Elisson Paulo de Oliveira pegou sua paixão por games de estratégia em tempo real e decidiu fazer o próprio. Fazendo do seu nome a sigla para a EPO Games, ele cria sozinho Empire Eternal, que bebe da fonte de clássicos, como Civilization e Empire Earth, para trazer combates entre exércitos e impérios históricos.
A equipe do GameBlast teve a oportunide de bater um papo com o criador sobre como está sendo esse processo de desenvolvimento do game. Confira:
Epo Games: Na infância eu sempre gostei de jogos de estratégia. Comecei com o primeiro Age of Empires, o amigo que me apresentou até etá aqui no evento, daí passei para o II, o Empire Earth, que eu jogo até hoje e é um jogo magnífico, Total War, Civilization. Tudo isso me fez gostar bastante do gênero, até xadrez e assim por diante. Daí veio a oportunidade de poder fazer um jogo próprio. Comecei como modificador, aliás modder, e chegamos ao limite do jogo (Empire Earth), onde ele não aguentava mais receber tantas modificações. Então surgiu a ideia "vamos fazer um para gente. Aí compensa." Era eu e um colega, até que ele decidiu sair da equipe e ficou só eu.
GB: Nas suas inspirações, você só citou gigantes do gênero, e agora irá publicar Empire Eternal pela MicroProse, que é do Sid Mayer e tem outros titãs, como o Civilization, que você já citou, e XCOM. Como é trabalhar com essa galera que serviu de inspiração para você?
EPO: Olha, a MicroProse é fantástica. Eles apoiam bastante e deixam a gente tranquilo. São pessoas fáceis de lidar e eu só tenho a agradecer o que eles tem feito e a oportunidade. Estão sempre dispostos a ajudar. Na minha opinião, é a melhor publisher que tem. Sempre joguei jogos deles crescendo e agora trabalhar junto com eles é uma honra para mim.
EPO: Olha, a MicroProse é fantástica. Eles apoiam bastante e deixam a gente tranquilo. São pessoas fáceis de lidar e eu só tenho a agradecer o que eles tem feito e a oportunidade. Estão sempre dispostos a ajudar. Na minha opinião, é a melhor publisher que tem. Sempre joguei jogos deles crescendo e agora trabalhar junto com eles é uma honra para mim.
GB: É sempre bom estar perto dos ídolos, né? (risos) Agora falando do Empire Eternal, o RTS é o tipo de jogo que demanda tempo e dedicação do jogador. Como criar a imersão para construir seu império, fazer ele evoluir e conquistar os demais?
EPO: A ideia é tentar seguir os passos dos jogos anteriores, da velha escola, só que com coisas novas. Quero deixar o combate bem tático, posicionando corretamente as unidades. Não adianta só clicar e deixar elas fazerem o restante. Você tem que, literalmente, conseguir dar a volta, quebrar formações e ter unidades de longo alcance. O combate naval não é aquela coisa fechadinha, como se o barco fosse um arqueiro. Será necessário colocar unidades no barco para que elas ataquem outros barcos, até corpo a corpo se for preciso, até o momento que o corpo a corpo não será preciso porque terá canhões.
Terá combate por cima de muralhas, A ideia é fazer que o jogador tenha total controle de tudo, pois esse não é um jogo no qual você faz combates com 100 ou 200 unidades. O foco é massivo. Será possível ter até 8 mil unidades, e mantendo a qualidade mesmo em computadores mais fracos. Você monta sua cidade do jeito que quiser, posicionando as muralhas e formaçõesdo seu império totalmente livre.
GB: Este tipo de jogo também tem um grande apelo histórico, como se fosse uma aula interativa. Como foi a pesquisa para captar as nuances e particularidades de cada império?
EPO: O jogo vai abranger desde a pré-história, passando pela Idade dos Metais, Idade do Bronze, Era Clássica, Idade das Trevas, Medieval, Industrial, Primeira Guerra, Segunda Guerra, Idade Moderna e vai até para o futuro. Não há uma civilização fixa. Por exemplo, você começa com os babilônicos, que foram destruídos pelo Império Medo-Persa.
A ideia é seguir uma linha cultural, que moldou toda a civilização. Passaremos pelos povos gregos, romanos e assim por diante. Futuramente, terá outras culturas, como povos asiáticos, do Oriente-Médio e africanos, mas a base é ocidental. Assim que o jogo estiver completo, o trabalho será nos upgrades, com outras civilizações.
GB: Já foi mostrado na página do Empire Eternal no Steam que haverá uma abertura para a comunidade fazer mods. Como você imagina o engajamento da comunidade criando ainda mais elementos para o jogo?
EPO: Eu acho que vai ser bem legal porque comecei como modder e não tinha uma ferramenta do próprio jogo (Empire Earth) para fazer as coisas, até que os próprios fãs criaram uma. É legal modificar, pois você deixa o jogo com a sua cara. Além disso, também é legal compartilhar. Eu tenho o desejo de ter dentro do jogo uma parte só para modders. Por exemplo, você faz um tanque de guerra e consegue compartilhar com todas as outras pessoas que jogam. Então, do mesmo modo que eu trabalho com modificação, hoje fazendo as coisas do zero, vai ser legal ter outras pessoas fazendo isso também. Para a comunidade é importante porque dá mais vida para o jogo e as pessoas gostam de modificar.
GB: Até o momento, Empire Eternal ainda não tem uma data de lançamento. Existe já alguma previsão de uma demo?
EPO: Hoje já tenho uma boa base. Tenho o pathfind massivo, combate massivo, coleta de recursos, ações, seleção, comandos... já estão bem maduros. Porém, ainda falta o sistema de construção, que engloba praticamente tudo. Terminando isso, depois de algumas otimizações, aí sim terá uma demo. Espero que, talvez, até o final de 2027 já tenha uma demo para o pessoal jogar.
Empire Eternal se encontra disponível para wishlist no Steam. Até o momento, só foi confirmado que o jogo contará com textos e interface apenas em inglês.
Nossos agradecimentos a EPO Games e MicroProse pela oportunidade






