Pragmata é o novo título de ação e aventura da Capcom que desde sua revelação chamou atenção por uma proposta pouco comum. A ideia de misturar hacking em tempo real com ação e tiro sugere algo que foge do padrão, enquanto a ambientação futurista e a narrativa focada em dois personagens que se complementam reforçam essa sensação de novidade. Anunciado em 2020, o jogo passou por um longo período de desenvolvimento até chegar ao lançamento, em 17 de abril de 2026. Compilamos as principais informações públicas divulgadas sobre o projeto para entender o que podemos esperar da aventura.
Preso em uma estação lunar perigosa
Neste universo, existe uma tecnologia chamada “lunafilamento”, capaz de criar praticamente qualquer coisa desde que existam dados suficientes para isso. Em um futuro próximo, esse material passa a ser estudado em uma estação lunar dedicada à sua pesquisa e desenvolvimento. Quando a comunicação com o local é interrompida, uma equipe é enviada para investigar. É nesse contexto que Hugh Williams chega à Lua — e tudo sai do controle quando um terremoto atinge a estação logo após a chegada.Separado de sua equipe, inconsciente e gravemente ferido, Hugh desperta em um ambiente que parece ter sido tomado por uma inteligência artificial fora de controle. É nesse momento que surge Diana, uma androide com aparência de garotinha. Ela é uma Pragmata, nome dado aos construtos criados a partir do próprio lunafilamento. Os dois decidem unir forças para tentar escapar e retornar à Terra, em uma jornada marcada tanto pela sobrevivência quanto pela descoberta do que aconteceu naquele lugar.
No campo da jogabilidade, Pragmata parece mais um título de tiro e ação em que Hugh realiza movimentos como atirar, saltar e flutuar em ambientes de baixa gravidade. Os inimigos, no entanto, possuem blindagens resistentes, o que muda a dinâmica dos confrontos. Para abrir brechas, Diana entra em ação com o hacking, apresentado como um minigame integrado ao combate: ao mirar em um inimigo, surge um painel onde é preciso conectar pontos de início e fim enquanto se controla um cursor. Tudo isso acontece sem interromper a ação ao redor, o que indica um ritmo mais exigente. Esse sistema também aparece fora do combate, como na abertura de portas e interação com o cenário.
A ambientação segue uma linha sci-fi com visual limpo e estéril, pontuado por cores que destacam elementos importantes. A trilha sonora tende para o eletrônico, reforçando o clima tecnológico. Ainda assim, o que mais chama atenção é a relação entre Hugh e Diana: ele demonstra um comportamento protetor, enquanto ela reage com curiosidade ao mundo ao redor, criando um contraste que pode dar identidade à narrativa.
Atirando e hackeando simultaneamente para sobreviver
A proposta de misturar ação com hacking sugere uma experiência que exige domínio de duas frentes ao mesmo tempo. Há indícios de profundidade nesse sistema, com inimigos que pedem abordagens diferentes, armas com funções específicas e módulos de hacking com usos variados — alguns capazes de paralisar adversários, outros de atingir múltiplos alvos. Isso levanta a possibilidade de encontros mais elaborados do que um simples confronto direto.O hacking, por sua vez, parece ir além de um minigame simples. Existem camadas adicionais, como blocos que precisam ser evitados e nodos que exigem ativação em ordem ou posição específica. Alguns inimigos apresentam proteção contra esse tipo de ação, o que obriga Hugh a destruir partes específicas antes que Diana possa interferir. Fora do combate, há a promessa de áreas com caminhos opcionais e exploração, ainda que o avanço geral aparente seguir uma estrutura mais guiada. Também foi mencionada a existência de uma base onde é possível personalizar aparência e atributos utilizando o lunafilamento.
A demonstração disponível gratuitamente oferece um recorte relativamente robusto do que esperar: um trecho linear com combates, uso constante do hacking e um confronto contra chefe ao final. Existe um cuidado perceptível em equilibrar essas mecânicas, embora ainda permaneça a dúvida sobre a variedade ao longo da campanha completa. A demo, inclusive, revela a existência de diferentes níveis de dificuldade, o que pode ser ideal para aqueles que querem uma experiência menos complexa ou mais intensa.
Parte do público levanta a possibilidade de repetição com o passar do tempo, enquanto outros elementos — como customização e diferentes formas de abordagem — sugerem caminhos para manter o interesse. Em uma entrevista, a própria equipe comentou que seria possível avançar focando mais em hacking ou em combate direto, o que abre espaço para revisitar a experiência sob perspectivas diferentes.
Uma jornada instigante que promete
Pragmata se apresenta como uma aventura inventiva e promissora, com uma mecânica que mistura estilos de forma pouco comum. Alternar entre tiro e hackeamento em tempo real promete criar dinâmicas interessantes e criativas. Ao mesmo tempo, ainda existem dúvidas sobre o quanto essa ideia consegue se sustentar ao longo de toda a jornada. Mesmo com essas incertezas, trata-se de um projeto que desperta curiosidade e merece atenção — se bem desenvolvido, o jogo tem os elementos necessários para se tornar mais uma experiência de destaque.Pragmata - PC/PlayStation 5/Xbox Series/Switch 2
Desenvolvedor: Capcom
Gênero: Aventura, Ação
Lançamento: 17 de abril de 2026
Revisão: Thomaz Farias







