A Leap Studio marcou presença na gamescom latam 2026 com seu veloz e promissor roguelike Realm of Ink, e fomos convidados para testar a versão do jogo trazida para o evento. Assim, pudemos experimentar esse título que ainda se mantém em acesso antecipado, mas será lançado ainda em maio de 2026.
A beleza rica do visual oriental
esde o sucesso de Hades, o gênero roguelike (ou lite, se preferir) explodiu, e muitos jogos se satisfizeram em apenas tentar replicar algumas experiências e mecânicas desse título. E, embora Realm of Ink possa, à primeira vista, parecer seguir esse caminho, felizmente ele tem características próprias o suficiente para se afastar disso.
O visual de Realm of Ink, em especial, é de encher os olhos, com sua arte inspirada na mitologia e tradição chinesas. Os efeitos visuais explodem na tela para todos os lados e tornam o jogo um show artístico muito agradável de acompanhar, embora o tamanho dos personagens e a quantidade de objetos, ataques e projéteis possam causar uma pequena confusão.
O design de cenários, objetos e personagens também é magnífico, digno de admiração. Com certeza, foi um dos jogos com estilo mais único e bonito do evento.
Red e suas muitas possibilidades
Outro ponto muito interessante do teste foi notar a quantidade de elementos que envolvem a jogabilidade de Red, nossa personagem — mas não apenas dela. Afinal, somos acompanhados por Momo, uma espécie de monstrinho capaz de alterar suas habilidades de acordo com o tipo de tinta utilizado.
Red, especificamente, é muito veloz e seu combate é ágil, baseado em uma espécie de ataque rápido e um ataque pesado realmente forte. Momo, por sua vez, nos dá acesso a uma gama de ataques elementais diferentes, de acordo com o tipo de tinta usado, permitindo criar diversas combinações.
Mas, além das habilidades de ataque direto, o jogo demonstrou ter uma variedade bem grande de perks e consumíveis, como elixires e alimentos, que vão desde recuperar HP até aumentar atributos de vida. Então, está mais do que claro que não faltam opções para testar.
Combate ágil, mas não muito difícil
A parte mais gostosa, no entanto, foi o combate. Red é ágil e poderosa, as habilidades elementais são divertidas e muito agradáveis de ver, e se mostraram todas bem úteis — ao menos as que testamos. Devastar pequenas hordas de inimigos é gratificante; no entanto, me pareceu que eles não ofereceram muita resistência, apesar de atacarem com frequência.
Ao enfrentar um pequeno chefe, notei que esse, sim, foi um pouco mais voraz, com ataques poderosos, diversos e em grande quantidade. Isso me deixou na dúvida se os combates mais intensos e divertidos — e onde o jogo realmente brilha — são, de fato, os encontros contra chefes.
E, tal como em Hades, o jogo se baseia na estrutura de salas cheias de inimigos. Eliminando todos, recebemos o prêmio e avançamos, seja uma tinta ou qualquer outro item, seguindo para a próxima sala, sem grandes surpresas nesse sentido.
Um belo hub para upgrades e skins
Outro elemento curioso é o hub central do jogo, de onde partimos para as runs. Nele, além de elementos típicos — como permitir upgrades e liberar novas funcionalidades ao longo da progressão —, há também um claro apelo visual, incluindo a alteração das roupas e da aparência geral da personagem.
E lembra que falei da beleza dos personagens? Red tem acesso a diversos tipos de skins e, aparentemente, cada uma conta com variações. Todas as que vi eram bonitas demais para não mencionar. Ainda assim, a escala dos personagens não permite admirar totalmente essas diferenças, especialmente durante o combate.
Em suma, Realm of Ink é um título que chama atenção e tem potencial para ser um ótimo roguelike, com muita personalidade e elementos próprios o suficiente para não ser apenas um clone de Hades.
Realm of Ink será lançado em 26 de maio de 2026 para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, Xbox Series X/S, mas já se encontra em acesso antecipado no PC.




