostumado com shooters de extração. Entre sistemas complexos, riscos constantes de perder loot e decisões que impactam diretamente o progresso, o jogo exige adaptação. Pensando nisso, reunimos dicas essenciais para acelerar sua evolução, reduzir frustrações e ajudar você a aproveitar melhor cada descida em Tau Ceti IV.

Ponto de entrada 

Antes de entrarmos nas dicas práticas, é importante entender como o sistema de temporadas funciona em Marathon.

A cada três meses, todo o progresso do jogo é resetado. Isso inclui inventário, progresso de facções e upgrades. Os únicos elementos que permanecem são:
  • Silk: recurso obtido ao subir de nível, utilizado para comprar itens cosméticos no passe de temporada. O limite é 140, então vale a pena gastar com frequência. Um ponto positivo é que, segundo a Bungie, os passes não serão removidos ao fim da temporada, reduzindo a sensação de FOMO.
  • Códex: todo o progresso no Códex é mantido. Ele reúne mais de 400 objetivos que dão recompensas com lore e cosméticos. É um dos grandes diferenciais do jogo, principalmente no início, pois deixa a sensação de progressão constante.
Todo o restante é resetado. Apesar de polêmico, esse sistema é essencial para manter o jogo acessível, permitindo que novos jogadores entrem em condições mais equilibradas, sem ficarem muito atrás de quem joga desde o início.

Outro efeito positivo do reset a cada temporada é a redução do chamado “loot fear”. Se tudo será perdido ao fim da temporada, o apego aos itens diminui naturalmente, facilitando a adaptação ao gênero — algo que costuma afastar jogadores mais casuais.

Dito isso, fica a dúvida: vale a pena começar agora ou esperar a próxima temporada? A resposta mais honesta é: comece o quanto antes. Jogos online estão em constante evolução, e entender suas mecânicas desde cedo faz diferença. Ainda assim, o início de uma nova temporada segue sendo o ponto de entrada mais confortável para quem ainda está indeciso.

Temporada 2 - junho

A segunda temporada chega no início de junho com algumas novidades importantes. Entre elas, está uma nova variante do mapa Dire Marsh, agora em período noturno, além de novas armas e equipamentos. Também há indícios da adição de uma nova classe, embora isso ainda não tenha sido confirmado oficialmente.

Outro destaque é o retorno da fila em duplas, algo muito aguardado. Jogar em dupla oferece um equilíbrio interessante entre coordenação e dinamismo, sendo uma das formas mais agradáveis de experimentar o jogo.

Essa virada de temporada também será um termômetro para entender como a Bungie pretende sustentar o jogo a longo prazo. É possível esperar um movimento mais agressivo de marketing, com final de semana gratuito e promoções em sua estreia, mas até o momento não há confirmação.

Platina / 1000G 

A platina (ou 1000G) de Marathon tende a vir de forma natural, acompanhando o tempo de jogo. A estimativa é que leve mais de 120 horas, sem necessidade de desafios extremamente específicos.

O principal ponto de atenção está no troféu/conquista “Seasoned Veteran”, que exige alcançar o nível 100 da temporada.

Segundo informações do fórum do site PSNProfiles, onde um usuário entrou em contato com o suporte da Bungie, os níveis não são cumulativos entre temporadas. Ou seja, atingir nível 70 em uma season e 30 na seguinte não desbloqueia o troféu. Será necessário chegar ao nível 100 dentro de uma única temporada.

Essa informação ainda depende de confirmação prática após a virada de season, mas já é importante ter isso em mente ao planejar a progressão.

Loot Fear 

Grande parte da graça de um shooter de extração está no risco constante. Levar itens valiosos para a partida sabendo que pode perdê-los cria tensão, mas também funciona como uma barreira para muitos jogadores.

Em Marathon, esse “medo de perder loot” é suavizado por algumas decisões de design que considero bem pensadas:

1. Inventário limitado
Mesmo com upgrades, o espaço do inventário é restrito. Isso força o uso constante dos itens acumulados. Em muitos casos, perder equipamento acaba gerando até um certo alívio, já que libera espaço para novas conquistas.

2. Loadouts gratuitos
O jogo oferece kits gratuitos ilimitados. A cada dia, diferentes opções aparecem na loja das facções, permitindo entrar em partidas sem arriscar o próprio inventário. São equipamentos básicos, mas suficientes para jogar bem — e funcionam perfeitamente como “reset mental” após uma derrota.

3. Fila com kit gratuito
Atualmente, há testes com uma fila especial no mapa Dire Marsh onde todos entram com loadouts gratuitos. Isso elimina a diferença de equipamento entre jogadores. Embora reduza parte da essência do gênero, essa fila funciona como uma alternativa mais casual, porém divertida.

4. Reset de temporada
Como todo o progresso será perdido ao fim da temporada, o apego ao loot diminui naturalmente. Saber que tudo vai desaparecer torna mais fácil arriscar, especialmente nas semanas finais.

O jogo deixa claro que perder faz parte. E quanto antes aceitar isso, mais divertida a experiência se torna.

Missões 

O sistema de missões é um dos pontos mais fortes do título. Não por reinventar o gênero, mas pela consistência e qualidade das missões principais. 

Cada facção tem identidade própria e objetivos que levam o jogador a diferentes áreas do mapa, sempre sob risco constante. O problema é que nem sempre você estará jogando focado nelas, seja por preferência de mapa, progresso já concluído ou simplesmente vontade de jogar sem compromisso.

É aí que entram as missões secundárias. Em sua maioria, são objetivos simples — como eliminar inimigos ou coletar itens — mas oferecem boa quantidade de XP e recursos, sendo essenciais para evoluir facções.

Sempre jogue com alguma missão ativa em mente, mesmo quando a intenção for apenas se divertir. Tarefas como eliminar bots acabam sendo concluídas naturalmente durante as partidas e garantem progresso constante.

Outro ponto importante é a escolha entre jogar solo ou em trio.

No modo trio, o ganho de XP é significativamente maior, já que progresso e atividades são compartilhados entre os membros da equipe. Isso acelera bastante a evolução. Ainda assim, jogar solo é totalmente viável, tanto em termos de diversão quanto de progressão, apenas com um ritmo mais lento.

Batalha 

Marathon incorpora elementos leves de hero shooter, mas mantém o foco no essencial: mira e posicionamento. As habilidades não substituem o gunplay, apenas ampliam as possibilidades táticas.

No início, o ideal é testar todas as classes e se especializar em pelo menos uma. Cada personagem cumpre um papel claro em combate, e entender isso faz diferença.

O Assassino, por exemplo, funciona melhor flanqueando com invisibilidade e pressionando pelas laterais. Já a Thief se destaca ao conquistar posições elevadas e controlar território. Saber o que seu personagem faz bem é tão importante quanto saber como enfrentá-lo.

Contra um Destroyer com escudo ativo, insistir no confronto direto é desperdício de munição. Diante de uma Recon utilizando o pulse, o melhor caminho é se reposicionar rapidamente e evitar ficar agrupado com o time, reduzindo o impacto da habilidade.

No fim, vencer confrontos passa menos por habilidade isolada e mais por leitura de situação.

Trackeie todos os recursos 

O sistema de “track” (rastreio) é uma das ferramentas mais úteis do jogo e costuma ser subestimado.

Ao marcar um item, ele passa a ser destacado durante o momento de loot. No início, o ideal é rastrear recursos importantes para upgrades básicos, como o Unstable Diode, acelerando a progressão.

Além disso, ao passar o cursor sobre o item, o jogo indica onde ele costuma aparecer. Isso ajuda na preparação antes mesmo de entrar na partida, permitindo rotas mais eficientes.

É um detalhe simples, mas que impacta diretamente na evolução.

Itens gratuitos 

Com o avanço nas facções, a aba de itens prioritários é liberada. Nela, é possível resgatar equipamentos gratuitamente a cada 24 horas.

Os itens variam entre consumíveis, escudos, armas e munição, funcionando como um reforço constante para o inventário.

Criar o hábito de checar essas recompensas diariamente faz diferença no longo prazo, principalmente para manter um estoque saudável sem precisar arriscar loot próprio em todas as partidas.

Agindo em trio 

O cenário ideal no modo trio é a comunicação por voz, mas isso nem sempre acontece — e tudo bem.

Mesmo sem microfone, é possível se comunicar bem. O sistema de pings é eficiente, com respostas rápidas e claras, permitindo coordenar ações básicas durante a partida.

O mais importante é a postura. Evite sair sozinho pelo mapa, principalmente ignorando o restante da equipe. Ao entrar na partida, observe as missões dos companheiros e sinalize a sua. Como o progresso é compartilhado, muitos jogadores tendem a seguir objetivos em comum, criando um fluxo natural para a partida.

E vale a regra básica: retribua. Se um jogador ajudou na sua missão, faça o mesmo quando surgir a oportunidade. Esse tipo de comportamento melhora não só o resultado, mas a experiência como um todo.

Cryo Archive

O Cryo Archive é o endgame de Marathon e exige coordenação real entre os jogadores.

Por ser o conteúdo mais avançado do jogo, não faz sentido evitá-lo por receio ou por estar jogando solo. A melhor alternativa é buscar grupos em comunidades, como Discord, e encarar o modo com um time minimamente alinhado.

O mapa fica disponível apenas de quinta a domingo e exige um valor mínimo de 5k em loot para entrada, o que já cria uma barreira natural. No entanto, atualizações recentes passaram a oferecer um kit gratuito específico para o modo a cada semana — com uso limitado a uma tentativa.

Isso reduz o risco de entrada e incentiva mais jogadores a experimentar o conteúdo.

No fim, o Cryo Archive representa o ápice do jogo. É onde tudo que você aprendeu — combate, gestão de recursos e trabalho em equipe — é colocado à prova.

É só o começo

Boa parte da dificuldade de Marathon vem da falta de familiaridade com seus sistemas. Ao entender como o jogo funciona, desde a economia de loot até o trabalho em equipe, a experiência se transforma, deixando de ser frustrante para se tornar estratégica e viciante. No fim, o segredo não está em evitar riscos, mas em aprender a controlá-los e usar cada tentativa, mesmo as que terminam em derrota, como parte do progresso.

Revisão: Johnnie Brian
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Matheus Oliveira
Entusiasta de games e cinema, sempre explorando novos gêneros e estilos enquanto acumula um backlog infinito. X e Instagram
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