NBA Street: o jogo que criou um estilo próprio para esportes tradicionais

Game trouxe a ideia dos jogos de rua para as franquias do basquete.

em 09/05/2026


Em 2001, a EA Sports lançou um dos jogos que mais marcaram a sexta geração de consoles: NBA Street. O game de basquete também serviu como pontapé inicial para a série baseada em jogos de rua, que eventualmente contaria com futebol (FIFA) e futebol americano (NFL).

Buscando inovar no gênero dos esportes, a Electronic Arts criou a marca EA Sports BIG (que funcionou de 2000 a 2008), cujo foco era distribuir jogos inspirados em esportes, mas com uma pegada mais arcade, fugindo do realismo das séries tradicionais. NBA Street foi o segundo título da distribuidora, uma vez que veio após SSX.

A franquia focada no basquete de rua contou com cinco jogos ao longo dos anos: NBA Street, NBA Street Vol. 2, NBA Street V3, NBA Street Showdown e NBA Street Homecourt. Os três primeiros foram desenvolvidos para PlayStation 2 e GameCube, já o Showdown era um port do V3 para PSP, e Homecourt foi o único feito para o PlayStation 3 e Xbox 360.


Novas ideias para o esporte

As inovações trazidas para o game fluíram em vários aspectos: em vez do padrão de cinco jogadores, cada time contava com três; os pontos também foram alterados, valendo apenas um para cestas normais e dois para marcações feitas atrás da linha dos três pontos.


Outra novidade era o sistema de trick points que influenciava diretamente no jogo. Esses pontos de estilo eram agraciados por dribles (que podiam ser usados inclusive para derrubar adversários), enterradas, pontes aéreas, fake shots, bloqueios e mergulhos para recuperar a bola. Eram até mesmo usados em combo caso fossem feitos de maneira sequencial em pouco espaço de tempo. Com essa soma, uma barra era preenchida, a Gamebreaker, o “especial” do jogo que fazia com que a cesta feita nesse modo não só somasse pontos, mas também tirasse dos adversários.

A partida não era controlada por tempo, mas sim acabava quando o primeiro time marcava 21 pontos. Porém, assim como em outros esportes como vôlei, era preciso ter pelo menos dois pontos de vantagem, se não o duelo continuava até as condições serem atingidas.


Escalada

Além de contar com os times da NBA oficialmente licenciados, o game ainda trazia um modo arcade, em que o jogador criava seu time e personagem principal e ia subindo de divisão para se tornar o maior time da liga.

Ao todo eram seis regiões, e cada uma delas trazia um número de times profissionais para enfrentar e, após cada duelo, era possível recrutar um atleta do time derrotado para o seu próprio. Após vencer todas es equipes das regiões, vinha o Street Challenge, que trazia um personagem original feito para a franquia. Eram eles: Biggs, Bonafide, Drake, DJ, Takashi e Stretch, que também poderiam entrar no time do jogador após vencê-los.


Cada um deles possuía alguns pontos fortes e fracos, como, por exemplo, Biggs sendo ótimo em bloqueios e enterradas, mas péssimo em dribles e arremesso de longa distância. Já DJ, por outro lado, driblava muito bem, porém não era bom para enterrar. A única exceção era Stretch, que conseguia ser extremamente útil em todos os fundamentos. Não à toa, apareceu em todas as edições do jogo, além de marcar presença nos games NBA Live 18 e 19 como personagem jogável via DLC.

O duelo final ficava com ninguém menos que o melhor jogador de todos os tempos: Michael Jordan. Apesar de ele estar disponível desde o início para ajudar na campanha, no último jogo era preciso “se virar” sem MJ no time para fechar o game.


Recepção e legado

NBA Street foi bem recebido por crítica e público. No site agregador de notas Metacritic, as versões de PS2 e GC ficaram com média de 89% e 88%, respectivamente.

O sucesso foi tão grande que não só criou um subproduto da NBA, mas, como já dito anteriormente, levou a franquia Street para outros esportes, que fizeram sucesso ao longo da década que existiram.

A versão de PlayStation 2 bateu, apenas nos EUA, mais de 1,7 milhão de cópias vendidas. Esses números permitiram que o jogo ganhasse a versão Greatest Hits, sendo relançado para aproveitar ainda mais o sucesso do basquete nas ruas.

Com o fechamento da EA Sports BIG, ficou cada vez mais longe esse tipo de proposta focada no arcade. A versão Homecourt, lançada para os consoles da sétima geração, foi lançada em 2007 e, de lá para cá, apenas algumas ideias tímidas e sem o mesmo apelo surgiram por parte da EA.

E, levando tudo em consideração, NBA Street fica na lembrança como um dos melhores jogos de esporte de seu tempo e geração, deixando saudades aos nostálgicos que aproveitaram o melhor do basquete “moleque”.

Revisão: Heloísa D'Assumpção Ballaminut


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Moreno Valerio
Jornalista, Técnico no papel, engenheiro não praticante e mestre Pokémon nas horas vagas. Passa 80% do tempo falando de games. Nos outros 20% torce para alguém falar sobre games, só para poder falar mais um pouco.
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