Análise: Trash Goblin - The Artist of Brimhaven é uma expansão modesta, mas que complementa bem a dinâmica do jogo base

Acompanhe novamente o nosso querido goblin em uma campanha para restaurar um novo distrito.

em 20/05/2026

Lançado em maio de 2025, Trash Goblin é um cozy game focado na descoberta, restauração e venda de artefatos. Na campanha principal, controlamos um pequeno goblin que abre a sua loja de bugigangas e começa a envolver-se no dia a dia dos seus clientes, enquanto fornece os objetos que eles tanto precisam. Dentre os principais destaques do jogo, estão a jogabilidade simples e os personagens cativantes que encontramos ao longo da nossa jornada.

Neste mês, a Split Milk Studios lançou The Artist of Brimhaven, um DLC com uma pequena história no pós-jogo em que auxiliamos nossos amigos na reestruturação de um novo distrito da cidade. Nosso papel é fornecer os materiais necessários para as reformas, exposições e o que mais for preciso para dar andamento às atividades. Mesmo mantendo basicamente a dinâmica do jogo base, o DLC consegue nos entreter com algumas novidades na jogabilidade, deixando a experiência mais divertida.



Dando vida a Beiralto

Após os acontecimentos da campanha, que levaram Aimon a se retirar da cidade para se recuperar, nossa amiga volta do seu período sabático de descanso com uma nova proposta. A ideia é ajudar a reconstruir o distrito de Beiralto, que se encontra bem desestruturado pelo grande volume de refugiados que se afastaram dos eventos sobrenaturais que aconteceram nos últimos meses na região.

A intenção inicial de Aimon é criar um ambiente de exposição de artes para atrair pessoas ricas e, assim, arrecadar o dinheiro necessário para bancar as reformas necessárias no local. Essa iniciativa também chamou a atenção de nossos amigos, que se colocaram à disposição para ajudar: Donoval ajudará com as construções; sua avó trabalhará no restaurante comunitário; enquanto o golem Jaq será a mão de obra no que for necessário.




Nosso papel nisso tudo é trabalhar na nossa especialidade de achar, limpar e restaurar certas bugigangas que nossos amigos precisam para dar continuidade em seus trabalhos. Cada um deles passará uma lista de materiais que devemos conseguir e, assim, seguimos na dinâmica conhecida no jogo base, com o tempo passando conforme realizamos nossas ações na oficina.

Um frescor à velha dinâmica

A maior novidade se dá por um novo elemento que chegou junto ao DLC, na atualização 1.5: uma ferramenta capaz de descolorir e colorir os artefatos. O item permite extrair as cores dos objetos, armazenando-as em potinhos em nosso inventário, e utilizá-las posteriormente para pintar áreas específicas dos itens, o que abre margem para uma customização do nosso jeito.

Uma das minhas maiores críticas a Trash Goblin sempre foi a campanha monótona e repetitiva. Apesar da história interessante, o jogo se tornava entediante pois ficávamos horas e mais horas fazendo a mesma atividade mecânica. The Artist of Brimhaven não muda exatamente essa estrutura, mas as novidades pontuais que deixaram a experiência consideravelmente mais divertida.




Primeiramente, a nova mecânica de trabalhar com as cores deixa as coisas um pouco menos monótonas na bancada. Ao longo da campanha base, era comum aparecer o mesmo item inúmeras vezes, sempre nas mesmas cores e nos mesmos estados de degradação. Agora, é possível dar um toque pessoal aos artefatos, colocando cores em áreas específicas e explorando mais a nossa criatividade.

Essa ideia de trabalho artístico é bem integrada à expansão, com nossas habilidades sendo exploradas de acordo com os pedidos de Aimon para a exposição. Os clientes passam a ter certas preferências de cores de acordo com sua personalidade, as quais precisamos atender para conseguir negociar o melhor preço. Isso leva à necessidade de obter itens com cores específicas, dando mais trabalho para achá-los, mas dá valor até aos objetos mais irrelevantes, que viram fontes de tintas para nós.



Evolução visual e mecânicas integradas

Outro ponto positivo é a evolução do espaço de Beiralto, que ganha forma visualmente à medida que trabalhamos nas missões. No jogo base, ficamos presos na nossa loja e somos apenas um ouvinte de histórias dos nossos clientes. Agora, o resultado das nossas ações pode ser visto no cenário do distrito, dando um ar de recompensa muito maior do que apenas ganhar dinheiro.

A sensação que fica no final é que a campanha principal seria muito mais interessante se essas ideias do DLC tivessem sido exploradas mais a fundo desde o começo. Retrabalhar as cores dos itens deixaria o ciclo inicial de jogabilidade mais atraente, diminuindo um pouco a sensação de repetição que pesava no título original.




Isso me faz pensar positivo sobre o futuro do jogo e em como novas mecânicas parecidas podem ser exploradas pela desenvolvedora para expandir ainda mais a experiência dos jogadores. The Artist of Brimhaven mostra que a fórmula de Trash Goblin tem potencial para crescer quando recebe os incentivos mecânicos corretos.

Uma expansão que melhora a experiência

Mesmo sendo uma expansão simples e de escopo menor, The Artist of Brimhaven melhora bastante a experiência geral de Trash Goblin. O conteúdo pós-jogo aproveita muito bem a nova mecânica de cores e traduz o esforço do jogador na restauração visível do novo distrito de Beiralto. É um conteúdo adicional modesto, mas que corrige parte da monotonia do jogo base e serve como um ótimo incentivo para os jogadores retornarem a esse universo.

Prós

  • A nova mecânica de colorir e descolorir deixa as atividades mais divertidas;
  • O progresso visível na reconstrução do distrito de Beiralto traz sensação de recompensa;
  • As preferências de cores dos clientes integram bem a jogabilidade e a narrativa;
  • A nova mecânica dá utilidade para itens repetidos ou irrelevantes como fonte de extração de tintas.

Contras

  • O ciclo de jogo principal ainda mantém a estrutura repetitiva na sua essência;
  • A campanha é curta e focada estritamente no pós-jogo.
Trash Goblin - The Artist of Brimhaven — PC — Nota: 7.5
Revisão: Vitor Tibério
Análise feita com cópia digital cedida pela Split Milk Studios Ltd

OpenCritic
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Gustavo Souza
é geólogo, entusiasta de tecnologias e apenas mais um mineiro que não vive sem café e pão de queijo. Está sempre com um console portátil na mão e gosta de passar o tempo jogando uma partida de FIFA, cuidando de uma pequena fazenda e dirigindo seu caminhão pelas estradas europeias.
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