A Nuuvem nos convidou a jogar um pouco do título francês Fading Echo, jogo que será publicado por meio de seu selo CriticalLeap, proporcionando que conhecêssemos esse interessantíssimo título que mistura elementos de plataforma 3D, puzzle e ação, em uma aventura coloridíssima e com visual cheio de personalidade, onde acompanhamos a jornada da carismática One.
Diferentes ambientes, diferentes interações
Em um jogo de ação e aventura, sempre esperamos entender como será a mecânica de combate, e Fading Echo, como um título que está sob esse guarda-chuva, não foge disso. À primeira vista, One, nossa personagem, pode atacar com sua arma e também desferir um chute que empurra os inimigos. Mas aqui a questão não é apenas bater loucamente até que eles caiam, pois alguns recebem muito pouco dano dessa forma.
A grande sacada do combate de Fading Echo está em utilizar os elementos ao redor, como água, magma e dejetos tóxicos, para neutralizar as defesas dos monstros e causar dano massivo e efetivo. Assim, se um inimigo flamejante está vindo em nossa direção, basta chutá-lo para uma poça d’água para desabilitá-lo por um instante e causar dano.
Essa lógica se repetiu em todos os combates durante o período de teste, e é possível deduzir que essa mecânica deve acompanhar todo o jogo. Contudo, há momentos em que criaturas com diversas “propriedades” elementais surgem ao mesmo tempo, exigindo uma boa administração dos elementos presentes no mapa. Ainda assim, é notável que essa mecânica tem potencial para se tornar ainda mais complexa e divertida, especialmente em lutas contra chefes.
Fluindo entre plataformas e puzzles
O elemento que mais me chamou a atenção, no entanto, não foi o combate, mas sim as seções de plataforma e os pequenos puzzles que fazem uso da forma de bolha de One. Essa forma permite acessar locais que seu corpo sólido não alcança, além de transitar por corredores e áreas específicas, transformando o jogo, nesses momentos, em uma experiência de plataforma 3D bastante interessante.
Essas seções também utilizam itens que modificam ou concedem habilidades temporárias específicas para a “One-bolha”, como saltar em pequenas cachoeiras ou se “vaporizar” gradualmente para alcançar maiores distâncias. Se o jogo se baseasse ainda mais nessa mecânica específica da forma de bolha e suas possibilidades para transpor obstáculos, eu aceitaria sem hesitar — foi, sem dúvida, a parte que mais me agradou.
Além disso, o jogo aproveita esse estado para inserir puzzles que se integram muito bem com as seções de plataforma, tornando tudo ainda mais interessante. Se os três pilares — combate, plataforma e puzzle — forem bem explorados, especialmente nos chefes, há potencial para batalhas realmente memoráveis.
Cores saturadas e design bem definido
Há bastante a se destacar no visual, especialmente no design da protagonista, que é marcante e icônico. No entanto, o que mais chama atenção é o uso das cores. Os trechos testados são extremamente vibrantes, com cenários e elementos bem definidos visualmente.
Fica claro que houve um cuidado especial nesse aspecto: as cores complementares são muito bem trabalhadas e distribuídas, além do uso do que parece ser uma espécie de “negativo” delas, tanto em momentos de cutscenes quanto em trechos de gameplay. Isso cria uma identidade visual bastante única, diferente de tudo que me lembro de ter visto recentemente.
Fico curioso para ver até onde esse design autoral e esse uso tão efusivo das cores podem levar, e quais tipos de cenários o jogo ainda pode apresentar.
Fading Echo está com seu lançamento previsto para o terceiro trimestre de 2026, para PS5, Xbox Series S/X e PC. O jogo também conta com uma demo jogável para PC via Steam.





